Dramáticos. O mundo está cheio deles – aquelas pessoas que você dá um peteleco e elas se jogam na parede; aqueles que, quando você fala que viu um acidente, espalham que além de ter acompanhado o cara no hospital, você foi ao funeral.  Aqueles que levaram um baculeja da polícia e contam que foram levados até a delegacia e passaram a noite lá, sob tortura moral; aqueles que, apesar de saberem da sua ignorância, ainda torcem para o Grêmio.

Na verdade, todos nós temos a tendência a dramatizar o que passamos.

O fato é que toda lembrança, por mais que seja forte, é sentida de forma mais fraca do que quando ela ocorreu – a lembrança de um acidente produz efeitos bem menores no cérebro do que sofrer o acidente em si; a lembrança de ter se ferrado por uma garota é beem mais tranquila do que estar se ferrando agora por uma garota.

Mas se as memórias tem a tendência a serem mais fracas, principalmente com o passar do tempo (por isso temos tendência a sofrer recaídas em relacionamentos passados), porquê nós temos tendência a contar as experiências como se elas tivessem sido muito piores (ou melhores) do que realmente foram?

Seja por vontade de aparecer, por carência ou até mesmo por costume, o fato é que na verdade, o cérebro tem a tendência a aumentar o que aconteceu (aumento mas não invento!) para reforçar o acontecido e evitar que uma situação que foi negativa ou até traumática se repita.

E é exatamente por isso que quando a gente sai de um namoro a gente quer tudo – menos namorar.  O importante é reconhecer quando esse drama, ao invés de evitar novos traumas, começa a atrapalhar a nossa vida, com receios que a gente não consegue explicar.

Dramakings.

Categoria: Opinião
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