Eu tenho um olhar muito crítico com alguns acontecimentos que me deixam meio incomodado. Como que os 4 corinthianos têm aquele senso de justiça que só eles têm o direito de fazer ou deixar de fazer algo? Como que se consegue indicar um homofóbico para uma Comissão de Direitos Humanos e Minorias? Como que se consegue gritar palavras de ódio e querer se calar as pessoas que você é contra? Como que se consegue querer proibir uma classe de pessoas de se candidatar para evitar a possibilidade de alguém ser corrompido lá na frente?

Fico meio perdido porque às vezes penso que uma parcela da sociedade se destacou do resto e está num nível de caos que não condiz com a realidade do mundo. São fatos e opiniões tão surreais que as próprias pessoas não percebem o peso ou a real consistência do que estão dizendo.


É nessa hora que eu vejo que uma tragédia no trânsito aqui em Uberlândia, quando o motorista de uma carreta perdeu o controle e morreram 4 pessoas e 13 ficaram feridas, numa colisão que envolveu nada menos que OITO veículos e as pessoas que estavam lá se organizam – para roubar as caixas de cerveja que o caminhão carregava.

Ok, a lei é se aproveitar das situações, ok, furto de carga tombada é corriqueiro, e o seguro sempre paga. Mas eu nunca vou entender por quê uma pessoa deixa a outra MORRENDO ao seu lado pra pegar uma caixa de cerveja. E aí um motorista atropela um ciclista e quando chega em casa e vê que está com O BRAÇO do cara no carro, joga ele no rio. E aí uma motorista atropela um motociclista, pede desculpas e foge, deixando o PÁRA-CHOQUE do carro com a placa pra trás.

Agora eu entendi que sociedade é aquela do primeiro parágrafo. É fácil falar dos coxinhas que vivem de liminar em liminar quando nós mesmos não fazemos isso simplesmente porque não temos dinheiro. Porque educação, boa vontade e amor, definitivamente não temos.

Coxinha é quem tem dinheiro. Quem não tem dinheiro, não tem apelido.

Categoria: Opinião
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