Não tem coisa pior do que estar bem intencionado, tentando fazer algo de bom, e revolucionar a parada e… ser duramente criticado por isso. A gente consegue ser mau na hora de criticar, e ainda pegamos pesado, volta e meia. Nessa brincadeira de pegar pesado, de criticar arduamente quem estava tentando só ajudar, mesmo que de um jeito meio torto – fica a pergunta: como receber e (principalmente) responder às críticas?

Cada caso é um caso, verdade – mas existem alguns princípios (e passos) básicos nessa hora pra não meter os pés pelas mãos e começar a ser mais detestado ainda. Afinal, ninguém gosta de um espertinho.

(1)    Ouça a crítica. Deixe falarem, preste atenção e saiba separar o que é crítica e o que é revolta pessoal. Querendo ou não, a pessoa que está te criticando foi atingida de maneira pessoal pelo que você fez, e tem todo direito de estar machucada. Saiba separar o que é a revolta da pessoa e o que é crítica – não é porque a pessoa está falando da maneira errada que o conteúdo do que ela disse está errado;

(2)    Tendo noção do que é a crítica de fato, pergunte a algumas pessoas de confiança – você fez errado? Fez certo? A pessoa tá mais louca que o Batman na festa pirata do Ooze?

  1. Se a crítica da pessoa não mudar sua opinião, e você continuar acreditando que está certo: responda a pessoa, diga que vai levar em conta o que ela disse, que você pensou, trabalhou, perguntou – mas que pessoalmente, você acha melhor assim.
  2. Se a crítica da pessoa for pertinente: agradeça.

É simples: são dois passos. Mas nunca, nunca faça como um político acusado de corrupção – e todo mundo sabe como ele responde às críticas. Não tente se defender, ou falar quão bom você é; não seja arrogante, ou diga que você se prepara para aquilo há muitos anos. Não diga como sua vida é voltada para aquilo; nem quem é você. Não ataque quem te criticou tentando rebaixar a pessoa e provar que você é melhor que ela.

Ou, pra evitar tudo isso, não roube dinheiro. Não venda bíblias a 900R$ – nem as cheire. Só por via das dúvidas.

Quer ver alguns vídeos de péssimas respostas? Não imite esses caras:


“A gente cheira tudo que ama”. Amigos, menos. Eu não ia falar sobre isso aqui, ainda mais depois da polêmica de ontem sobre a Sarah Sheeva, que conseguiu deixar até as loucuras sobre filmes de Renato Aragão de fora dos assuntos mais debatidos no Facebook.

Eu fico impressionado com a falta de tato. A questão toda gira em torno desta foto, onde o Luciano está cheirando uma Bíblia. A foto caiu na internet, algumas pessoas criticaram a atitude, outras tentaram defender o pastor, com argumentos de a foto não foi aprovada, alguém está querendo fazer mal à ele, e isso tudo é um grande mal-entendido.

Das justificativas dadas por quem defendia o pastor pelo menos a última sagrou-se verdade: foi tudo um grande mal entendido. Não é possível que alguém possa ter sequer pensado em bater uma foto legal, descolada daquelas se conhece um pouco da teoria e da prática bíblica.

Novamente, como no caso da Sarah Sheeva (esse sobrenome é dela mesmo ou é de fantasia?), o Luciano não cometeu nenhum pecado. Não sei dizer se a atitude de ser louco pela bíblia é válido de alguma maneira, e não vou entrar nesse mérito porque prefiro não discutir esse assunto. Mas a questão é: gente, certas coisas não se faz. ~

Não é porque Santo Agostinho falou que a igreja é uma prostituta que você vai colocar uma luz vermelha na porta de uma congregação tradicional. Não é porque a igreja deveria aceitar a todos que você vai desrespeitar o costume ou as tradições de um lugar. Por incrível que pareça os dois maiores mandamentos são amar a Deus acima das coisas, e aos homens como a si mesmo.

Você ter a liberdade para falar da Palavra como quiser, você usar a roupa que quiser, você beber o que e quanto quiser, você pode até cheirar a bíblia, se quiser. Mas faça isso respeitando as pessoas à sua volta.

Porque amigo, cheirar a bíblia pode significar loucura por ela e amor incondicional por ela pra você e sua turma. Pro resto do mundo (e da igreja), não.

Quando eu li isso, eu tive que parar e ler novamente, não queria nem acreditar que alguém possa ter dito isso de forma séria. “Não é o solteiro que está encalhado, encalhado é o casado que casou errado e tem que esperar o outro morrer pra casar certo”.


Olha, não vou discutir os méritos do culto das princesas nem dos príncipes, e eu já falei sobre movimentos evangélicos que esperam pelas pessoas certas em outro post, acerca do Não Morda a Maçã. Cada um cheira a bíblia como (e se) quiser – só não vale chiar depois que vazarem fotos na internet.

Eu não sei quais são suas expectativas sobre o casamento, e se você considera o casamento uma instituição divina, sagrada ou sequer algum tipo de instituição. Biblicamente o casamento é sim sagrado, e só pode ser desfeito em duas oportunidades: (i) traição, que o traído não consiga perdoar; (ii) quando um não-crente abandona um cristão. A terceira hipótese bíblica para o divórcio tem um porém: quando o cristão deseja se separar, não pode casar-se novamente – a não ser que volte para o antigo casamento.

Ou seja: tecnicamente, a frase está correta. Não há falha na afirmação de que é necessário esperar o marido/mulher falecer para casar-se novamente.

O problema é que tecnicamente, os fariseus também estavam corretos. Não havia falha na sua interpretação da lei, não havia falha nas suas construções teóricas: só que Jesus os alertava constantemente sobre suas palavras e seus julgamentos.

Novamente, afirmo: não há pessoa certa ou errada para casar-se. Se você casou e se arrependeu, porque descobriu várias coisas desagradáveis na pessoa que você acabou de jurar que era pra sempre – bem vindo ao clube, meu amigo. Aposto que você é tão detestável quanto essa outra pessoa, com todos seus sisteminhas e manias “fofas”.

Mas não é por isso que esse casamento foi errado – se não todo casamento é errado; cabe a vocês, cônjuges consertarem-no. Você, como esposo, você como esposa, deveriam dedicar suas vidas a serem melhores um pelo outro; não a esperar a pessoa morrer pra procurar algo melhor.

Faça-me o favor, né.


Dar com os burros n’água faz parte do processo de crescimento e amadurecimento. Ainda vou mais longe: é necessário. Se frustrar (tanto consigo mesmo como com outras pessoas) é o ponto inicial de uma crise que nos leva a rever toda a nossa vida e o que temos feito.

Se frustrar com um emprego nos faz pensar se é aquilo ali que queremos pra nossa vida, ou se ele é um meio pra chegarmos aonde queremos – será que tem produzido efeitos? Estou perto, estou longe? Qual a possibilidade de chegar onde eu quero continuando aqui?

Se frustrar com um relacionamento nos faz pensar o que queremos – casar, ter filhos, sair da cidade – e como queremos ter isso. Nos faz refletir sobre nossas atitudes durante o relacionamento, onde erramos e o que nós deixamos passar que levou ao fim (e o mais importante, como não repetir aquilo tudo da próxima vez).

Se frustrar consigo mesmo – errar nos mesmos pontos, ser mais fraco do que pensava, não aguentar ir tão longe quanto pensava que aguentaria, isso faz muito bem. É melhor descobrir esses erros no começo do que quando lá na frente, se olha pra trás e descobre que estava tudo errado. Rever seus limites, o que se sabe de si mesmo, não para se punir, mas para se vigiar e não cometer tantos erros assim.

Quando você se ferrar, reflita. Não pare, não se desespere, não saia tomando decisões tentando se salvar ou tentando sair por cima. Entenda o que está acontecendo, a falha dos outros e as suas falhas. Se perdoe. Comece de novo, e faça diferente. E não se arrependa de ter errado – se não fosse o erro, você não teria nada pra fazer, além de manter o status quo – e chega de gente parada e apática no mundo, né.


O supra-sumo neopentecostal e carismático – o falar em línguas estranhas. Independente de onde se tenha ouvido sobre isso, seja numa comunidade evangélica ou católica, o falar em línguas sempre foi tratado como um dom, o qual se manifesta através do Espírito Santo.

Esse texto não trata sobre a legitimidade ou não da oração em línguas, ou se esse é um dom importante ou desprezível. Na verdade nem analisar a importância da interpretação eu vou. A questão é – por mais que brinquemos com os apóstolos e bispos que falam em línguas, assim como os levitas que começam a oração em línguas em seus CDs pomposos (e a oração se repete igualmente, em todos os shows), acho que eu nunca vi alguém banalizar um dom como eu vi dias atrás.

Enquanto muitos dizem que com Deus não se brinca, existem algumas pregações por aí que se não forem pegadinhas do Mallandro, a coisa tá ficando esquisita. Não é nenhum tipo de preconceito, mas uma observação pessoal: quanto mais novo o público, maior a quantidade de heresias e torções bíblicas para provar um certo ponto de vista (este sim, bíblico).

Para chegar a uma conclusão bíblica, muitos pregadores têm lançado mão de argumentos e lógicas heréticas – e essa pregação que eu ouvi é um exemplo claro disto.

A pregação era sobre o jovem manter-se no caminho da santidade – e o tema que ele comentava era bastante problemático para (eu creio que) todos nós: O que fazer quando pensamentos impuros (ou imorais, chame do que for), vêm à nossa mente?

Se pecamos pelo pensamento como podemos cortar o pensamento no meio, e cortar o fluxo antes que as coisas fiquem mais sérias, e os pensamentos se tornem desejos e os desejos comecem a nos torturar?

Eis a questão – para o qual nosso pregador da noite tinha uma solução mágica (como tudo mais que costuma não funcionar): toda vez que um pensamento desses invadia a mente dele… ELE COMEÇAVA A ORAR EM LÍNGUAS e começou a ensinar os jovens a como fazer isso – você está lá e vem aquele pensamento que você sabe que é errado, então você amarra Satanás. Eu te amarro, Satanás, sai demônio, você não tem poder sobre mim! Shebalashuria siri…

Gente, sério. Ele começou a falar deste jeito, falando estas palavras da suposta oração em línguas. Amigo, por mais que você fique chateado quando algué twitta um #siricantalánapraia ou #labashurias, eu nunca tinha visto alguém desprezar tanto o Espírito. Até mesmo nas brincadeiras menciona-se (e sabe-se) que isso vem do Espírito e não é você que voluntariamente faz esta escolha.

A pregação foi numa igreja evangélica, mas este vídeo é de um padre ensinando como orar em línguas. Sério, gente. Me ajuda. “Às vezes a gente vendo um ao outro fica mais fácil”.

Se eu tivesse um conselho pra te dar, você que está recomeçando agora, mais uma vez. Se eu tivesse um conselho pra me dar, eu que estou tentando me reconstruir de novo. Se eu tivesse um conselho que fosse brilhante, que pudesse me guiar, e me mantivesse firme no meu propósito, se eu tivesse como contar a um amigo como chegar onde ele quer ir, e dizer algo mais espirituoso que ‘se espirrar, meu amigo, saúde’.

Se eu tivesse como escrever uma frase em algum lugar do meu coração, ou se escrevê-la na parede do meu quarto ou no meu espelho adiantasse alguma coisa. Se eu pudesse escrever uma música sobre isso que fizesse todo sentido e não desgrudasse da minha cabeça com um refrão mais grudento que balinha de cinco centavos no céu da boca.

Se eu tivesse como dizer algo a quem já caiu comigo; a quem caiu e ainda junta forças para levantar. A quem olha à sua volta e não reconhece onde está ou como foi parar ali. A quem está tão perdido quanto eu e se sente como se tivesse se atrasado, ou perdido tempo com a cabeça em outro lugar.

Se eu tivesse como, ao olhar alguém que disse que não queria se adaptar, mas ainda não vê outro caminho a não ser se submeter – ou a quem tentou não se adaptar e enfrentou de peito aberto todas as crises que vieram com isso, se eu tivesse como dizer algo a essas pessoas.

Se eu tivesse como dizer a você, que já perdeu as contas de quantas vezes teve que se dobrar e recolher os seus pedaços caídos no chão, pisados com mais força do que baratas voadoras, quando finalmente são pegas. A quem se resignou mais de uma vez porque sabia que falar algo seria a pior coisa a se fazer, por mais que doesse ficar calado e acompanhar o rumo das coisas.

Se eu tivesse como dizer algo a mais um de nós que viu mil caírem ao seu lado e dez mil à sua direita, mas ainda permanece de pé, embora sozinho, e não vê nenhuma vitória nisso, enquanto sente suas forças se esvaecerem, sem ter onde se apoiar, a não ser em uma pilha de pessoas que já se foram.

Se eu tivesse como dizer algo a quem está sendo enfrentado por aqueles a quem amava, a quem foi traído pelo seu círculo de confiança – a quem levou pedradas de quem esperava ao menos um abraço. Se eu tivesse algo a dizer a essas pessoas, que tão longe, estão tão próximas de mim.

Se eu tivesse como dizer algo às pessoas que expõem seus sentimentos no meio a um mar de dramas e de mimimis e descobrem que ninguém mais vê diferença entre egos, carências e tristeza.

Se eu tivesse como dizer algo a quem tinha encontrado um grupo íntimo e de verdadeiros amigos que há muito procurava e de repente viu que, assim que se mergulha um pouco mais na intimidade, na personalidade de cada um, que as coisas são muito mais podres do que eram anteriormente.

Eu diria ‘calma, cara. Tamo junto.’

E vamos em frente.


Existe alguma coisa nesse sol de sábado de manhã que me faz feliz. O sol de sábado de manhã liberta, nos faz sorrir, respirar um ar mais puro, e eu não sei nem porquê. Mesmo passando a manhã inteira trancado numa sala de aula, com ar-condicionado, o sol de sábado de manhã, quando estou à caminho da faculdade me faz sorrir.

Não sei se é o trânsito mais vazio, se é a sensação de estar cumprindo um dever acordando cedo – pode ser só que eu acorde de bom-humor cedo (no meio de tanta gente que só reclama de horários de levantar). Eu só sei que atravessar a cidade de moto, sentindo o vento da manhã, enquanto o sol quase faz arder os meus olhos de tanta intensidade é uma das melhores coisas do mundo.

Essa sensação de liberdade me traz à memória aquilo que alimenta – aquilo que me dá forças pra lutar, e pra prosseguir. Por pior que eu esteja, por mais que as coisas estejam difíceis, o sol de sábado de manhã me lembra de quem eu sou, e para onde eu vou. Reforça minhas convicções, relembra-me as minhas escolhas.

Ah, o sol de sábado de manhã. Sol de sábado de manhã me lembra de você. Do seu sorriso. Me dá vontade de te dar um abraço, sentir o seu cheiro. Esse sol, de sábado de manhã, me dá vontade de estar bem contigo. De fazer o meu melhor por ti. E para ti. (como se houvesse algo que eu pudesse fazer por você, mas é assim que eu me sinto –animado, empolgado).

Como eu queria que nunca acabasse. Mesmo que eu esteja indo para aula, depois de uma noite mal dormida. Porque para mim, o sol de sábado de manhã, é quase como estar com você.

Desde ali pela época do vestibular, quando o Orkut ainda era por convite, o Youtube estava dando seus primeiros passos e câmeras digitais com 5 megapixels eram sonhos de consumo (você pode imprimir fotos do tamanho A4 com elas!), as pessoas repetem um comportamento (e eu nem estou falando de falar que tal rede social está uma porcaria, isso já é senso comum) no mínimo estranho.

Toda vez que: (i) precisam estudar; (ii) precisam se concentrar em algo específico; (iii) tem algum tipo de frustração com as pessoas; (iv) são criticadas por suas atitudes; (v) terminam um relacionamento; (vi) entram num novo emprego; (vii) [insira aqui outro problema] a primeira coisa que essas pessoas fazem é se afastar da internet (ou até mesmo excluir seus perfis) – afinal, a internet é uma perda de tempo.

Em 2006, época que estávamos ressuscitando o mIRC, e que era modinha ter uma rádio online, juntamos um grupo de vestibulandos num canal, #Estudantes, onde as pessoas podiam tirar dúvidas, e havia um programa noturno de rádio debatendo sobre temas de História, Política, textos de Literatura e outros assuntos pertinentes – chegamos a tecer comentários sobre química orgânica no canal (com toda a parafernalha de sobrescrito e subscrito que era exigida pra digitar uma fórmula dessas na web) – tudo isso feito por estudantes, sem nenhum professor monitorando ou coordenando o processo.

Resultado: muitos de nós estudávamos quando estávamos na internet, matando tempo, e acabávamos estudando mais para poder participar mais ativamente do canal. O que é isso? Sonho, ilusão? Não, foco.

Hoje, pleno 2012, há muito mais recursos para se estudar online do que antigamente. Ao invés de um programa de rádio, hoje há podcasts que podem ser salvos, carregados em MP3, há possibilidade de se gravar vídeo-aulas no Youtube, há grupos de discussão no Facebook e ter um blog é infinitamente mais fácil e te dá muito mais ferramentas. Afinal, não adianta reclamar que a escola ainda vive no séc. XIX e no quadro negro-caderno-cópia, se você mesmo em casa sempre volta pra esse modelo antigo. Aproveite o que o séc. XXI tem pra oferecer e use o que melhor se adequar aos seus estudos. Vai fazer diferença.

Não se afaste dessa gama de recursos, dessa possibilidade de você se envolver mais ainda com seus estudos fugindo da internet e das redes sociais. Seja responsável, amadureça e saiba como usar o que você tem – pode ser um diferencial, assim como foi para nós.

Rufem os tambores, acendam-se as velas e encerrem-se os terços.

Chegamos ontem ao encerramento das votações e devido à votação eletrônica eis que já temos o nome do vencedor. O nome daquele que será lembrado mais pela sua música que or suas realizações e propostas. Aquele cujo nome será reduzido à Lindolfo Pires de 2012.

Este ano vários jingles tocaram o nosso coração – e foram muitos que chegaram à produção após o encerramento das inscrições. O resultado poderia ter sido diferente? Poderia. Mas sorte também é um fator que influencia fortemente o resultado das eleições.

Agradecemos de coração a todos os envolvidos, a todos produtores musicais, escritores de jingles, cantores e musicistas que abriram mão do seu ego e do seu amor-próprio pra fazer parte disto tudo. Agradecemos a quem procurou nas profundezas mais escuras da internet vídeos que pudessem participar deste belo processo que é a democracia.

Sem mais delongas, anunciamos o vencedor – e esperamos, de mãos dadas, que se eleito, as suas realizações sejam melhores que a sua equipe de marketing.
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Parabéns, Thonga! Você é inesquecível! Marcou nossas memórias! Atrapalhou nossas noites de sono! Muito obrigado por tudo! Deste momento em diante, eu o declaro o LINDOLFO PIRES DE 2012!

Eu gosto das coisas certinhas. Acho que todo mundo gosta de uma organização, de ter um planejamento; faz bem. O problema é quando as coisas deixam de ser planejamento e começam a ser quase um TOC – as contas são feitas milimetricamente e nada pode ultrapassar os limites definidos dogmaticamente.

Não dá pra viver assim, ninguém consegue, muito menos em Igreja. Contar cada centavo para dar o dízimo de cento e cinquenta e três reais e vinte e cinco centavos; os minutos que faltam para acabar as horas de serviço comunitário ou do culto de oração; fazer a conta de quanto de gasolina a mais vai ser gasto pra deixar um cara em casa – isso não é Novo Testamento. Claro, você precisa fazer a contabilidade, gastar mais do que você tem ou colocar em risco sua família e a sua saúde financeira é burrice; mas isso não quer dizer que você tem uma meta para sua santificação, ou que você é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo.

Quando se diz faça tudo que fizer, faça para o Senhor, é que você deve fazer com a liberdade que te foi dada, e escolher o caminho que seguir com alegria e paz no coração. E dar sim, o seu melhor – não porque é um mandamento bíblico ou porque é questão de honra ou moral. Imoral, na Bíblia, é fazer algo eticamente correto enquanto resmunga pra si mesmo como aquilo vai sair caro.

Pare de impor regras para o que Cristo te libertou para fazer de coração. Ore, leia a bíblia, mude sua visão, comece a viver – e você verá que é tudo mais simples do que parece.