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Cinco e trinta e dois
faz três minutos que olhei
Cinco e trinta e dois
há meia hora eu esperei

Não há tempo que corra como o seu
cinco e trinta e dois, quase seis
três vezes aquela dor me doeu
cinco e trinta e dois, mais de seis

Uma vida em três minutos
marcada pela nossa indecisão
Um beijo de três minutos
e a lembrança de imensidão

Não há tempo que me traga você
cinco e trinta e dois, fecho os olhos
Não há tempo que eu possa perder
cinco e trinta e três, você se foi

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Vamos lá, sejamos sinceros, sem nenhum espírito de vira-latice: brasileiro é um povo meio estranho, né? Mas das coisas mais estranhas que já vi neste país, de ladrões roubando carros durante briga de trânsito, galinhas gigantes causando caos no trânsito, esposas que conseguem convencer maridos que estão grávidas de quadrigêmeos usando barriga de silicone e minuto de silêncio oficial no Poder Legislativo pelo casamento de George Clooney, nada chega perto do deslumbramento que nossos compatriotas ficam ao ver como é a vida fora do país.

Tudo bem, você fazer uma viagem e se surpreender com Pringles ser vendida a US$2,50 no Shopping China, ou com câmeras profissionais a menos de US$2.500,00 – esse choque de realidades faz parte. O problema é quando o sujeito mora no país e continua se surpreendendo com tamanho dos frascos de ketchups (!) e com cupons de desconto (!!). E a galera não se contenta em agarrar as coisas ou mandar foto para os amigos – elas precisam gravar vídeos e colocar no YouTube pra ostentar coisas…. normais.

Então, para te dar dor de cabeça, tristeza na vida e porque não mais motivos para se envergonhar de falar a mesma língua de Pero Vaz de Caminha, decupamos aqui nada mais nada menos do que QUATORZE bons ÓTIMOS motivos para ir morar nos Estados Unidos. Tenho certeza de que possam existir outros menos importantes, mas isso não vem ao caso.



DIFERENÇAS DE VIVER NOS ESTADOS UNIDOS

(1) Você pode comprar ketchups gigantescos e admirá-los (posta foto abraçado com o ketchup no instagram!) [00:59]

(2) Se o produto tiver defeito você pode trocá-lo na loja (?!) Aí eles te dão dinheiro! DINHEIRO (mas você vai ver, lá no 03:23 e o dinheiro é voucher da loja…) [01:40]

(3) O PÃO JÁ VEM CORTADO GEEENTE, VOCÊ NÃO PRECISA CORRER O RISCO DE SE CORTAR CORTANDO O PÃÃÃO!!ONZE(opa, ONE)!!! [03:44]

(4) Não é feio levar comida pra casa, no Brasil é. Bom, pelo menos segundo ela. [04:34]



(5) Muito mais fácil lavar roupa – você pode ir numa lavanderia e pagar pra usar a máquina, IMAGINA SE TIVESSE LAVANDERIAS NO BRASIL GENTE QUE LOUCURA! [05:43]

(6) Você pode colocar a roupa pra secar dentro de casa, no Brasil só pode colocar roupa no varal externo, aí pega poeira, pólen (!) e animais peçonhentos aí você morre de alergia ou um dinossauro escondido na manga da sua regata pode te comer [06:30]

(7) Você não precisa avaliar o serviço pra ver se merece gorjeta – ou qual o tamanho dela, ela já vem inclusa no preço do pacote, OLHA MAS QUE MARAVILHA, NÃO PRECISA NEM PENSAR! [09:30]

(8) Os lugares que são seguros tem segurança, mas nos lugares que não são seguros não há segurança (a recíproca não é verdadeira, atentem-se) [11:07]

(9) Você pode fazer muitas cagadas no trânsito, deixar o carro morrer no sinal porque eles param longe uns dos outros [13:20]

(10) Você pode comprar pacotes que tem fecho automático WALL [16:05]

(11) Você pode fazer A FESTA com pasta de dentes. Tipo, a festa MESMO. Só não esqueça de chamar o dentista [17:07]

(12) As amostras grátis são grátis, mas não só isso: elas vem de graça e sem custo algum. Juro. [18:30]



(13) As caixas de encomenda são bonitinhas (AGORA SIM, PARTIU EUA FORA DILMA) [18:51]

(14) Lá tem aqueles cupons de desconto (aqueles que vinham na lista telefônica da sua vó, lembra? Que ela sempre falava que ia usar quando chegava a lista nova mas nem lembrava até janeiro do ano que vem) [23:09]

Tem como ficar no Brasil? Não tem né galera, por favor…



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Para os mal-humorados de plantão, esqueçam esse post. Vão tomar um pouco do seu chá de boldo, beber sua Piri Cola Diet quente, ou seu chimarrão com água de torneira – o assunto aqui é longe de sério, mas muito divertido.

O NORAD é o Centro de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos – aquele órgão que queria construir uma barreira espacial contra mísseis e bombas em cima do país pra evitar ataques de inimigos e quase causou uma terceira guerra mundial com os restos da União Soviética. É tipo o FBI do espaço, pra você ter noção do tanto que os caras são foda.

Então, no Natal desse ano, esse órgão governamental, totalmente sério e de cara fechada com seus óculos escuros (será que os MIB faziam parte desse negócio?) resolveu fazer algo diferente: um localizador de Papai Noel. Eles estão, desde sei lá quando, fazendo uma contagem regressiva e agora, que já virou 00:00 do dia 25 de dezembro em algum lugar do mundo, estão acompanhando o Papai Noel fazendo a entrega de presentes (bizarro, né?)




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Você pode acompanhar no mapa onde no mundo o Papai Noel está, quantos presentes já entregou e mais um monte de animações que qualquer criança que estiver aí perto vai pirar. E isso tudo com fundos do governo! Imagina só se resolvem fazer isso aqui no Brasil? Quando a prefeitura enche as ruas de pisca-pisca já tem gente resmungando o gasto de dinheiro público…

Clique na imagem para seguir para o site 😀

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Eu sei que vocês sabem o óbvio. Afinal, nem teriam chegado onde estão se não soubesse. Revisar os textos, passar corretor ortográfico, conferir as imagens que vai postar, pedir para um terceiro olhar e ver se tá tudo nos conformes, mas… às vezes imprevistos acontecem. E exatamente por imprevistos acontecerem, todos vocês, sejam fotógrafos, social medias, enfim, qualquer produtor de conteúdo pra internet precisa estar atento.

Olha só o que aconteceu com este fotógrafo, com uma página até com número de seguidores bem respeitável. A foto? Bacana. O post? Legal. Mas na miniatura do celular… Abaixo temos (1) a foto na miniatura e (2) a foto completa.




Opa!
Esse sim foi um casamento animado!

 

 

 

poetry?


Engenharia com poesia era o que me dizia
aquela propaganda que ele sempre fazia
enquanto me embriagava com seu calor

Cheguei lá procurando o aconchego, o amor
aquela poesia que traz dentro de si um calor
me responderam com frias curvas calculadas

Suas vigas pressionadas, curvas acentuadas
como se fossem todas estrofes engessadas
se havia poesia nesse prédio, desapareceu
Seu moço, engenheiro, arquiteto, construtor
não sei nem em que buraco vai esse elevador
ouça o que tenho a dizer, vai se surpreender
e essa história de poesia, você vai entender

Não são as três rimas que fazem duas arrimas
dois dedos de dor não constroem um corredor
desse jeito a poesia você nunca vai encontrar
ela vem quando o arquiteto senta pra desenhar

A poesia flui quando o mestre indica ao construtor
o caminho que ele deve pavimentar com a sua dor
se reforça quando vem o carregamento das fábricas
tijolos e a cerâmica que trazem histórias fantásticas

Para existir sua poesia com engenharia, seu moço
cada bocado desse prédio deveria suspirar por vida
trazer um tanto da história de tantos outros moços
que fazem dessa engenharia a base de tantas vidas


Na quatro por quatro, a gente abençoa,
óleo e shofar, só unção da boa.
hahaha, ui, o louvor foi sério,
vai rolar uma reunião de presbitério

Sou crente fanático, para homossexual não dou paz
eles vão pro inferno e jamais
terão a salvação do meu Pai
Ele sabe o que Ele faz


É uma coisa louca
que está dentro de mim
A unção do Espírito
que me unge até o fim

Quando estou no culto, ah, que coisa boa
pastor, que delícia
hahaha, que unção boa
ui, o louvor tá sério, vai rolar uma reunião de presbitério


Vou para o inferno por causa deste post?


Havia uma rentável poupança (aquela que na época de Sarney a inflação chegava a 1300% ao dia), havia uma Eletrobrás do povo (mas só os 70% dele que tinham acesso à energia), e uma próspera Telebrás (quando uma linha de telefone usada era trocada por automóveis 0km).

Não está fácil ser rico no Brasil.


É assim que os pastores de jovens ficam quando tentam fazer algo diferente.

Não, ninguém consegue engolir isso.

Todo mundo tem aqueles momentos de parar e ficar pensando no que pensava do futuro (que hoje virou presente, ou até mesmo o passado) e hoje foi um desses dias – e lembrei de quando eu estava ali pelo ensino médio e queria fazer jornalismo. Não, eu não queria ser âncora de TV ou daqueles repórteres de jornal que vão lá pro meio da guerra ou desembaraçam uma quadrilha emocionante.


Acho que nessa época que eu fui escolhendo uma vida mais pacata, mais tranquila, já que eu me via como um colunista de canto de jornal. Quem lê jornal sabe como é um colunista de canto de jornal – é um cara já na meia idade, com uma careca (ou pelo menos uma rotatória na cabeça) proeminente, que dá opinião sobre alguns assuntos que aconteceram, juntamente com uma ou duas frases de efeito que te fazem suspirar e pensar em como vão as coisas, concordando ou não com ele.

E o mais engraçado é que o colunista de canto de jornal, mesmo todo leitor de jornal sabendo como ele é, raramente é lido. Ninguém (ou quase ninguém) dá moral pro colunista de canto de jornal com tantos colunistas de revistas, blogs e jornais televisivos por aí, que bradam revolta, dão frases prontas e um conhecimento todo montado que você só precisa balançar a cabeça e pegar nas suas armas pra lutar pelos ideais.

O colunista de canto de jornal não é aquele cara cuja opinião é dita e relembrada nas mesas de bar, e definitivamente suas frases não viram lema da revolução. Esse tipo de colunista aparece naquelas reticências quando você pergunta pra alguém de onde que ele tirou aquela ideia, e ele fala que leu por aí, mas não consegue se lembrar onde.

E pensando bem, tem uma foto minha em cima dos textos, eu já estou com algumas belas entradas, e o que escrevo por aqui, é bem minha alma. Não tenho tantas experiências nem tantas histórias quanto eu sonhava, mas ainda tenho uns 30 anos pra chegar lá e poder ser daqueles tiozões chatos que sempre tem alguma história do tempo do nem. Tenho leitores, tenho amigos e uma garrafa. Não é necessário mais nada, já estou realizado.

Pois é, eu comecei um canal – um canal que não vai fazer nada de útil, só trazer debates.

A ideia é rolar uma explicação teórica sobre um tema e depois dar minha opinião pessoal sobre o assunto pra iniciar uma discussão. A minha opinião não é verdade. Saca o piloto:


Me ajuda com o feedback dessa bagaça e comenta aí (ou lá no Youtube) o que achou.