Das ações do Anonymous ontem restaram uma coisa: muitas pessoas não sabem o que é ou daonde surgiu a expressão ‘TANGO DOWN’, utilizada várias vezes durante os ataques aos sites.

 

Tango down é uma expressão codificada que surgiu no Exército dos EUA, cujo significado original é “Terrorista morto”. Naturalmente, essa expressão foi trazida para jogos de tiro, principalmente CS (Quem nunca jogou Counter-Strike aqui?), e começou a ser utilizada por cyberativistas (hacker é um termo mais que controvertido) para afirmar que um site inimigo foi derrubado, geralmente por DDoS.

Pelo o quê? Sobrecarga do sistema, traduzindo o termo. É como se muitas pessoas quisessem acessar a página ao mesmo tempo, e o servidor ficasse fora do ar (como sempre ocorre com sites de Universidades em dia de divulgação dos resultados do Vestibular).

Esta foi a ‘guerra virtual’ prometida.

HATES GONNA HATE, BUT: No texto eu NÃO discordo das atitudes no Anonymous; NÃO falo sobre SOPA ou PIPA; eu sou contra a ESTRUTURA do movimento, NÃO ele em si.

Ok? Podem ler então.

Eu não sou muito fã do Anonymous. Nem do grupo, nem de quem se intitula um – acho que a ideia de se inspirar numa máscara de um filme e fundar um grupo que luta por ‘Justiça’ muito infantil. Toda criança já se vestiu de homem-aranha, de super-homem ou qualquer outro herói e fingiu salvar o mundo em pelo menos uma brincadeira.

Ele tenta escalar paredes, se frustra quando não consegue. Mas quando tira a fantasia, volta a ser apenas humano.

Mas aí que está a diferença: a criança não se sente superior por causa disso. A falsa aura mística em torno do Anonymous, de pessoas que são superiores e sabem por si só o que é justiça e darão o que o povo (pessoas inferiores) precisam é um tanto quanto… fantasiosa.

Essa história é de uma das viagens que a gente fez, com nosso grupo de evangelismo. A gente tava lá de boa, sentado, depois de bater um rango do pessoal da cidade, né, aí chegou o filho do pastor. O FDP chegou começou a trocar umas ideias com a gente, com aquele jeitão dele, todo tradicional – afinal, só a camisa do social do cara já condenava. O mais arrumado de nós devia ser Pedro, que tava vestindo uma bermuda que tinha ganhado no aniversário dele, uns três meses pra trás (o cara não desgrudava daquela bermuda pra nada).

Rolando aquele papo bem gospel, né até que falaram pro FDP lá que pau que nasce torto não só se endireita, como ainda fica muito mais bem feito. O playboy ficou com aquele carão né, ‘Como assim, pau que nasce torto se endireita? E todos os anos ouvindo É o Tchan? Fumou pedra, foi?’ Até que o cara que ele estava conversando falou que o pau que nasce torto não só se endireita como se não endireitar, não vira árvore no Cerrado.

‘Tá maluco, negão? E pau já cortado, já lixado e encerado pode voltar a ser árvore?’

É, rapaz. Aquele dia Jesus deixou Nicodemos com a cara no chão.

(João 3:01-03 revisited)

Quando Jesus fez eventos com 5 mil pessoas, quando Paulo pregou para multidões e todos os discípulos e apóstolos curavam milhares e milhares, poucos realmente entendiam o que significava tudo aquilo. Eram como crianças, que se sentiam bem vivendo em comunhão, mesmo sem saber o que significava aquilo.

Jesus animador de auditório "Então gente, olha pro irmão do lado..."

Porém, como Paulo mesmo disse, existe a hora de crescer – de adquirir responsabilidades e, principalmente de começar a mastigar, por mais que isso possa ser incômodo no começo.

Longas reuniões sobre a definição de pauta das próximas reuniões.

Uma igreja-empresa facilita as coisas. Adotar um modelo de gestão, com metas claras de crescimento, de eficácia, impacto e marketing realmente dá uma visão melhor do que se fazer – além, é claro, de que com alguém na gerência, nomeando, dando cargos e funções, e sendo responsável por tomar conta do processo todo, dedos serão apontados, pessoas sairão de suas respectivas zonas de conforto e todo mundo vai trabalhar, para o crescimento da igreja.

O problema é que o cristianismo não foi construído pra isso. Jesus teve plateia de 5, 6 mil pessoas, num sol escaldante, em um dia de trabalho e sem sistema de som – um sucesso empresarial. Mas como gestor, Cristo foi um fracasso já que, desses cinco mil homens, apenas doze (além da família, que não conta), estiveram com ele depois disso.

Reprodução de como se sentiria um pastor neopentecostal na Igreja de Cristo

A igreja de Cristo era tão ruim que a taxa de permanência permeia o 0,24% – a cada 500 pessoas que visitavam a igreja de Cristo, UMA permanecia. Isso nos ensina várias coisas: