Quer ser promovido? Quer liderar? Esqueça aquela figura do workaholic, deixe de lado o papel do funcionário comprometido, que faz horas-extras além do limite legal, esqueça o trabalho durante o fim de semana.
Pelo menos no século XXI. Esse modelo de hardworker, o trabalhador que dá o sangue e o suor à empresa, já caiu por terra. Óbvio que nos ramos mais tradicionais, nas empresas antigas, com um modelo de metas irrealizáveis, você vai ter que se submeter às regras. Em Roma, faça como os romanos, como diz o ditado inglês (In Rome, do like romans do).

Mas, será que vale a pena?

Hoje estamos colhendo os frutos dessa mentalidade. Famílias despedaçadas, taxas de divórcio e infidelidade tremendas, uma geração de jovens depressivos, que não se sentem seguros em suas próprias casas, com suas próprias famílias.
Uma geração que não se sente confortável com seus pais; uma geração que tem como refúgio a companhia artificial. Que conheceu o mundo através da TV, que construiu suas amizades pela internet – uma geração mais afeita à comunicação indireta que ao face-a-face.
Que não aprenderam o que é amor, porque seus pais estavam salvando o mundo – o seu próprio; e, para dar ao filho todo dinheiro e oportunidade que sonhavam para si próprios, se mataram de trabalhar.
De tal modo que, para não fragilizar o sustento econômico, fragilizaram o sustento emocional.
Quantos pais eu já não ouvi dizerem: Você acha que eu escolhi essa vida? Ficar trabalhando até altas horas pra te sustentar? Eu te digo: SIM! Você escolheu dar conforto, ao invés de amor; você escolheu satisfazer todos os desejos, ao invés de educar; você escolheu encher de atividades, ao invés de convivência.

E, é isso que você quer pra você? 65% dos jovens consideram o casamento uma instituição falida. Segundo a lei atual, é preciso ao menos três meses de processo para se casar, e menos de três horas para se separar – contando o tempo na fila do cartório.
É mais fácil divorciar-se do que comprar uma moto. É esse mundo, em que os relacionamentos são mais volúveis que bens materiais, que o workaholic fundou.

E, é esse próprio mundo que viu que tudo estava errado – e hoje, o líder, é aquele que constrói relacionamentos. Não adianta bater todas as metas se você é um funcionário anti-social, mal visto pelos outros, ou se você puxa o tapete. Sinto em dizer, seus dias estão contados. Os negócios não sustentam mais gente assim. Ninguém mais suporta gente assim.

Mas, não adianta mudar o padrão das empresas, se os jovens de hoje continuarem sem experimentar o que é um relacionamento de verdade.

E é aí que deve entrar a igreja.

Para onde vamos? – E se for de São Geraldo, eu não vou.[2]

Categoria: Opinião
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