Nessas horas insanas da vida, a gente acaba por conhecer muitas pessoas bacanas. Hoje, por exemplo, estava lá eu, logo antes de amanhecer, numa lanchonete perto da rodoviária aqui no RS, e eis que surge um forasteiro. Forasteiro por causa de seu cabelo, escuro; forasteiro por causa do seu jeito de andar, meio acanhado; forasteiro por causa do sorriso ao olhar pra um desconhecido; forasteiro por causa da sua vontade de conversar.

Porque se tem uma coisa que existe aqui no Sul são pessoas que não querem conversar. Não querem te desejar um bom dia, saber se você está bem, o que aconteceu contigo, quem é você, e ficariam muito mais felizes sem saber mesmo da sua existência.

Ontem à noite eu só conseguia me lembrar
tudo que disseram sobre o brilho do seu olhar
Todos os dias que entre nós passaram
e, com tanto tempo, eu parei de sonhar

 
Já era tarde, e tudo que eu queria pensar
não era mais que aquele brilho do seu olhar
Aqueles que já admiraram, mas nunca viram
você, com esse brilho, esse brilho ao me olhar

 
Planos feitos, refeitos, só de imaginar
quantos dias passam, se vão e faltam
tempo até ver esse brilho do seu olhar

 
Saudade que aperta e não vai passar
dor que se sustenta, que faz parte de mim
até a próxima vez, com esse brilho me olhar

Você chega no trabalho pontualmente, às vezes cinco ou dez minutos atrasados, mas nada que importa. Dá bom-dia às pessoas que encontra no caminho, mal olhando para quem está cumprimentando, embora saiba muito bem quem são.

Talvez não o seu nome, mas sabe que o bom-dia enrolado é do segurança noturno, que trabalhou a noite inteira, e agora vai pro outro emprego, de motoboy, depois de três xícaras de café; sabe que o oi esganiçado é daquela estagiária do RH, que só conseguiu a vaga pelo decote quase inapropriado no dia da entrevista; sabe que o opa foi do ascensorista, que parece ter entrado no emprego esses dias pra trás, porque bem.. opa não é muito bem o que se espera ouvir de um ascensorista.

Há pessoas que não se contentam com o normal, já reparou? São pessoas que, por mais que esse normal seja benéfico, não aceitam o preço a ser pago por ele.

Aquelas pessoas que insistem em fugir dos padrões que foram colocados pela sociedade; pessoas que, embora tenham um potencial reconhecido, parecem sabotar a si próprios durante sua vida profissional.

Em todo lugar que se vá, romper com a ordem, com o habitual, fazer o novo, romper com os paradigmas; isso tá sempre na moda. Mas por que essa mania de querer largar pra trás aquilo que foi tão arduamente conquistado, isso que parece ser o ideal, já que foi montado ao longo dos anos? Por que inventar em cima daquilo que já é considerado como certo?

Esse texto foi escrito para uma visão profissional, porém pode ser aplicado à sua vida pessoal e, sem dúvida alguma, sua vida espiritual, ou qualquer outro nome que você dê ao que faz.

Para entender porque se vê o paradigma como algo tão ruim, é preciso entender o que é um paradigma.

Como assim, ter a minha cidade no twitter?

Oras, seja por um serviço de informações da Prefeitura, ou da Câmara de Vereadores, atualizando com as novidades oficiais da cidade, regras, resoluções, toda sorte de medidas administrativas, ou através de um usuário, que, tomando o nome da cidade no twitter, serve como um portal de (micro)informações, úteis no dia-a-dia, fazendo contato entre as pessoas, ajudando em algumas dúvidas e até algumas vezes, pleiteando junto à prefeitura algumas questões levantadas pelos usuários.

Não ouvi até hoje de uma experiência negativa, principalmente quando o perfil da cidade chega a auxiliar quem é de fora e vai passar uma temporada no twitter.

Segue então uma lista dos perfis de cidades brasileiras que contabilizamos no twitter. Conhece alguma que não esteja relacionada? Avise nos comentários ou pelo twitter ;D

É, meu caro leitor, você foi convidado, ou melhor intimado para aquela reunião que todos fugiam. Seja por causa dos benefícios que ela pode te trazer, seja pelo social ou por qualquer outro motivo, você tem que ir. A questão agora não é mais como fugir: você vai à reunião. A questão é sobreviver a ela.

Apresentamos aqui cinco meios que podem te levar, se não ao êxtase por participar dessa reunião, pelo menos você vai sobreviver a ela. E não vai ser tão ruim assim. Esses passos foram todos testados e garantidos por este blogueiro.

Dizem que a sensação de impunidade é o que impele o ser humano a chegar ao seu pior nível. Não existe nível de educação que segure o ímpeto de uma pessoa que acredita no seu ideal – e faz e tudo pra alcançá-lo. É quando os fins são mais importantes que os meios. E nesse frenesi por alcançar o melhor para si mesmo, ou até para a sua comunidade, as pessoas acabam perdendo o seu foco.

Porque, a partir do momento que, em seu discurso, as coisas são mais importantes que as pessoas, ele é vão (já dizia o @WilliamCosmo). E é nessa tentativa de passar por cima de tudo, pra alcançar um objetivo, surge a xenofobia.

O que é xenofobia? Segundo a Wikipédia, é o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros; a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que veem de fora do seu país.