Todo mundo já levou uma dedada na cara, acompanhada pela célebre frase, que todo mundo detesta, mas ninguém deixa de falar: eu te avisei. Oras, avisar, avisou, mas não convenceu, bem útil você (é o que você diz pra pessoa, mentalmente). Mas o fato é que, bom diariamente, várias pessoas nos avisam sobre várias coisas, e na verdade, muitas delas nos avisam sobre a mesma coisa, mas de maneiras contrárias, contraditórias ou mesmo de maneiras completamente diferentes.

Até porque, independentemente da decisão tomada, a responsabilidade é de quem a tomou (nós), e não de quem aconselhou (por bem ou por mal). Veja bem: toda decisão que você tomar, alguém vai te apoiar, outra pessoa vai ser contra e todo o resto da humanidade vai se abster – esse mesmo resto que vai nos culpar por tomar aquela  decisão, independente de qual seja.

Assim como todo brasileiro acha que é técnico de futebol e é melhor que todos os dirigentes da Seleção Brasileira (incluindo aí de Zagallo a Mano Menezes porque, de fato, foram os que acompanhei), todos são técnicos, coachers, consultores e especialistas em todos os tipos de decisão que nós tomarmos.

E, assim como a decisão de tirar o Neymar e o Ganso faltando 10 minutos para os pênaltis vai ser xingada solenemente até a cova do mano, digo, do Mano, a sua decisão ou escolha, vai te acompanhar até a sua morte, por mais que ela tenha sido ótima pra você (a não ser é claro, que você realmente tenha tirado Neymar e Ganso nessas condições, isso realmente é burrice e todos os outros que te encherem estarão certos) – e você tem que estar consciente de que ela realmente foi boa.

Assim como eu preciso estar consciente de que minha decisão de tirar carteira de moto, e utilizá-la no meu dia-a-dia trará, consequentemente, maior risco de eu me acidentar e machucar (independentemente de quão bem eu pilote – motoqueiro pilota, não dirige, quem dirige é motorista de carro/caminhão/ônibus), todos nós precisamos estar conscientes dos riscos que nossas escolhas trarão, sejam eles riscos físicos, pessoais, profissionais, e até mesmo sentimentais. Mais importante que isso, é estarmos certos de que fizemos o que era melhor para nós, independente de quantos apontem o dedo e mostrem todos os prejuízos que nós tivemos e causamos.

Então, meus caros, eu lhes digo que caí. Como todo bom motoqueiro, eu caí. Fazia até tempo que não rolava no chão, devo ser sincero (desde que conheci a Joyce, lá pra dezembro, realmente nada, e não me lembro de exatamente quando foi a última vez, ali pro meio do segundo semestre de 2010, por conta de um cachorro), mas grazaDeus, como das outras vezes, não foi por falha minha. Lógico, uma mancha de óleo no chão é comum, graças à boa manutenção que nós temos a reputação de dar aos nossos veículos, mas não é algo visível durante a curva de uma rotatória.

Caí bem, arranhei bastante, rasguei roupas novas, faltei ao serviço, mas estou inteiro, in one piece. E consciente de que andar de moto foi uma das melhores decisões da minha vida. Não pelas quedas, naturalmente, mas por tantos outros motivos que me faz ter saudade de pilotar quando estou viajando. Todos nós temos que nos sentir assim.

A não ser é claro, que, assim como o Menezes, estejamos completamente equivocados. Mas nunca é tarde pra deixar de fazer merda; maturidade é bom, e todo mundo gosta.

As nossas escolhas (e o que o resto do mundo acha que tem a ver com isso)

Categoria: Opinião
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