A sensação impotência pode surgir num relacionamento, quando de repente, ôpa!, o(a) parceiro(a), de repente parece ser mais desejado do que a gente gostaria por outras pessoas. Pô, até que uma vez ou outra é legal, bacana, pra confirmar que a gente não está tão cego assim, ou que não tínhamos bebido tanto aquela noite (ou que aquela dose de Malibu não tinha feito tanto efeito assim), mas de repente, parece que todo mundo já foi afim dele(a), ou quer desesperadamente um beijo.

E tudo isso, que só parte de gente que, cá entre nós, é melhor que a gente, em diversos aspectos. Seja na beleza, seja financeiramente, ou até mesmo em maturidade, é impressionante que sempre tem alguém melhor que a gente afim do(a) nosso(a) parceiro(a).

Eu poderia estar falando de um pecado, falando de transgressão, de um atentado moral ou qualquer outra coisa cristã, mas não estou. Eu poderia estar falando simplesmente de algo pessoal, compartilhando a minha vida particular, mas eu não estou. Poderia estar falando daquilo que seja o defeito de outros, demonstrando por a+b como todos esses que compartilham dessa falha de caráter são toscos, ridículos e não merecem o meu respeito – mas veja só, eu não estou.

Não se trata de um pecado, até por não ser uma falha em si mesmo, nem ser uma preocupação restrita aos círculos cristãos (se há alguma preocupação restrita aos círculos cristãos ou não, isso é outro assunto). Na verdade, esse post poderia estar na categoria Igreja, mas é que simplesmente não cabe ali. Simplesmente, nada tem a ver com a (falta de) fé.

Existe uma palavra egípcia, que remonta aos tempos faraônicos, Mâat, e essa palavra exerce um certo fascínio sobre mim. Não só por sua origem estar no que, provavelmente, é uma das épocas mais brilhantes da história da humanidade (naturalmente, para que não era um escravo), mas pelo seu conteúdo. Mâat, essa pequena palavra, tem um significado forte e importante na manutenção de todo o sistema egípcio antigo: faraó, o rei, deve se inspirar em Mâat, por entender que ele trará benefício.  Mâat, então é a verdadeira justiça, aquela que está além do que nós vemos, um conceito bem jusnaturalista.

O rei deve se inspirar na sua visão da verdadeira justiça para governar seu povo. Engraçado como, anos depois, viria um judeu inverter essa lógica. Porque, se no Egito, o rei aplicava a sua visão pessoal da Justiça e perfeição, o Evangelho de Cristo nada mais é que a visão da perfeição e da plenitude sobre o homem.

Todo mundo já levou uma dedada na cara, acompanhada pela célebre frase, que todo mundo detesta, mas ninguém deixa de falar: eu te avisei. Oras, avisar, avisou, mas não convenceu, bem útil você (é o que você diz pra pessoa, mentalmente). Mas o fato é que, bom diariamente, várias pessoas nos avisam sobre várias coisas, e na verdade, muitas delas nos avisam sobre a mesma coisa, mas de maneiras contrárias, contraditórias ou mesmo de maneiras completamente diferentes.

Até porque, independentemente da decisão tomada, a responsabilidade é de quem a tomou (nós), e não de quem aconselhou (por bem ou por mal). Veja bem: toda decisão que você tomar, alguém vai te apoiar, outra pessoa vai ser contra e todo o resto da humanidade vai se abster – esse mesmo resto que vai nos culpar por tomar aquela  decisão, independente de qual seja.

Assim como todo brasileiro acha que é técnico de futebol e é melhor que todos os dirigentes da Seleção Brasileira (incluindo aí de Zagallo a Mano Menezes porque, de fato, foram os que acompanhei), todos são técnicos, coachers, consultores e especialistas em todos os tipos de decisão que nós tomarmos.

Comecei num trampo de férias semana passada, numa gráfica aqui da cidade. Tranquilo, super de boa, 3x por semana, meio período, gráfica offset, nada que fosse matar ninguém ou salvar alguém da falência.

É um trampo bacana, pessoal gente boa, e um trabalho 100% manual: separar calendários. Sabe aquele calendário da casa da titia e da vovó, que tem as folhinhas de cada mês para serem arrancadas? Então, esses calendários vêm todos grudados, em grupos de cinquenta, e alguém tem que separar os meses de doze em doze. Pois bem, esse é meu trampo – falei que não era de matar ninguém e que era 100% manual. Chato? Talvez, depende de como você o vê.

Eu não acho chato, embora seja uma mesa de 5 metros de cumprimento, com uma pilha de meio metro, só de folhas de calendário para serem separadas. É mecânico. E dá pra pensar, muito. Pensar no que eu tenho feito e pra onde eu vou – para quem não sabe, esse é o meu último (espera-se) ano na faculdade, e vou prestar provas de Mestrado (a primeira é daqui a cinco dias, no sábado), e assim. Minha vida está prestes a dar uma reviravolta, seja por bem ou por mal, e pensar nisso me revira o estômago.

Cada vez que olho à volta me sinto mais perdido. Não que eu não saiba onde estou, ou não conheça quem está à minha volta – eu simplesmente não os reconheço. Não sinto legitimidade neles. É como se vendo-os agir, eu não entendesse a sua real motivação, porque, sinceramente, as desculpas que eles dão pra si mesmos e para os outros não me convencem.

As pessoas não podem ser tão estúpidas assim. Eu acho.

Já que estamos falando de cursos, de problemas da igreja nos últimos posts, não há como não falar do creme de la creme, o mais badalado dos cursos, exibido pelas igrejas e pelos formados com maior orgulho, o diploma de bacharelado em… Teologia!

Citando Wikipedia, Teologia (do grego θεóς, transl. theos = “divindade” + λóγος, logos = “palavra”, por extensão, “estudo”), no sentido literal, é o estudo sobre deuses. Nada mais útil para um cristão que estudar aquilo que ele diz acreditar. Pombas, é natural! Se eu me interesso por uma coisa (princípio básico de se converter é ter se interessado pelo sobrenatural), eu estudá-la, procurar saber sobre ela, é compreensível.

Mas, qual a validade desse conhecimento? Qual o objetivo das pessoas ao cursarem teologia? Buscarem conhecimento sobre sua fé, e os fundamentos da sua igreja? Porque, aos navegantes, no curso de Teologia mal se estuda a Bíblia – se estuda a história da igreja, o contexto de alguns textos, e de alguns personagens importantes no desenvolvimento da história da igreja.

O assunto dos cursos deu até um bafafá – sem falar no do namoro, que já entraram nos TOP 5 posts mais visitados desse blog. Muitas conversas surgiram no MSN/Twitter/Facebook sobre o tema, e quando a gente vê, tá dando razão pro Ariovaldo Jr – não há problemas novos. As crises são as mesmas em igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais, quer seja do Nordeste quer seja do Sul.

Muita gente, que fez cursos e treinamentos pra liderança, na verdade, não concorda e não entende com muitas práticas e tradições de suas igrejas – e simplesmente não questionam ou tentam mudar isso por alguns motivos simples: não sabem o que propor; não tem fundamento bíblico pra discutir (reconhecem isso); e, por fim, tem medo das consequências que esse questionamento possa ter.

O que todo mundo gosta mesmo é de sangue. Além de sangue, é do assunto mais comentado de todos os blogs apologéticos e apostatáticos dessa internerd que é o meio gospel virtual.

Sim, o bom e brega amor. Não, esse não é um post falando sobre como deve ser o namoro, como é o romance abençoado por Deus nem cinco passos para ter um relacionamento espiritual saudável. Na verdade, é o oposto de tudo isso.  Porque a bíblia não te dá os passos para ser cristão, mas apenas define limites, e muitas pessoas já esqueceram disso (outras sequer descobriram).

Aprender. Aprender é necessário, isso você (veja só!) aprende desde criança. Existem mil cursos pra mil coisas. Cursos que você nem imaginava que existiam, cada vez mais não só são disponibilizados mas são considerados obrigatórios para o maior número de coisas possível. Curso de atendente de telemarketing, curso de secretariado, biblioteconomia, limpeza e economia doméstica, são cursos e mais cursos, de segurança do trabalho, de direção defensiva, de técnicas de falar em público – cada um tentando provar porque é mais necessário e obrigatório que o outro.

É quase impossível conseguir uma profissão simples sem ter ao menos sentado no banco de uma escola antes. Qualquer uma delas. Nem que seja no banco de espera da recepção, esperando pagar pelo certificado de conclusão.