Após passar alguns anos em liderança de igrejas, eu vi, ouvi, participei e pensei muita coisa. E deu pra imaginar bastante o que seria uma igreja ideal e como chegar até lá (porque não adianta fazer crítica vazia, e esse não é o único caminho, na verdade nem se esse é um caminho, mas é o que eu acredito que seja).

Eu não sei quem começou com essa história, se foram os ateus ou se foram os crentes, mas o fato é que os dois dizem que a igreja é uma empresa – um diz que só se querem os lucros, o outro diz que é um modelo de gestão eficaz. Hm, gestão e eficácia.

O que mede a qualidade de uma empresa?

1-      A prestação de serviços

2-      A satisfação dos clientes

3-      A qualidade do atendimento

4-      O número de clientes fixos

5-      A alta na movimentação de dinheiro

6-      A circulação de pessoas

Quantas dessas seis características (que não são todas) sobrevivem à uma análise teológica? Que eficácia é essa que a igreja procura?

Mesmo relevando tudo isso, nós temos ainda um outro fator. A igreja ela serve para transformar a sociedade. Ela não serve para abraçar a sociedade, mas para transformá-la. O que quer dizer que uma igreja com 15 membros pode ser muito mais importante pra uma cidade do que uma cujo corpo de liderança está na casa das centenas.

A igreja não é uma empresa, não pode ser tratada como uma, nem medida como uma. Os livros de gestão, de marketing, de liderança NÃO são livros de formação ou capacitação de líderes cristãos.

Na verdade, a Igreja seria muito mais eficaz se, ao invés de best-sellers de gestão, a liderança fosse motivada a ler livros de psicologia. Talvez assim, entendessem as pessoas que deveriam servir.

Gestão de Igreja.

Categoria: Igreja
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