Ontem foi o dia internacional de se encomendar flores, hoje talvez o dia internacional dos motoboys e garçons de restaurantes chiques, aquele dia em que você planeja um restaurante francês e, por causa das enormes filas que encontra, acaba comendo um hot dog do Paulão, que parece que tem um primo que veio da França. Ou de Franca, o Paulão é meio fanho e você nunca entende direito o que ele quer dizer.

Mas é o dia dos namorados, afinal. Em meio à todo mimimi dos namoradinhos, e dos solteirões convictos (por convicção dos outros, claro), muita coisa sempre é diferente – mesmo que seja um diferente parecido.

Não importa há quantos anos você tenha um relacionamento, não importa quantos relacionamentos você tenha tido, você acaba parando pra pensar em tudo que já rolou dali pra trás – e até lembra daquela negra época de sétima série que você foi quase aplaudido de pé pelos colegas de sala ao trazer uma flor e dar pra menina da oitava que você era apaixonado. Quase aplaudido de pé porque você amarelou na última hora e pediu pra alguém entregar por você, e no desespero, esqueceu-se de assinar.

Mas aí estão todos. Na fila da floricultura, tentando descobrir um meio-termo entre os quinze reais que gostaríamos de gastar e o buquê cinematográfico de flores que custa três facadas e meia – e acabando com um insosso arranjo com 4 botões que custou impressionantes trinta e sete reais (ou 370 dadinhos, como seu cérebro insiste em te lembrar); e a lembrança de ser simples ano que vem. Que se repete desde sempre.

Seja simples, de verdade. Gaste tempo, é mais útil que dinheiro. Seja todos aqueles defeitos que você sempre foi. Eu tenho sido assim já a quase 48 dia dos namorados, mesmo antes de namorar.

A ruivinha me fez entender isso.

O casal da  foto é o Filé e a Jack, por acaso.

Dia internacional da fila na Floricultura

Categoria: Opinião
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