Dar com os burros n’água faz parte do processo de crescimento e amadurecimento. Ainda vou mais longe: é necessário. Se frustrar (tanto consigo mesmo como com outras pessoas) é o ponto inicial de uma crise que nos leva a rever toda a nossa vida e o que temos feito.

Se frustrar com um emprego nos faz pensar se é aquilo ali que queremos pra nossa vida, ou se ele é um meio pra chegarmos aonde queremos – será que tem produzido efeitos? Estou perto, estou longe? Qual a possibilidade de chegar onde eu quero continuando aqui?

Se frustrar com um relacionamento nos faz pensar o que queremos – casar, ter filhos, sair da cidade – e como queremos ter isso. Nos faz refletir sobre nossas atitudes durante o relacionamento, onde erramos e o que nós deixamos passar que levou ao fim (e o mais importante, como não repetir aquilo tudo da próxima vez).

Se frustrar consigo mesmo – errar nos mesmos pontos, ser mais fraco do que pensava, não aguentar ir tão longe quanto pensava que aguentaria, isso faz muito bem. É melhor descobrir esses erros no começo do que quando lá na frente, se olha pra trás e descobre que estava tudo errado. Rever seus limites, o que se sabe de si mesmo, não para se punir, mas para se vigiar e não cometer tantos erros assim.

Quando você se ferrar, reflita. Não pare, não se desespere, não saia tomando decisões tentando se salvar ou tentando sair por cima. Entenda o que está acontecendo, a falha dos outros e as suas falhas. Se perdoe. Comece de novo, e faça diferente. E não se arrependa de ter errado – se não fosse o erro, você não teria nada pra fazer, além de manter o status quo – e chega de gente parada e apática no mundo, né.

Cara… vai se ferrar!

Categoria: Opinião
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