Quem nunca ouviu de um namoro que caiu na rotina? Aquele casalzinho que era o casal modelo, que todo mundo se espelhava, todo mundo queria ser igual, de repente, sem maiores motivos, simplesmente terminou, depois de alguns anos. Caiu na rotina, é o que a maioria das pessoas dizem. Passou o amor, chegou a convivência, talvez.

Será que o amor acaba assim? Aquela paixão, de repente, se esvaziou? É possível se frustrar tanto assim com alguém, a ponto de… abrir mão, ou desistir de algo?

E o que raio é esse cair na rotina?

Até porque, o dia-a-dia, começa a ficar igual, por natureza. Na verdade o problema não é a igualdade ou não dos dias. Todo namoro que as pessoas tentam fazer coisas diferentes pra salvar o namoro, mais cedo ou mais tarde, está fadado ao fracasso. Porque, por mais que a programação da semana seja diferente, o problema (geralmente) não é o ambiente em que você está inserido. O problema são vocês.

No post de hoje, uma introdução do assunto. O que aconteceu para chegarmos nesse ponto? Como começou esse parangolé? De qual que é a dele(a), a minha, nessa parada.

Se você sente que caiu na rotina, não é porque a rotina engoliu o namoro – mas foi você que perdeu a graça no relacionamento. Quantos depoimentos não se ouve, que a pessoa diz que não sente mais nada pelo beltrano, que aquilo que existia acabou?

E o problema não é só esse. Se você desencantou do relacionamento, algo aconteceu – e é aí que a porca torce o rabo.

Um namoro só dura até quando você está disposto(a) a abrir mão do que pensa pra deixar a outra pessoa feliz. Isso é fato. Enquanto um abre mão pelo outro, e um satisfaz o outro, o relacionamento é a melhor coisa do mundo.

Enquanto estamos apaixonados, isso é a melhor coisa do mundo – é natural. É aquela grosseria que você deixa passar, é aquele não pra alguma coisa que você queria tanto, é aquela ida com as amigas pro shopping/os amigos pro bar de vez em quando, que, oras.

Acontece.

Mas a paixão, um dia acaba. Seja em meses, seja em anos. Paixão é química, é aventura, é avassaladora – mas acima de tudo passageira. A paixão só dura o tempo necessário pro amor nascer.

E amor é, acima de tudo, um vínculo. Ao contrário da paixão. Porque, enquanto dura a paixão, você tem prazer em não fazer o que quer – por isso que se fala tanto que a paixão deixa a gente meio bobo – quando ela acaba, ih rapaz! É nesse momento que você decide (por isso que eu falo que o amor é uma escolha consciente) se vale a pena continuar abrindo mão ou não. E é quando você começa a fazer juízos valorativos.

Vale a pena deixar de sair e se divertir com os amigos e ficar aqui, com ela(e) vendo um filme chato? Vale a pena engolir mais esse sapo, só pra ela ficar melhor? Vale a pena deixar esse assunto quieto, por mais que você discorde?

E é nesse momento que você escolhe, se ama ou não uma pessoa. A partir do momento que você decide se fazê-la feliz é um objetivo seu, ou não. A partir daí, você começa a pautar suas escolhas pessoais não só com base em você, mas na outra pessoa.

Será que ele(a) ia gostar de viajar com minha família? Será que se eu fizer isso, ela(e) vai ficar feliz? Será que esse emprego, por mais que me atraia, vai trazer a segurança financeira que nós precisamos?

E, é nesse ponto, que as coisas começam a ficar sérias – por bem, ou por mal.

E o que era doce.

Categoria: Opinião
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