O ensino superior deve ser um dos assuntos mais controvertidos. Na verdade, não o ensino em si, mas o que deve ser ensinado, como deve ser ensinado, para quem e a partir de quem deve ser dado.

Quantas vezes já não xinguei muito no twitter atitudes vazias e ideológicas dos D.A.s de cursos, assim como dos DCE, afogados numa discussão política que nada tem a ver com o ensino ou com métodos de desenvolver o país. As discussões sobre o ensino acontecem sempre à margem das instituições criadas com o propósito quase único de melhorá-la!

Foi publicado um estudo com as 200 melhores faculdades do mundo – tá, esses estudos são problemáticos, vêem somente uma parte do que a faculdade realmente é, mimimi, mimimi. Mas não se pode negar que há certa validade neles, e o fato de existir apenas uma universidade brasileira entre elas (a USP, em 178º), demonstra que a educação superior nacional realmente está com problemas.

Como se não soubéssemos disso. Mas o que realmente surpreende não é a posição brasileira, ou a aparição sul-africana, mas a primeira colocação. Em primeiro lugar na lista está a CalTech (California Institute of Technology) – uma Universidade considerada pequena, com pouco mais de 2 mil estudantes (por comparação, só a Faculdade de Direito da UFU tem mais de mil alunos) – mas conta com 32 prêmios Nobel. Os diferenciais? Dinheiro.

Além de serem financiadas por políticas públicas, as melhores faculdades do mundo têm uma coisa em comum: iniciativa privada. Sim, o demônio capitalista que tanto se luta contra aqui no Brasil é aquele que financia pesquisas de ponta que, você aceite ou não, influenciam na sua vida, e pra melhor.

Lições? Talvez, se ao invés de lutar contra o dinheiro, movimentos universitários lutassem contra influências políticas, ou fizessem campanhas pela valorização do ensino público (não com palestras/minicursos, por favor, mas com meios efetivos de melhorá-los), algumas faculdades brasileiras tivessem chance de serem melhores.

Ensino Superior mundo afora.

Categoria: Opinião
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