Utilidade Pública

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Véspera de Ano Novo, todo mundo preparando a festa e…. BOOM!

Começou com alguns poucos usuários reclamando no Twitter, mas a massa foi crescendo enquanto a notícia se espalhava e as pessoas foram conferir seu saldo: Aparentemente o Itaú está descontando em dobro todas as contas feitas via débito nos últimos dias (de sexta, 27/dez, até hoje, 31/dez).

Você, cliente Itaú: verifique seu saldo e, caso esteja desconfiado de alguma duplicidade de cobrança entre em contato com o banco pelos telefones: 

  • 0800 970 4828 e 4004 4828 (Itaú),
  • 0800 720 3030 e 3003 3030 (Itaucard) ou 
  • 0800 970 4828 e 4004 4828 (Itaú Múltiplo).

Não deixe de verifica e confirmar com o banco caso tenha alguma dúvida. Seguem alguns tweets de clientes e usuários do banco sobre o ocorrido:


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Imagem via @Cardoso

Lembrando a todos que segundo o art. 42 do Código Civil:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Se, por algum motivo interno do banco, o pagamento realizado não foi processado, ou se você foi lesado por causa desse débito dobrado (não conseguiu fazer outra compra ou teve o cartão recusado), guarde os comprovantes, fotografe o máximo possível de provas e: procure um advogado
Resumindo: Caso o banco tenha efetivamente cobrado em dobro o débito, o cliente tem o direito de receber DUAS VEZES O VALOR DA COBRANÇA EXTRA do banco.
Está tendo dificuldades? Tem alguma atualização do caso? Quer saber mais? Comente aqui que vamos respondendo na medida do possível!
20:12 – O MeioBit informa
Para piorar, as informações OFICIAIS são desencontradas. Em alguns tweets o Itaú diz que que os estornos estarão sendo feitos no decorrer do dia, no Facebook há relatos de que avisaram que até dia 2 estará tudo normal, mas outros clientes foram solicitados a esperar 5 dias.
20:43 – No Facebook, funcionário do banco diz que caso não é tão desesperador assim.
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12:54 (01/01/2014): Aparentemente o Itaú começou a devolver o dinheiro debitado irregularmente. É claro que o banco não seguiu a lei, e devolveu exatamente o dinheiro que tinha sumido. Resta saber se algum cliente vai precisar ingressar em juízo para ver o Código Civil respeitado:
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Opinião

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Esqueça o viver de glória em glória. O máximo que a gente faz hoje, é escorregar de treta em treta, tentando sobreviver e não fazer muita besteira no meio desse caminho. A vida feliz, completa, satisfatória que nos prometeram mostrou ser mais do que um simples caminho estreito. É uma ponte bamba, escorregadia e sem nenhuma cordinha lateral para se equilibrar – e a queda, além de perigo constante, provou-se humilhante.

Pode ter sido por influência da TV, como sempre tem uma galera ávida por culpar algo superior e exterior por todos os problemas do universo, mas nos acostumamos a viver como se estivéssemos dentro de seriados. Vivemos uma vida cheia de dramas, pontos altos e baixos, numa montanha-russa inebriante que precisa constantemente de atualização e reformas para não ficar repetitiva e cancelarem no meio da terceira temporada por falta de audiência. Queremos viver Californication. Queremos ser a pária de The O.C. ou a mente malévola de Revenge.

É estranho perceber que em boa parte do tempo as pessoas estão preocupadas com problemas que já foram resolvidos ou que não podem ser solucionados. É impressionante a quantidade de voltas que damos para evitar um simples constrangimento de foi mal, cara, eu realmente não curto o que você escreve, então vou te dar unfollow, mas a rua é nóiz. Tudo, para nós, precisa ter algo a mais.  Nos tornamos os paranoicos que veem ameaças escondidas em notícias de jornal.

Precisamos de segundas, terceiras opiniões – e de segundas opiniões sobre as terceiras opiniões que nos deram. Somos o centro do universo: tudo conspira para nos derrubar. Fulano não deu bom dia com sorriso? Tem treta aí.

Devo dizer que minha vida melhorou bastante quando eu percebi que eu não era um personagem de série. Quando me disseram que eu não precisava me meter em todos os problemas, eu não entendi. Mas quando eu vi que as tretas só vinham até mim porque eu era o personagem principal da trama, eu abri mão do roteiro e abandonei o estúdio de filmagem.

Você não é Jackson Teller. Você não é Ryan Atwood. Você não está apaixonada Hank Moody, nem é Louis Lane. Então tire esse peso das suas costas e perceba que você não precisa salvar o mundo. Não a atacado.  Comece a viver isso, o pouco, e você verá que existe um viver de glória em glória. Provavelmente não te dará uma coroa de louros, mas te dará uma família pela qual vale a pena lutar.


Respeite seus limites, saiba que brigas comprar, e principalmente: saiba quando você está lutando uma batalha perdida, e como sair dela. Se existe uma série que você poderia atuar, é Community. Mas só pelas guerras de paintball.

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Para os mal-humorados de plantão, esqueçam esse post. Vão tomar um pouco do seu chá de boldo, beber sua Piri Cola Diet quente, ou seu chimarrão com água de torneira – o assunto aqui é longe de sério, mas muito divertido.

O NORAD é o Centro de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos – aquele órgão que queria construir uma barreira espacial contra mísseis e bombas em cima do país pra evitar ataques de inimigos e quase causou uma terceira guerra mundial com os restos da União Soviética. É tipo o FBI do espaço, pra você ter noção do tanto que os caras são foda.

Então, no Natal desse ano, esse órgão governamental, totalmente sério e de cara fechada com seus óculos escuros (será que os MIB faziam parte desse negócio?) resolveu fazer algo diferente: um localizador de Papai Noel. Eles estão, desde sei lá quando, fazendo uma contagem regressiva e agora, que já virou 00:00 do dia 25 de dezembro em algum lugar do mundo, estão acompanhando o Papai Noel fazendo a entrega de presentes (bizarro, né?)




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Você pode acompanhar no mapa onde no mundo o Papai Noel está, quantos presentes já entregou e mais um monte de animações que qualquer criança que estiver aí perto vai pirar. E isso tudo com fundos do governo! Imagina só se resolvem fazer isso aqui no Brasil? Quando a prefeitura enche as ruas de pisca-pisca já tem gente resmungando o gasto de dinheiro público…

Clique na imagem para seguir para o site 😀

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Eu sei que vocês sabem o óbvio. Afinal, nem teriam chegado onde estão se não soubesse. Revisar os textos, passar corretor ortográfico, conferir as imagens que vai postar, pedir para um terceiro olhar e ver se tá tudo nos conformes, mas… às vezes imprevistos acontecem. E exatamente por imprevistos acontecerem, todos vocês, sejam fotógrafos, social medias, enfim, qualquer produtor de conteúdo pra internet precisa estar atento.

Olha só o que aconteceu com este fotógrafo, com uma página até com número de seguidores bem respeitável. A foto? Bacana. O post? Legal. Mas na miniatura do celular… Abaixo temos (1) a foto na miniatura e (2) a foto completa.




Opa!
Esse sim foi um casamento animado!

 

 

 

Marketing Digital

(Esse texto é uma paráfrase/adaptação livre do conteúdo postado originalmente em inglês no site da Ignite Social Media por Jim Tobin; clique no link para prosseguir para o texto original)

Uma pesquisa do Ignite Social Media mostrou que o novo algoritmo utilizado pelo Facebook para montar o feed de notícias (as postagens na página inicial) nesse mês de dezembro está punindo páginas de marcas, independentemente de quantos fãs estejam interessados no conteúdo publicado por elas.

A análise feita levou em conta 689 postagens de 21 páginas (todas de grande relevância, de vários produtos) e descobriu que desde o começo de dezembro, o alcance orgânico (não-pago) diminuiu 44% em média (e algumas páginas viram seu alcance diminuir até 88%!).

E não só isso: com o efeito cascata, enquanto o alcance diminuía, o número de usuários engajados (envolvidos em postagens, curtindo, compartilhando, comentando) também caiu, numa média de 35% – com vales de até 76% em algumas.

Isso traz algumas mudanças nos discursos da equipe do Facebook: uma vez afirmaram que os posts de marcas alcançavam aproximadamente 16% dos seus fãs – hoje, com essas mudanças, mal passa dos 2,5% (uma notícia animadora para as empresas que investiram, hein?).

Ainda piora: uma pesquisa da Forrester and Wildfire mostrou que os usuários engajados (aqueles que o Facebook está distanciando das marcas), são, de fato, os melhores (e maiores) consumidores dos produtos: com menos usuários engajados, as empresas tem menos consumidores.

Neste vão deixado pelos usuários engajados, o Facebook oferece a compra de alcance para que as empresas promovam seu conteúdo, porém, essa mesma pesquisa demonstrou que os usuários orgânicos (os 3% alcançados normalmente pela empresa) são melhores, ou mais aptos a consumir que os 16% que foram alcançados através de anúncios pagos dentro da rede social.

A pergunta que todos estã querendo responder é qual deveria ser a postura das grandes marcas, se elas não conseguem alcançar nem mesmo aqueles que curtiram as páginas?

Com marcas investindo mais de US$6bi no Facebook, parece improvável que os impactos que essa mudança trouxe nos algoritmos fossem intencionais – até mesmo porque o modelo de negócios do Facebook é misturar o conteúdo orgânico com o pago.

O problema não é alterar as regras do jogo – Mark está certo em tentar otimizar a experiência do usuário. O problema é fazê-lo com base num chutômetro de que, de repente, todos os usuários acordaram com vontade de ver apenas o que seus amigos postaram, e não estão nem aí com as páginas que curtiram.

Os dados das pesquisas (tanto da Ignite Social Media como da Forrester and Wildfire) já foram entregues à equipe do Facebook, que está os revisando, e estamos otimistas quanto à sua aceitação. O problema é que essas mudanças vieram numa época delicada, quando agências estão planejando o orçamento de 2014, e uma mudança dramática no Facebook pode fazer com que agências mais conservadoras retraiam seus investimentos.

Opinião

Cheers

Tenho visto muita coisa andando por alguns becos desse país. Gravar o #NaEstrada durante essas viagens talvez tenha sido uma das minhas melhores ideias, quase tão boa quanto viajar. Já encontrei uma família inteira que acolhe viajantes pela sua cidade, encontrei excelentes amigos de alguns dias só e nunca mais verei, já encontrei coisas bizarras e me meti em muitas situações inusitadas nesse pouco mais de um mês que resolvi contar na internet o que tenho visto.

O que poucos sabem é que eu tenho uma gigantesca queda pelo Bragantino, desde o início dos anos 90, e nesse fim-de-semana tive a oportunidade de ir até Bragança Paulista, fazer uma prova de concurso público. O útil se juntou ao agradável e lá fui eu conhecer o Nabib Abi Chedid (ex e eterno Marcelo Stéfani para todo torcedor do Massa Bruta). Entrei no Restaurante, que tem vista pro gramado, além de fotos de momentos históricos, e fui dar a volta no Estádio, tentando arrumar uma forma de entrar nas arquibancadas quando vi que o portão que dava acesso ao gramado estava aberto.

Quando eu fui pensar, já estava lá dentro, pisando naquela grama. E isso só torcedor de futebol sabe como é. Pisar na mesma grama daqueles jogos que você viu, ou no meu caso, do interior de Minas, ouvi nos rádios pela internet, imaginando a torcida, os jogadores e todas aquelas bolas dos últimos anos que acompanhei.

Quando eu estava lá, fotografando, apareceu um senhor, com uma lata de Skol na mão e eu pensei “É agora que vou ser expulso”. Me aproximei dele, cumprimentei, e começamos a conversar. Contei a história da minha ida, sobre a minha camisa do Bragantino que tinha ficado em Campinas depois de uma chuva de granizo e ele me convidou para um churrasco que eles estavam fazendo ali, embaixo da arquibancada.

Ué, porque não? Afinal eu sou brasileiro, e convite para comer carne não se recusa nunca. Ou eu tô errado? Chegando ali, encontrei boa parte do corpo administrativo do Braga fazendo um churrasco, conversando, rindo, brincando, de um jeito que eu não vejo no futebol, mesmo no interior, há muito tempo.

Nenhum time que estivesse na posição do Bragantino na série B faria um tipo de churrasco daqueles, e acredito que em alguns que estão acima na tabela, cabeças estão rolando. Isso acontece porque os times grandes viraram reféns de sua própria grandeza – precisam apresentar ganhos, lucros, tabelas de crescimento e tudo aquilo que a profissionalização nos faz crer que precisamos; e, por outro lado, os times pequenos, quase sem exceção querem virar grandes.

O futebol deixou de ser profissional pra ser profissionalista. O futebol deixou de ser assunto discutido com um copo na mão e passou a ser discutido em planilhas, até mesmo para alguns torcedores. Uma derrota não é um acontecimento triste, uma derrota é um fracasso moral de todo o time e diretoria, e merece ser recompensando com sangue.

Reuniões de diretoria não são encontros de pessoas que querem encontrar um caminho para que vá levar a um futebol melhor, mas sim a um show melhor. As contratações não são uma busca por um time com mais qualidade técnica, mas por astros que são mais do que estrelas do rock.




E me peguei pensando nisso tudo entre uma carne e outra, entre uma risada e outra – e no fim, acabei ganhando o maior presente que um torcedor poderia ganhar. O que, alegria? Não, uma camisa oficial do Braga mesmo: