Quem nunca escreveu um bilhete romântico pra namorada, tentando a lembrar do amor alfa ômega, beta (não lembro o nome), e que se esmerou na sua mais bela caligrafia em papel de pauta universitário (que estranhamente é utilizado desde o ensino fundamental, num movimento de claro desprezo pelo nível do ensino superior), respirou fundo, fez cara de sério e escreveu, logo antes de passar o bilhetinho pra amada, durante aquela aula de Filosofia Pré-Socrática.

 ~escrevi saí correndo pau no ** de quem tá lendo~

Acho que ninguém nunca entendeu a profundidade dessa frase, e quais os significados diretos e indiretos dela na constância de um relacionamento. Oras, não podemos apenas interpretar o que nos convém, o que salta aos nossos olhos. É claro que ao escrever isso o autor não quis apenas ressaltar sua vontade de realizar um ato sexual anal com a parceira. Não sejam tão rasos assim. Existe mais coisa entre o lápis e o papel que o seu pequeno cérebro consegue compreender.

Quando você escreve isso, e dedica à sua amada, está, na verdade, se abrindo pra pessoa de uma maneira que poucas pessoas fariam, ao dizer saí correndo, explica que o que vai dizer a seguir é de tal importância e profundidade para ti, que acaba provocando um certo medo e ansiedade com a reação dela que beiram ao desespero, e a decisão mais sensata a se fazer é fugir;

Além disso, mais adiante, essa pequena declaração de amor demonstra como quer levar esse relacionamento para um próximo nível de intimidade, que já ultrapassa as próprias barreiras normais, e que a sua necessidade física de estar com ela, de estarem juntos é tão forte, tão grande que o sexo convencional já não basta –e você quer algo a mais com ela. Da mesma maneira que BIS, Kinder Ovo e Chiclet’s, isso não é algo que você compartilha com qualquer um.


Achando romance no dia-a-dia #01

Categoria: Pics
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