É impressionante como as oportunidades surgem de repente, e, em algumas horas, você tem que fazer, sozinho, uma decisão importante. Decisão essa que envolve dinheiro, a forma de gastar seu tempo, planejamento, e geralmente custa muito do planejamento já feito. Mas algumas vezes, vale a pena.
Abrir mão de um planejamento pré-formatado, fechadinho, redondinho, que, na pior das hipóteses, vai trazer um pouco de benefícios em prol de algo…sem o menor chão, isso é pra poucos.
E eu me orgulho de ser um desses poucos. Por isso, bom. Semana que vem vou pra Belo Horizonte, no Congresso de Direito Constitucional. Atrás de algo novo. Algo que tem muitas chances de dar errado, algo que não tem nada pré-definido. Mudar meu planejamento em prol de uma incerteza. Mas uma incerteza que vale a pena ir até o fim; porque, eu acredito que vá funcionar. E que vai ser o melhor.
Looking for a fresh air.

Twittaço: É quando vários tweeters retwittam (ou repassam) um tweet recebido, ao mesmo tempo, espalhando aquele twitter como várias ondas, para que ele chegue ao máximo de pessoas possível.

Qual o problema do twittaço: O twittaço, como elemento catalisador da movimentação de uma idéia ou conceito, considera o twitter como uma pirâmide. Numa pirâmide, as ondas são contínuas, sempre de cima para baixo (do emissor para o receptor, de um nível para o próximo).

O que eu tenho visto é que, na verdade, o brasileiro tem um ótimo senso do que é certo e o que é errado, principalmente nas eleições. Brasileiro sabe que plaquinha de candidato é um inferno, sabe que boca-de-urna é pecado, que comprar votos é mais feio que bater em mãe, e que discurso vazio é quem ganha votos.
Sabe e condena isso. No quintal dos outros. Quando o assunto é em casa, ôh, rapaz!, tudo tem uma desculpa. Porque usar criança em propaganda eleitoral não é pra fazer um apelo ao público, mas é porque elas gostam dele e querem aparecer <3; Pastor fazer propaganda de político é empurrar o candidato pra que as ovelhas votem no ungido, mas na minha ingreja não! Na minha igreja é resultado de um processo consciente de escolha pelo melhor candidato. O fato do Zé Ruela estar no palco é apenas uma mera coincidência, ou, se der fé, é só um empurrãozinho do crente, pra ele estar na direção certa dos planos de Deus.

Ontem nasceu o filho do Ariovaldo Jr. O Paquito faltaria só escrever um livro, mas com um blog daquele tamanho, acho que ele já fez as três coisas que alguém precisa fazer antes de morrer. E é nessas horas, que todas as máscaras caem, não adianta. Sempre que acontece algo grandioso com alguém que caminha junto conosco, não tem como se manter alheio, e não entrar no clima que surge. Por mais inconseqüente que seja a pessoa, por mais irresponsável, por mais largada, todo mundo para pra pensar na sua própria vida.

E aquele ar de diversão, desaparece, quando nossos desejos, nossos anseios, nossos desesperos surgem à flor da pele, escapando do lugar que a gente os escondeu. Porque, todo mundo, no final das contas, só quer ajeitar a vida.

Podemos fugir de relacionamentos, escapar quando a coisa está ficando séria, ter medo da rotina, mas, todo domingo, no final da tarde, tudo que nós queremos é alguém pra abraçar. E tudo isso vem nas nossas mentes, quando alguém tem um filho.

O @Cardoso já fez um post sobre como tratar os relacionamentos nas redes sociais, quando reclamava sobre a melação entre a @AleFerreira e o @Zerrenner, o jeito que os dois se tratavam, no Toda Ale Ferreira tem seu dia de Maddie Hayes; e, de fato, eu tenho concordar, em parte, com ele.

Relacionamentos já devem ser tratados em público, com uma delicadeza; às vezes, por mais que o ambiente seja íntimo ao casal, nem todo mundo precisa ouvir o que está sendo dito. E eu não estou falando só de brigas – por mais que seja fofo você ver sua(seu) namorada(o) se contorcendo de rir nas cócegas até fazer um barulhinho como um porquinho-da-índia, nem todo mundo concorda contigo. Ou quer ver.

Ontem fui, depois de 12 anos, num jogo de futebol. Fui ver Cruzeiro VS Internacional, aqui no Estádio do Parque do Sabiá, o João Havelange. Fiquei impressionado, primeiro com a estrutura do estádio, apesar de morar na cidade há sete anos, nunca tinha entrado nele. Já fui no Sabiazinho, o poliesportivo inaugurado há pouco algumas vezes, mas nunca tinha ido no estádio em si não. Com capacidade pra 42 mil pessoas, não é à toa que foi o estádio escolhido pelo Cruzeiro como sede de seus jogos, até as reformas do Mineirão acabarem.
Pra quem não sabe, sou colorado, por uma promessa feita, há um tempo. Mas acabei gostando do negócio, e já tenho dois bandeirões do Inter. Depois de 3 minutos de conversa, o Talisson conseguiu me convencer de não ir na torcida do inter, e sim na arquibancada azul – que dava uma visão estupenda do estádio, dá pra ver tudo. Mas era no meio da torcida do Cruzeiro – e eu não ia deixar minha bandeira em casa, definitivamente não.
Sem Pai Nosso ou sinal-da-cruz, nos enfiamos na fila, no meio dos cruzeirenses, e da Torcida do Leãozinho. Entramos no estádio (ponto negativo é a entrada, que dá bastante possibilidade de furar filas, e…né?), pegamos um lugar bom, à meia altura, e bem de frente ao meio-campo.
E, dá-lhe espera. Tocaram incessantemente uma versão pop-rock do hino cruzeirense, durante as duas horas de espera, mas quando fazia ainda quarenta minutos que estávamos lá eu vi… WOW, estávamos exatamente no MEIO da torcida cruzeirense.

É, lascou-se.

Uma vez me perguntaram, o que aconteceria
Se você virar, dizer me amar, em qualquer dia
Não quis responder, pra não dizer o que sentia
Como posso fazer, pois sei que já chegou o dia

Se ontem à noite, deitada na grama, do meu lado
Procurando estrelas, no meio de um vento gelado
Respirando meio ofegante, perdido em seus braços
Foi nesse dia que decidi seguir todos os seus passos

Lembro de ter rido, duma pergunta tão surreal
Nem deixei levar, me parecia ainda tão irreal
Mesmo que no fundo eu soubesse ser o ideal
Estar com você ao meu lado, sentir o seu abraço

Ainda foi ontem à noite, que te vi, do meu lado
Procurando estrelas, em meio de um vento gelado
Respirando meio ofegante perdida em meus braços
Foi nesse dia eu decidi seguir todos os seus passos

Ruiva

Lições que as ruivas acaju 40 nos ensinam:
Você pode até pintar o seu cabelo de ruivo.
Pode pintar suas sobrancelhas, de ruivo.
Até os cabelos lá de baixo (embora eu não recomende, é perigoso).
Mas você nunca vai ser ruiva.

Sacaram, crentes?

A igreja é a igreja. Não o que parece com ela.

Quer ser promovido? Quer liderar? Esqueça aquela figura do workaholic, deixe de lado o papel do funcionário comprometido, que faz horas-extras além do limite legal, esqueça o trabalho durante o fim de semana.
Pelo menos no século XXI. Esse modelo de hardworker, o trabalhador que dá o sangue e o suor à empresa, já caiu por terra. Óbvio que nos ramos mais tradicionais, nas empresas antigas, com um modelo de metas irrealizáveis, você vai ter que se submeter às regras. Em Roma, faça como os romanos, como diz o ditado inglês (In Rome, do like romans do).

Mas, será que vale a pena?

Hoje tive um momento muito nostalgia, aqui em casa. Véspera de feriado, vai ter almoço na casa da vó. Até porque, entrando setembro, ela já começa a comemoração do aniversário dela, no fim do mês – mas isso ninguém discute, deixa ela se divertir. (E por acaso, essa é a vó que tem um netbook e conexão 3G – oi, !?).
Meu pai pediu então pra eu… ralar presunto, se tivesse tempo. Porque não, né? Véspera de feriado, nada muito urgente pra ser feito, vamo nessa.
Cheguei lá na cozinha, dei de cara com o quilo de presunto, aquela peça quase inteira do porco, e uns tempos pra trás, tinham comprado lá em casa o multifuncional lá da Polishop, que faz mil e uma coisas, inclusive ralar presunto, pelo que parecia.