Trocando uns dois tweets com a @Mari_Graciolli (que é formada em Rádio/TV pela Casper, e só não monta um vlog de boba que é), deparei com essas coisas da mídia que ninguém entende. O que faz revistas como Tititi ficarem vivas até hoje, qual o limite moral de um tabloide e até onde as fotos na internet caíram na rede ou foram jogadas lá – tudo isso faz parte de um segredo sujo que ninguém sabe ou quer dizer exatamente até onde vai.


Tudo isso foi escancarado pelo próprio programa Pânico, na época ainda de Rede TV!, e por mais que vocês odeiem hoje o programa, todo mundo acompanhou as brigas entre a equipe do programa e o Clodovil, na época apresentador de outro programa na mesma Rede TV! – vários jornais de tarde de diversas emissoras falavam do assunto, o próprio Silvio Santos chegou a querer contratar o Clodovil até que, depois da morte do Clodovil, que já tinha saído das telas e sido eleito deputado o Emílio Surita abriu o jogo e disse que era tudo combinado (e tem gente que come essa história com farinha até hoje).

Neste ponto, quando se revelou como o Pânico e o Clodovil fizeram sucesso com um hoax, uma história produzida, milhares de pessoas descobriram que existia um mundo muito além do cidadão Kane e que ele existia não só em documentários sobre redes de mídia e manipulação de governos – você pode criar pela arte. Ou pela piada. Ou só pela fama.

Não faltam possibilidades para uma pessoa estourar na mídia. A Twittess mesmo fez isso através de scripts de seguidores no Twitter quando isso ainda era normal e segurou a sua fama com lendas envolvendo banheiros e orais em eventos de social media e sendo bem caridosa nas fotos que publicava – calhou que foi convidada a participar de um BBB, e atacou de DJ entre outras coisas que toda subcelebridade faz.

Geisy Arruda é outro exemplo desses – saiu como notícia de rodapé por ter sido quase linchada numa faculdade particular por usar um vestido curto e ser mais feia do que dar tapa na mãe, mas foi descoberta no twitter, e como no twitter todo mundo é feminista, mas posta no facebook sobre a colega gorda que não sabe se vestir, fez sucesso e quase levantada como musa do feminismo (ou feminilidade, porque segundo o dicionário Marilia Gabriela de Bons Costumes, -ismo significa doença, assim como hipismo) e investindo em si mesma ganhou algumas lipos, foi em todos os programas de fofoca da tarde e começou a investir pesado em dar declarações bombásticas sobre os mais variados assuntos, até mesmo o seu órgão genital.

Geisy na verdade poderia ser um estudo de caso de monografia sobre relevância e mídias – se não existe algum visionário genial por trás dela num caso meio Lady Gaga brazuca, ou ela é muito boa nisso, ou é um golpe de sorte atrás do outro – se bem que conseguir divulgar um caso com o Tiririca é bisonho demais pra não ser um golpe de sorte.


Tanto a Twittess como a Geisy hoje tem uma carreira, embora contestável, que lhes garante uma vida confortável, sem se preocupar com as contas a pagar e com o recalque das inimigas. Dinheiro este que veio exatamente pelas mensagens de ódio que recebiam. Taí o lado bizarro da mídia.

Essas coisas de fazer sucesso na mídia que ninguém explica.

Categoria: Opinião
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