Já foi pelo sorriso, já foi pelo olhar. Já ouvi dizerem que foi até pelo jeito meio loução dela. Alguns têm uma tara pela cor do cabelo dela, outros gostam mesmo é da bagunça que ela faz. O jeito que ela dança é extremamente apaixonante, deve ter pelo menos uma meia dúzia que para tudo pra olhar quando ela começa a se mexer, eu já vi isso acontecer mais de uma vez.

Mas isso tudo não é nada perto do toque dela; da mão dela na minha, e da cabeça apoiada no meu ombro. Não chega nem perto do que eu sinto quando ela fecha os olhos, abraçada comigo, como se estivesse sonhando com amanhã. Nessas horas, que todo mundo desejaria que o tempo parasse, eu desejo que ele corra mais que nunca, que aquilo acabe logo pra aquele amanhã que ela tanto parece desejar chegue logo, e eu não tenha mais que despedir dela, à noite.

Pra que as conversas, na cama, não sejam digitadas num computador, ou ouvidas através de um fone. Pra que o bom dia e o abraço aconteçam em algum lugar antes do meio-dia, e que a noite seja, pelo menos, a terceira vez que a vejo no decorrer do dia, e não a primeira e última.

Pra que eu não precise demorar quase meia hora depois da janta pra falar com ela, e dizer como foi bom ter saído com ela. Na verdade, dá até vontade de ter um carro, pra ir e voltar escutando música com ela, e podendo conversar mais – já até perdi aquele medo dos silêncios constrangedores (não que eles vão desaparecer). Mas vale a pena tentar passar por eles, quando chegarem, quando é pra te dar a certeza que eu valho a pena.

Amanhã

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