E então, você está amando. Já abriu mão de suas escolhas, já começou a pensar não só como indivíduo, mas como casal e… tá quase sonhando com o futuro juntos esse-dois esse-dois. Qualquer dia desses vocês saíram juntos, jantaram, dividiram uma garrafa de vinho, e deitaram na grama, sob a luz do luar. É, meu amigão, já era – começam a dizer seus amigos. As pessoas já começam a tratar vocês como se fosse um só, e chamar um é, implicitamente já ter convidado o outro.

E assim seguem os dias, campeão. No mais, tudo na santa paz. No quinto final-de-semana seguido que ela(e) não quer sair, e vocês alugam um outro filme detestável de guerra/comédia romântica e ele(a) que encheu tanto o saco pra pegar aquele raio de filme, dorme, de novo, te deixando sozinho(a) com a cena mais idiota do cinema mundial, aquilo dá uma pontada de incômodo. Mas é que, o problema não era aquela massa dormindo inerte ao seu lado – o problema era NÃO querer sair, NÃO querer pegar filme bom, e NÃO querer assisti-lo.

Quem nunca ouviu de um namoro que caiu na rotina? Aquele casalzinho que era o casal modelo, que todo mundo se espelhava, todo mundo queria ser igual, de repente, sem maiores motivos, simplesmente terminou, depois de alguns anos. Caiu na rotina, é o que a maioria das pessoas dizem. Passou o amor, chegou a convivência, talvez.

Será que o amor acaba assim? Aquela paixão, de repente, se esvaziou? É possível se frustrar tanto assim com alguém, a ponto de… abrir mão, ou desistir de algo?

E o que raio é esse cair na rotina?

Até porque, o dia-a-dia, começa a ficar igual, por natureza. Na verdade o problema não é a igualdade ou não dos dias. Todo namoro que as pessoas tentam fazer coisas diferentes pra salvar o namoro, mais cedo ou mais tarde, está fadado ao fracasso. Porque, por mais que a programação da semana seja diferente, o problema (geralmente) não é o ambiente em que você está inserido. O problema são vocês.

No post de hoje, uma introdução do assunto. O que aconteceu para chegarmos nesse ponto? Como começou esse parangolé? De qual que é a dele(a), a minha, nessa parada.

Constância. Taí uma palavra da qual o mundo precisa. Já viu que tudo hoje é inconstante? Não há mais um ritmo pré-definido pras coisas, não há algo que você possa confiar, com 100% de certeza.

Os políticos não são confiáveis, a igreja não é confiável, a Seleção Brasileira de Vôlei não é confiável. Seu namoro de seis anos não é mais tão estável, e, o que estava na santa paz há um mês, por uma crise maior do que imaginava, acabou.

Aquela pessoa que sempre foi sua amiga, um dia acordou de pá virada, e nunca mais a relação entre vocês foi a mesma. Seu emprego, que você tem há oito anos, sempre avançando e subindo na hierarquia da empresa, depois de uma crise na Malásia acordou ameaçado. Seu cliente, após três meses de intensa negociação, pega o contrato pra assinar, vai almoçar e nunca mais volta. Hoje é comum uma pessoa com 25 anos ter passado por ao menos cinco relacionamentos ‘sérios’.

Grupo de jovens. O que é a primeira coisa que vem à sua mente? Depende, se você tem até 25 anos, é aquele grupinho de nerds, de roupa social, sentados em uma roda, cantando músicas da época em que a Tchecoslováquia oferecia perigo nas semifinais de Copa do Mundo.

Se você tem mais de 25 ou é de alguma igreja, talvez com uma mentalidade mais conservadora, é aquele grupinho da bagunça, que fica fora dos cultos conversando, bebe mais do que o Lula em época de Veja e Diogo Mainardi, beija todo mundo e não quer nada com nada.

Sempre esse paradigma. E na verdade, é algo assim mesmo: houve uma polarização dos jovens. Como twittei esses dias, você pode comparar grupo de jovens de igreja e Diretórios Acadêmicos. Ou é tudo muito parado ou tudo muito sem sentido. E todo mundo acha que está com a razão, mesmo sem ter um argumento pra provar isso. E aí, comofass?

Porque tem que ser assim? Porque, de repente, estamos assim? O que aconteceu?

Só queria deixar bem claro: não tenho nada contra Diante do Trono, esse post 
não tem nenhuma menção contra a banda, o grupo, ou as pessoas que o compõem.
A liberdade de expressão da banda, e de interpretação as Escrituras não é 
objeto desse post, nem mesmo a qualidade do hairsylist da Ana Paula Valadão 
é questionado.
Se você se interessou pelo post por ser da Família Diante do Trono, eu te 
clamo pra sair desse blog. Se continuar a ler, que seja por sua conta e risco. 
Mas não venha me amarrar, depois.

Depois desse fim-de-semana, coisas mudaram. É, negão, Diante do Trono foi pro Domingão do Faustão, e, segundo a Família Diante do Trono (sim, existe uma FamíliaDT. E não só isso, existem os AmigosDT) pregaram para todo o Brasil e todo o mundo. Ignoraremos neste post os clamores para que as pessoas vissem o Domingão na TV, porque na web não contava IBOPE. Sério, me abstenho de comentários, e para quem até hoje não sabe como é feita a contagem, vai a explicação na UOL.

Não, você que não tem o Peoplemeter, não faz diferença nenhuma pro IBOPE. Éééé, pensou no CulturaDay? Tenso.

Mas então. Diante do Trono no Faustão. É o cenário gospel entrando no cotidiano das pessoas, no dia-a-dia familiar, dos brasileiros. Hm, nem tanto. Existem inúmeros fatores que até para o mais ingênuo dos crentes, influenciaram a ida do grupo.

Da série ressuscitando poemas antigos do Abigo.

Quando as portas à sua volta se fecham
e você tem uma decisão a tomar:
Escolher aquilo que te incomoda
Ou pôr tudo a perer ao se arriscar?
 

Poderia simplesmente dizer, se encontrasse como
ou apenas me esconder, mas não há lugar
Mas nessa agonia vou viver, não posso escolher
eu ainda tenho muito a perder…
 

E se eu escrevesse pra você, um poema de amor
mas quando lesse, será que você ia entender?
Ou uma música que faz meu coração derreter
será que ainda assim você  ia entender?
 

Terminando essas palavras, temo seu olhar
com que expressão você vai me encarar
Já posso sentir como você vai me reprovar
aquela sensação de que no fim,

Mulheres precisam de segurança, e homens de reconhecimento. Ouvi isso em um casamento, twittei, e gerou um buzz até mais interessante do que eu pensei. Esperava ouvir aquela meia-dúzia de do-contra que discorda de tudo, e se acha diferente só pra provar que é igual todo mundo, mas, por increça que parível… Não houve nenhuma pessoa que discordasse.

O que me leva a acreditar cada vez mais numa outra história. Por mais que hoje se fale muito de relacionamentos, se tenha muito relacionamentos, com maior ou menor duração (todo mundo conhece um casal de namorados que tem pelo menos cinco anos juntos), no final das coisas, mudou tudo pra continuar a mesma coisa: a maioria de nós não sabe nada sobre o assunto.

Até porque é o velho embate entre quantidade VS qualidade. Mas quantidade, em relacionamentos, não se refere apenas ao número de relacionamentos que uma pessoa teve, mas ao tempo que essa relação durou. O que ainda não quer dizer nada. Anos atrás, um relacionamento amadurecia a partir dos três, ou quatro meses. Hoje, já se pede pelo menos uns nove, dependendo do dia-a-dia do casal. É a sociedade do imediatismo cobrando o seu preço.

Eu juro que busquei um candidato a senador, até o último dia de campanha, sábado. Juro que não queria anular um voto. Até cinco dias das eleições, eu não tinha nenhum candidato. Votei em um, o Pimentel por, mesmo não conhecendo a fundo seu trabalho anterior como prefeito de BH, gostar o seu plano de governo, seu projeto de trabalho, por mais que achasse detestável as primeiras campanhas no Horário Eleitoral Gratuito. Pô, o cara queria que quem votasse nele escrevesse uma cartinha, recomendando-o aos parentes. Não, assim não dá, cara.

De boa, isso broxa. E muito. E a propaganda terminava com vários aviõezinhos de papel, saindo da capital, e chegando na Zona Rural, e nas outras cidades do interior. Acabou comigo.
Graças a Deus, tiraram essa do ar, e fizeram algo melhor (até porque fazer pior era bem difícil). Mas, mesmo assim, ainda havia um outro senador a votar. E um deputado estadual.
E agora, José?

Não, eu não votei no Tércio Jr. E pastor, bom, pastor é ele no púlpito, no palquinho da igreja. Há vinte e cinco anos, desde que surgiu Sal da Terra, um princípio da igreja era não apoiar oficialmente nenhum candidato. E foi assim, pastores se candidataram, alguns foram eleitos, outros não, mas nenhum contou com apoio oficial da igreja, e todos os candidatos que apareceram e compareceram aos cultos, tiveram seus 5 minutinhos de fama no palco, independente de partido ou convicções ideológicas. Esse, na verdade, foi um dos motivos pra eu permanecer nessa igreja. Só que esse ano, sabe lá Deus porque, o tal do Tércio Jr resolveu candidatar.

E, mesmo que a campanha não fosse oficialmente apoiada pela igreja, de repente, o cara passeou por mil e uma comunidades Sal da Terra Minas Gerais afora, pregando, e, hãm, falando que era candidato e o que pretendia fazer, em 20 a 30 minutos. Por mais que ele fosse lá pra pregar, o discurso era o mesmo. Vamos santificar a política, vamos tirar esse mar de maldade do mundo, e purificar tudo aquilo, ah, véi, morre arrebate-se.

Se fosse assim eu votava era no Eymael, e as Marchas pra Jesus teriam mais efeito do que causar rixas e mostrar o preconceito entre denominações distintas. Amarrar o diabo tem tanto efeito como passar no corredor de purificação ou comprar a redinha sagrada abençoada pelas Aleluias de Deus, e vou ainda mais longe: dar um mergulho na piscina de batismo.

Pelo amor de Deus, se você leu o novo testamento (não vou nem falar do velho) por si só, percebeu que o batismo nas águas é SIMBÓLICO, e não vale nada, porque dizer meia dúzia de palavras, qualquer um pode. E não é porque fulano ou cicrano ora por você que sua vida vai mudar.

Eu precisava falar sobre isso. Faltavam 15 dias pras eleições, e eu já queria twittar/postar sobre isso. Mas eu precisava de esperar o dia 05 passar, pra poder falar de boca cheia. Quem faz campanha, não sabe o que está fazendo.
Esse post não é sobre mídias sociais, é sobre a campanha de rua. Pode ser facilmente visível em campanhas publicitárias, não somente eleitorais. Eu moro no Cidade Jardim, em Uberlândia. Bairro pacato, residencial, Muitas casas, poucas pessoas, algumas mansõezinhas. Há pouco mais de um quarteirão, na rua em que moro, é o local que foi alugado para fazer as reuniões de campanha do Murilo (candidato à deputado federal) e do Tenente Lúcio (candidato à deputado estadual), ambos do PDT.
São o que, coisa de 130, 140 metros, no máximo. Passo ali na porta pra ir pra qualquer lugar da cidade, menos nos meus vizinhos. Passo pela porta ao menos 4 ou 6 vezes por dia. Na maioria delas, haviam pelo menos quatro ou cinco carros ali, com pessoas na calçada, lá dentro, conversando, planejando, sabe Deus o quê.
Em nenhuma delas me abordaram. Me cumprimentaram. Conversaram com os vizinhos.