O processo democrático já foi corrompido de tal maneira que se tornou esdrúxulo. Ninguém mais acredita na democracia, e não é por falta de motivos. A impressão geral que se tem, é que não muda nada.

Mas quer ver um exemplo  de que a democracia perdeu completamente a sua essência? Pega o Diretório Acadêmico de Direito, aqui na UFU. Pra começar, são 900 alunos na faculdade. A gestão atual não alcançou nem 5% dos estudantes, mas mesmo assim, ganhou – naturalmente, mais de 95% dos estudantes não votaram, e ela era a única chapa concorrendo na eleição.

Aquele romance que começou meio sem sentido, assim como aquela aeromoça que tinha medo de voar. Era como a relação do diabético com melado, aquele sentimento mútuo de respeito e de desejo comedido. Ambos se apreciavam, se desejavam, mas não sabiam como expressar o que queriam.

E foi assim, tentando, disfarçando, evitando conversar sobre o assunto que se aproximaram, se buscaram – dando às vezes um tapa na testa um do outro, ou escorregando e fazendo muita besteira; mas cada vez mais pareciam adquirir a consciência de que um realmente gostava do outro. Percebiam que os machucados feitos e as feridas que eram abertas não eram por culpa do outro, mas apenas cicatrizes que precisavam ser formadas se eles queriam estar juntos.

Foram aparando as arestas um do outro, lixando suas pontas com todo o carinho que se pode machucar ao outro (e a si mesmo pelo sofrimento alheio). Cada vez que eles se viam, se encostavam, se inspiravam, fazia valer a pena.

Não era um simples valer a pena como se no final fosse tudo fazer sentido – naquele momento, durante a dor, durante o crescimento e amadurecimento, até ali tinha consciência de que estava valendo a pena. Talvez por isso perseverassem, lutassem e se amassem como poucos fizeram.

Talvez tivessem descoberto o segredo dos casais que duram para sempre; mas não iriam responder se alguém perguntassem. Não por maldade ou alguma piadinha interna que só quem entrasse no clubinho descobriria – é porque não sabiam que tinham descoberto.

E provavelmente é isso que faz todo bom casal um casal bom. Não saber que o são; talvez se soubessem, ou se tivessem buscado essa perfeição conscientemente, nunca teriam chegado ali.

Porque, no final das contas, se descobre que o amor não é o final, mas o meio.

“…dar uma volta de 360º é voltar ao ponto de partida, é dar uma volta para que tudo continue na mesma, o que acho não ser exatamente o que se quer dizer.” Será?

Quando as pessoas dão testemunho, conversam sobre experiências religiosas, de conversão a única coisa comum a todos os discursos é –minha vida mudou. Sejam coisas frívolas como dinheiro, posses, seja pela saúde, pelos relacionamentos, o ponto comum de toda conversão é mudar a vida; talvez até pelo próprio significado da palavra conversão, que é uma mudança de curso.

As pessoas abandonam a vida passada, os amigos que são má-influência, se travestem como crentes, e dão uma renovada completa no visual (e, teoricamente, no espiritual/psicológico).

Mas eu acho que isso não está muito certo não. Ok, cada um tem seus limites, e se eu acho que vou fazer besteira, é melhor sair de perto mesmo. Mas a ideia de conversa é exatamente de uma volta de 360º na vida de uma pessoa.

Que, ao receber o Espírito Santo, a partir do momento que ela vê a realidade à sua volta (360º, plenamente) com um olhar diferente, renovado, ela continue a viver a sua realidade, e a partir daí, do lugar que ela está, exercer a transformação do Evangelho, e não se prender em um mundo espiritualizado e abstrato, na busca por uma santidade dos tempos de Levítico.