Eu poderia estar falando de um pecado, falando de transgressão, de um atentado moral ou qualquer outra coisa cristã, mas não estou. Eu poderia estar falando simplesmente de algo pessoal, compartilhando a minha vida particular, mas eu não estou. Poderia estar falando daquilo que seja o defeito de outros, demonstrando por a+b como todos esses que compartilham dessa falha de caráter são toscos, ridículos e não merecem o meu respeito – mas veja só, eu não estou.

Não se trata de um pecado, até por não ser uma falha em si mesmo, nem ser uma preocupação restrita aos círculos cristãos (se há alguma preocupação restrita aos círculos cristãos ou não, isso é outro assunto). Na verdade, esse post poderia estar na categoria Igreja, mas é que simplesmente não cabe ali. Simplesmente, nada tem a ver com a (falta de) fé.

A impotência é um mal que todo mundo sofre, e não estou falando da impotência (apenas) sexual, embora, cara, na moral, pode acontecer com qualquer um. Estou falando daquela sensação de não poder fazer nada sobre alguma coisa, qualquer coisa, que todo mundo sente quando simplesmente, não depende de nós (ou temos a certeza de que de fato, não depende).

E essa impotência, essa sensação, ou melhor ainda, essa certeza de impotência, não traz nada de bom. Na verdade, posso até enumerar os efeitos dela, em algumas ocasiões. Naturalmente, vão faltar alguns, ou você não vai sentir exatamente aquilo. Cada um lida com um tipo de impotência de um jeito, mas o fato é que, vez ou outra, nós nos sentimos impotentes.

Nos próximos posts, uma série sobre impotência, nas suas diversas facetas, e o que ela pode causar. Remédios? Talvez. Até porque cada causo é um causo. Mas quem sabe a gente não entra numa troca de experiências bacana por aqui? É o blog do Abigobaldo virando quase um Globo Repórter.

Aquele assunto sério: a impotência

Categoria: Opinião
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  • Estarei ansioso, Caco Barcelos. Tá, eu sei q ele apresenta o profissão repórter, mas tem mais a ver.

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