Eu sempre gosto de deixar claro as minhas opiniões, porque já são tantos motivos naturais pra me odiar, que não precisa ter mal-entendido. Prefiro que as pessoas me detestem pelos motivos certos – e acho que o mundo seria bem mais legal assim.

Já pensou se todo mundo soubesse do que está falando, e tentasse pesquisar ou só compreendesse quando a gente fala que cara, não funciona assim? e sei lá, seguisse a vida, ao invés de soltar uma frase do tipo – você está certo, mas eu discordo de você.


É por isso que eu evito entrar em discussões como o Helloween – já é tedioso quando viram pra mim e falam Eagle fly free (Igor, eagle, entendeu, entendeu ._.) – ou o Halloween. Quer detestar o Halloween, ok, deteste. Você tem todo o direito de detestar o dia das bruxas porque você é cristão, porque você não gosta de filmes de terror ou simplesmente porque tem alergia à abóboras. É seu direito. Mas pelo menos deteste pelo motivo certo, ou diga que não vai com a cara. Eu por exemplo, não vou com a cara – nem de Halloween, nem de Carnaval.

Até me dá um revertério quando alguém afirma com toda a propriedade do imperialismo norte-americano como motivo para odiar o Halloween, e vou separar meus argumentos em duas linhas (1) você não faz parte do movimento nacionalista pra querer andar num Gurgel – afinal a industria automobilística é muito mais imperialista que um bando de caveiras simbólicas. Se você é contra o imperialismo lute de verdade, não contra símbolos, te faz parecer um cachorro lutando contra bonecos de posto; (2) o Halloween não é dos Estados Unidos. Não surgiu lá, não se espalhou por lá, e não foi de lá que se pegou a ideia.

Até Maradona ficou embasbacado com vocês.

O Halloween como festa de doces, e vestido de bruxas e fantasias e doces ou travessuras é uma festa inglesa (e caso vocês não se lembrem Inglaterra não é Estados Unidos, por mais que o Tony Blair tenha tentado fazer algo parecido na política internacional). Não vou falar da origem pagã que misturou a cultura celta com a latina, lá pros idos de antes de Cristo –  mas dos costumes de se usar uma fantasia que surgiu em LAS VEGASOPS, França. É, França. Não foi na Carolina do Norte – e eu vou reproduzir o texto da Wikipedia sobre o assunto aqui:

nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.

Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém). Também eram feitas representações cênicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar.

Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500-1700).


Ou seja: a ideia de festa é de origem celta, as fantasias são de origem francesa e o costume de pedir doces é de origem inglesa. A divulgação é americana, e quem ganha a culpa por mais de 3 mil anos de Halloween?

Culpar a novela pela desestabilização da família é como culpar o excesso restaurantes fast-food nos shoppings pela obesidade da população. Assim como os fast-foods são maioria absoluta nas praças de alimentação porque há público para eles, as novelas contém cenas desestabilizadoras porque existe público pra isso.


O maior exemplo disso é a audiência pífia dos programas que tentaram trazer uma história politicamente correto (no bom sentido) tem audiências que beiram… zero. É o caso da TV Cultura, TV Brasil e mais algumas outras iniciativas culturais e educativas. Tem um fast food de saladas aqui que nunca vi um cliente passeando por lá – mas se ele fechar é a sociedade que não oferece opções, por isso todo mundo hoje é gordinho.

Não entendo porque ver a Nazaré roubar bebês é algo extremamente absurdo, ou ver práticas espíritas numa novela é algo quase herético, mas ver Dexter assassinar a sangue frio é uma coisa linda de Deus – ou mesmo ver o Avatar fazer magias com as forças da natureza, ver os Super Sayajins divievoluindo ao invocar espíritos em línguas estranhas… peraí. Porque novela é do mal e alienadora? Ficar 5 episódios esperando o Goku dar um ataque é o que? Esperança de um mundo melhor?

A desestabilização da família começa muito antes de se ter um parente homossexual, uma TV no centro da família ou um perfil em rede social; começa antes da criança começar a sofrer influências externas, antes dela começar a ter aula de religião na escola ou de a ter amiguinhos estranhos e diferentes.

Não é ver uma família desestabilizada que torna as pessoas desestabilizadas; assim como não é ver um assassino no jornal que nos faz começar a pensar e agir como ele. Se as famílias estão desestabilizadas e se refugiam nos problemas de famílias fictícias, talvez para aprender a solucionar os seus problemas, talvez para tentar entender o que acontece, ou só pra fugir de tudo por alguns segundos – o problema é interno, não externo.

Desculpem, mas não é uma novela que vai desestabilizar uma família. Criticar um parente (pai, mãe, irmão) que vê novela só mostra que a sua família está desestabilizada – e talvez quem assiste novela não seja exatamente o ponto de instabilidade, se é que você me entende.

A igreja era pra ser um local de paz, de procura de Deus – a igreja era pra ser a comunhão dos irmãos, onde eu busco corrigir e ser corrigido; onde as pessoas tentam me ajudar a crescer enquanto eu sirvo de apoio para o crescimento dos outros. Hoje, na verdade há muito tempo, o que acontece na igreja é só condenação. Se não seguir uma cartilha – está condenado. Se não obedecer – está condenado. Se pecar – está condenado. Mas todos nós vamos pecar, todos nós vamos merecer o inferno, e é pela Graça que seremos salvos. Então porque a igreja condena tanto, ao invés de nos ajudar a levantar e a nos dar Graça?

A última reforma que houve na igreja foi esta. Na verdade, ela ainda acontece – são várias pessoas em vários lugares, de várias denominações se libertando do jugo que foi imposto por lideranças, pastorados e membros de uma hierarquia humanamente criada e superior, e vendo que a vida com Deus não é bem daquele jeito que foram ensinadas, cheia de passos em falso e armadilhas espirituais.

Essas pessoas tem aprendido a viver em comunidade, a exortarem e serem exortadas, a crescerem, se abraçarem e se entenderem de uma forma que nunca tinham conseguido – e tem se sentido livres cada vez mais para confessar seus pecados e buscar ajuda para os seus erros. Abaixar as máscaras e se encontrar no meio de pecadores confessos e tão sujos quanto eles. Tão condenáveis, mas ao mesmo tempo tão lavados pela Graça divina. Tão pecadores mas tão desesperados na busca pela santidade.

O problema é que nessa ânsia de nos libertar da igreja tradicional, por fim, viramos o jogo. Se antes nós éramos julgados pelas atitudes e condenados ao inferno por pastores vestidos de ternos e com bíblia na mão, assim como aquelas tias de igreja tradicionais que amarram tudo que veem pela frente, hoje somos nós que bradamos incessantemente a condenação sobre eles. E, de fato, o pior feitor é aquele que já foi escravo.

Não hesitamos ao condenar um pastor ao inferno, uma pessoa tradicional ao farisaísmo e uma tia qualquer à obsolescência. Não nos contentamos a seguir o que fazemos dentro do nosso pequeno grupo, mas nos enfurecemos com aqueles que representam algo que antes nos machucou. Não sabemos demonstrar a graça, a piedade ou o amor que tanto falamos, da mesma forma que eles. E aí buscamos todo e qualquer tipo de justificativa para o que fazemos – e não percebemos que nosso discurso se igualou ao deles. Eles venceram? Não, todos nós perdemos.

Perdemos quando somos seletivos no nosso amor, e não amamos a tia que diz que tatuado vai para o inferno; perdemos quando imitamos as atitudes que um dia foram responsáveis por nos afastar da Igreja. Perdemos quando não reconhecemos os nossos erros e ensinamos outros a cometê-los, sob as mais diversas justificativas.

Sempre perdemos. Sabe quando vamos ganhar? Quando reconhecermos que o jogo já está perdido – para nós mesmos, mas mesmo assim lutar pela vitória. E não a nossa vitória, mas a de todos. Ganharemos quando soubermos jogar com o nosso time, e não contra o nosso time.

O romance hoje é todo diferente. Eu lembro do dia que li um tweet seu pela primeira vez, com aquela foto 60×60 pixels, em que você defendia alguma coisa que eu não lembro o que era. Eu lembro de clicar para ler sua biografia e ver um resumo seu em 160 caracteres que, bom… era bem acertado. Eu ri da minha própria bobeira, e só lembro de um dia, depois de trocar algumas mensagens com mais de 140 caracteres, ter o seu telefone, ouvir sua voz e ver os eu sorriso pela webcam.


Não lembro de ter falado uma coisa que presta a noite inteira, mas algumas verdades permanecem até hoje – wal e você é linda são algumas delas. Porque toda vez que chega uma mensagem sua no facebook, eu fico bem wal, e toda foto que te vejo, eu tenho cada vez mais certeza que você realmente é linda (e não era interferência que me dava aquela impressão).

Se eu fosse o Buchecha, eu contaria os dias contaria as horas pra te ver, mas eu realmente acho que o relógio esteja de mal comigo – ou pelo menos de pagode com a minha cara. Olho a conta pensando em como vou fazer, dar a louca pra poder te abraçar, ver o seu sorriso de perto e poder fazer um brinde contigo.

O romance hoje é todo bobo. Não está em sair pra um jantar e cinema, ou nem em mandar de presente um ursão de pelúcia do tamanho do mundo. O romance não é mais tão caro quanto os filmes fizeram a gente acreditar, há alguns anos.

O romance tá em uma ou outra DM trocada, em comentários e tweets indiretos e em boa parte dos sorrisos pra se dar. O romance agora é pra todo mundo. Hollywood falhou.

Ainda bem.

Assistir novela é pecado, e alienação. Ouvir sertanejo universitário, funk, brega e axé music não é só mal-visto como é proibido por muita gente. Televisão aberta? Só falta falar que acredita no Jornal Nacional e ri do Pânico na BAND (afinal ninguém com cérebro acha Praça é Nossa engraçado).

Já viu que todos os programas de classe baixa são pecado, ou alienadores? ‘Nossa, assim você me mata’ é uma letra horrível, mas ‘eu quero dançar a noite inteira e ir pra festas todos os dias’ é construtivo e todo mundo deveria crescer ouvindo isso.


Pânico na BAND tem um humor maléfico que não tem sentido nenhum, mas, cara, na boa, você já viu o último Jackass? Novelas mexem com espiritismo e são coisa do capeta, não tem uma que preste pra cristão ver, mas eu vi ontem O Grito e cara, que demônios que assustaram, saca?

Leu Harry Potter? Mas que bela porcaria, hein? Uma história de bruxaria que não tem nada a acrescentar? Eu adoro As Crônicas de Gelo e do Fogo (mas chamo de A Guerra dos Tronos), é um livro puro e espiritual – só pode, né?

Porque o Orkut é horrível e o Facebook é lindo? Porque usar instagram sendo que o twitter tem um serviço integrado de postagens de fotos? Porque reclamar toda vez que um site disponibiliza seu conteúdo em português?

É muito exclusivismo – e nós nem somos tão excepcionais assim, pra reclamar dos outros.

De estereótipo tá todo mundo cansado, ninguém diz aguentar mais do mesmo sempre, toda vez. Os filmes de comédia romântica são os mesmos, os de terror não mudam; as músicas não tem o menor segredo (mas cá entre nós quando o sertanejo evoluiu e foi pra universidade ninguém gostou) – nada se cria, tudo se copia.

Mas a verdade é que é dos estereótipos que todo mundo gosta, e são eles que movem o mundo. Quer um exemplo?

O estereótipo musical da menininha que era punk desde criança, era zoada por isso, não trai o movimento, ao contrário do João Gordo, dá a volta por cima e hoje é feliz, doidona e legal. Sério, funcionou com a Avril Lavigne, com a Jessie J (espero, para o seu bem que você nunca tenha ouvido falar dela), com a Pitty e até com aquela bizarrice que o Ozzy Ousborne chama de filha, a P!nk.


Todo mundo adora a história de uma coitadinha que se superou e cresceu na vida – tanto na ficção como na realidade. Susan Boyle é uma dessas historinhas cantadas nas músicas que realmente aconteceu de verdade – a diferença é que ela não era uma punk levada da breca, era só feia.

Porque gostamos tanto do patinho feio? Não precisa nem ressuscitar Freud pra explicar essa não – a verdade é, e vou roubar uma frase do Jeff Winger (Community) – nenhum de nós reconhece o que temos de bom; e quem diz que é bom é tido como um babaca, por mais que seja verdade. Você no fundo é um patinho feio, feio como Susan, sofreu bullying como Avril diz ter sofrido. (pára pra pensar> todo mundo diz que sofreu bullying. Os bullies todos morreram foi isso que aconteceu?).

Ser patinho feio faz sucesso. Mesmo que de mentirinha.


Depois de tanto suspense, ontem finalmente consegui ver a novela do Seu Jorge. Fiquei chatiado por não vê-lo, mas como personagem principal ele deve aparecer pra salvar todo mundo do tédio. Ou pelo menos espero. Salve, Seu Jorge. São Jorge. Sei lá.

Tá, agora falando sério. Vi Salve Jorge ontem, novela que gerou um rebuliço tremendo (mais tremendo que o último acampamento de jovens) no meio gospel, unindo pastores que não se tratavam tão bem desde a última Marcha pra Jesus e encabeçada pelo Exército Universal (sério, isso é muito mais illuminati que muita teoria católica sobre Opus Dei), por ter uma suposta temática espírita.

Vamos devagar.


(#1) Jorge é um mártir cristão da época que os cristãos eram ainda perseguidos. A Santa Igreja Católica nem existia, quem dirá o Evangelho segundo Kardec.

O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os romanos deviam se converter ao cristianismo.

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O que é a Verdade?”. Jorge respondeu-lhe: “A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.”

Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos compadeceram-se das dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).

Depois que o cristianismo se tornou a religião oficial do Imperio Romano, Constantino (o próprio dito, que aparelhou Igreja ao Estado), recuperou os restos mortais de Jorge para que o povo pudesse lhe prestar homenagens.

(#2) Espiritismo não é umbanda, assim como Corinthians não é Palmeiras, por mais que eles sejam da mesma cidade.

A Umbanda fundamenta-se em fenômenos produzidos por Espíritos desencarnados, aceita a reencarnação e faz caridade, mas diferente do Espiritismo tem culto material, rituais, vestimentas específicas, imagens, altares, pontos riscados e denominações totalmente especiais para médiuns (cavalos) e Espíritos (exus, preto-velhos, caboclos, ibegis), que não existem no Espiritismo. Além dessas abismais diferenças, a Umbanda não se rege pela Codificação de Kardec.

É a mesma coisa que falar que o cristianismo é a mesma coisa que o judaísmo, porque os cristãos aceitam e acreditam no Pentateuco.


(#3) A novela NÃO-FALA-DISSO

Procurado por diversas reportagens, os produtores da Globo afirmaram mais de uma vez que a novela não traz nenhum caracter espírita, umbandista, zoroastrista ou de alguma outra religião em especial (a não ser as retratadas cotidianamente) – mas fala do mito do cavaleiro, que é o padroeiro da cavalaria (e não é cavalaria de fogo) do exército que é o cenário da trama.

É igual falar que os evangélicos adoram o lambari, só porque colocam um peixinho nos seus carros.

Então, meus amigos. Só acho que queimar o Jorge é sacanagem, depois que decapitaram-no porque ele era mais cristão que a gente. Saca? Ademais fica só a lembrança de que mudar o canal é uma possibilidade bem plausível e realista, já que não se vê (muitos) abaixo-assinados e crises de pessoas boicotando programas evangélicos ou missas católicas.

Ah, quase esqueci de mais uma coisa: Salve Jorge não é dotada de Exu-Samara, logo não invade a sua casa.


Fontes: Folha de SP; Povo de Aruanda; Fórum Espírita; Umbanda x Espiritismo.

Todo mundo conhece uma banda de uma música só – provavelmente não lembra dessa banda, mas lembra da música. Esse fenômeno ocorre desde que alguém ouviu um certo ritmo de palavras, achou engraçado e resolveu chamar de arte – por pior que fosse; desde então temos tido várias pessoas cujas obras se tornaram maiores que elas mesmas (mais por falta de mérito da pessoa que por mérito da música). Até a virada do milênio, esse fenômeno levava alguns anos para acontecer, mas agora não precisa virar nem o ano pra rolar aquele silêncio entre “de quem era aquela música que o refrão começava com algo parecido com…” Eis as bandas que ninguém se lembrará:

 

(#1)Train – Soul Sister

Pegue uma banda de pop rock com cara de despretensiosa (tava ali passeando na rua e gravei um clipe, vê se tá mais ou menos), com uma harmonia descomplicada, uma letra de música sobre um-amor-que-mudou-a-vida-da-pessoa e acrescente um clipe com uma pegada meio latina, na malandragi.

O segredo de Soul Sister é simples: juntar o ápice do romance idealístico e sonhador de pré-adolescente, que precisa de um amor à primeira vista e da outra metade da laranja e os anseios de ser independente através do jeito que a alma gêmea mexe com o cantor e com seus pensamentos.

Porque fez sucesso? Basicamente, é 500 dias com ela em música – o supra-sumo do que a mulher sonha, deseja e sempre quis ter/ser.

(#2)Cee Lo Green – Fuck You

Cara, que voz irritante. É tão irritante que te faz parar pra ouvir a música – não que você consiga entender, mas com um refrão como ‘fuck you’, você acaba se prendendo a ela de algum jeito. Conseguiu tocar em todos os tipos de balada, desde aquelas que uma dose de vodka custa 15R$ até as que vendem catuaba em copo de plástico.

Como? Simples: mulher gosta é de dinheiro. E quer saber? Ela que vá se lascar – ela e o playboyzinho que está com ela. Ironia é ver playboy cantando essa música (aquele tipo de coisa que a vida um dia vai conseguir me explicar).

Porque fez sucesso? É tudo que quem levou um pé na bunda uma vez na vida (lembrando que  até a Taylor Swift foi dispensada)

Por favor, não sejam tão bobos assim. Pior que os manipulados pelas mídias são aqueles que são manipulados por toda variedade de teorias conspiratórias anti-mídia. Assim, na boa. Sério que vocês acham que a Globo (ignoraremos o fato da maioria tratar a rede globo como uma pessoa) vai pagar R$2mi pro Ronaldo perder peso?


Amigos, não sejam tão otários (não tanto, um pouco pode). Quem vai pagar são os patrocinadores do Ronaldo, que compraram espaço no Fantástico pra enfiar esse projeto de rehab goela abaixo de vocês. Afinal, o gordo (não o João nem o Jô, o Ronaldo) tem um contrato mais que milionário com várias empresas (além dele mesmo ser um investidor em carreiras publicitárias de jogadores).

Amigos, o Criança Esperança é um projeto APOIADO pela Rede Globo, que abre o seu horário sem custos pra transmitir propagandas e não cobra cachê de seus artistas pra ajudarem. Da mesma forma que você apoiar um projeto não quer dizer que você está envolvido com ele ou rouba dinheiro dele. Pelo menos eu espero que vocês não achem isso dos projetos que eu apoio ou coordeno.

Ah, cara, mas a Globo já fez tanta besteira. E sempre vai fazer meu caro – assim como todas empresas, a Globo tem um objetivo – lucro. Se fosse educação o objetivo das pessoas ao verem televisão, a TV Cultura não estaria passando por uma de suas maiores crises (e veja só, uma da maiores sutentadoras da TV Cultura é o demônio em pessoa – jurídica – a Fundação Roberto Marinho). A TV Brasil também (e olha que ela foi super detestada por todos vocês, que querem uma TV imparcial, independente e inteligente, que não dependa de anúncios, mas não quer que o Estado banque), e tem uma programação invejável em vários sentidos, principalmente em qualidade.

Não sejam tão burros, não caiam no conto do vigário de que tudo no mundo é culpa de duas ou três pessoas. Parem de acreditar nos illuminatis do mundo moderno. As redes de televisão são uma porcaria? São. Manipulam? Claro. Mas elas são o Pilatos do mundo moderno, lavando as mãos pro que o povo e o dinheiro, quer.

Do mesmo jeito que você costuma fazer pra manter seu emprego. Mas se é pra benefício próprio pode, né.



Eu sei só de uma coisa – você é bem. Não é o meu bem, mas é bem. Você é bem porque você mais do que o normal, é mais do que qualquer garota faria, é mais do que o básico, que o costume, que o confortável. Você luta, você guerreia, você procura a justiça – você serve, você corre atrás e você ama tão apaixonadamente que só consigo pensar que você, você é bem.

Não é perfeita porque eu não sou tão bobo assim, os defeitos que não conheço, eu sei de uma forma meio aleatória e adivinha que os tem; mas você é mais do que bom, você é bem. Sua existência em si, sem nada do que eu possa ou precise fazer já faz bem. Não é eu estar conversando contigo, ou você estar retribuindo tudo o que sinto e o que falo por você que te faz algo além – é simplesmente sua essência.

Não sei como você chegou aí, se houve um processo duro, longo e traumatizante, se você simplesmente nasceu assim ou se você se esforça diariamente pra ser uma pessoa cada vez melhor (pode até ser isso tudo junto), mas você é. Se era seu objetivo, já o alcançou há muito tempo, e cada dia mais tem conseguido ultrapassar com excelência o que  você desejou; se foi sem querer, tá de parabéns pelas escolhas e meios que fez para chegar aí.

Você é bem. Só não é meu bem. E isso pode mudar.