Num tempo em que Chorão é lembrado como ídolo do rock e Tico Santa Cruz é o auge da revolta nacional, enquanto bandas populares estragam uma ideia que seria muito legal, de compor uma música colaborativamente através das redes sociais;

Numa época em que artistas fazem músicas sobre as manifestações depois delas acontecerem tentando ganhar uns trocados a mais pagando de engajados numa causa que nem mesmo sabem qual que é direito;

É legal ouvir novamente algumas músicas como essa do Titãs, tipo essa:


Desordem foi composta lá pros idos de 1988, e essa regravação foi pro Volume Dois, lançado 10 anos depois. O legal de Desordem é que ela é meio atemporal – a crise da música não é com um político específico, ou exatamente só com a política, como um quadro de vida do ser humano, mas praticamente com a condição humana, natural de fazer merda com os outros, e ao mesmo tempo, dá um suspiro de alívio “mas sempre haverá, graças a Deus, quem acredite no futuro”.

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?

É seu dever manter a ordem?
É seu dever de cidadão?
Mas o que é criar desordem,
Quem é que diz o que é ou não?


Titãs – Desordem [Resenha]

Categoria: MúsicasResenhas
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