Existia um cara, um dia. Não simplesmente um cara qualquer, mas o cara. Pelo menos o cara da nossa história. Esse cara não tinha nada de especial, era apenas um, dentre tantos, até um certo dia.

Nesse dia, o mundo mudou.

Esse cara, o cara, tinha uma fé inabalável em Deus que já tinha sido abalada várias vezes, acreditava no paraíso e no inferno, e tinha lá seus pecados, muitos tratados com mais leveza do que deveria, o típico crente-médio.

Um dia, este dia que este cara virou o cara, o cara pediu por uma visão mais completa do que deveria ser o paraíso – descrito por ter mil e uma maravilhas, mas sem nenhum detalhe que o ajudasse, de fato. Ele só queria… ter uma noção.

Pode ser que Deus se condoeu desse cara, o cara. Até porque, bem, veja só, Ele deveria receber mil e um pedidos, mas, o fato é que, o cara fez o pedido.

Então, chegou à noite, e o cara, esse cara, foi comer. Pegou o pão, abriu-o; esquentou o pernil da véspera com queijo derretido, e colocou-os lá dentro. Completou o trabalho com molho barbecue, e teve uma revelação.

Aquilo era o paraíso. Aquele sabor, era o paraíso. Mas ainda sim, faltava alguma coisa.

E encheu o copo de Coca-cola.

 

Do paraíso.

Categoria: Opinião
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