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Uma vez, era o Luciano Huck. Pinta de bom-moço, com alguma meia-dúzia de haters no bolso (mas isso é porque ele pegava a diva da infância deles), programinha de gincana estilo Xuxa na Globo com um quê de questionável, mas um cara sussa. Tranquilo, suave, não tinha falado mal de ninguém nem se envolvido em polêmicas. Tá, vamos ignorar o passado em programas apelativos, mas até aí convenhamos, nada que um trabalhador normal não faria pra garantir o leite das crianças e a cerveja do final-de-semana.


Mas isso lá vai uns quinze anos, o Caldeirão tá quase debutando e dançando valsa com papai-mamãe-titia-vovô e a pessoa que vai tirar sua virgindade (ou pelo menos vai poder dizer isso para todo mundo), e de lá pra cá, o bom-moço que queria fazer um programa legal em que ele ajuda as pessoas enquanto as faz de trouxas, uma diversão considerada muito saudável pela maioria da população brasileira, parece ter mudado um pouco seu estilo de vida.

Culpe o casamento, a sociedade, a pressão por metas e audiência ou a simples cultura da zuera o antigo bom-moço contratado pela Globo tem se revelado um Justin Bieber da meia-idade. Não foi apenas por toda a treta que o envolveu na demissão de Russo, que deixou a emissora com uma mão na frente e outra atrás depois de cinco pontes de safena (e foi receber ajuda da concorrência), ou as diversas tretas do Peixe Urbano que envolveram autuações do PROCON, ou pela desagradabilíssima ação de marketing que envolveu um negro, comer uma banana e lançar uma camiseta sobre isso.

Alguma coisa aconteceu de errado nesses últimos quinze anos – o apresentador do programa que estreou quase todo em gincanas beneficentes (e que inclui Russo, o que saiu pelas portas dos fundos, nas suas memórias) parece ter perdido o rumo de sua vida por aí.

Como toda mãe preocupada nos perguntamos: seriam as companhias? Teria o Luciano começado a ouvir aquelas bandas de rock pesado que incentivam os jovens a perderem a linha? Foram os videogames de violência? Será que o Huck está jogando Magic: The Gathering

Nem mesmo aquele tal cara que cheira bíblia pastor soube nos responder. Mas os novos fatos, o nosso amigo Daniel Vieira expôs no seu Facebook em termos que até mesmo os mais obtusos conseguiriam entender qual o problema.

Em tempos de campanhas contra Turismo Sexual e da tentativa de se conscientizar contra o tráfico humano, eis que o apresentador ex-boa pinta manda essa:


Escreve Daniel:
“atualmente temos um número absurdo de mulheres (e homens também) sofrendo com o tráfico de pessoas para exploração sexual. São pessoas que foram iludidas com falsas promessas, talvez promessas como essa feita pelo Luciano Huck, e são levadas para outros países para trabalhar com a venda do próprio corpo em função do dinheiro e prazer alheio.” (leia a íntegra e compartilhe essa mensagem)

Para não ficar apenas nesse vazio, indica-se a quem ainda tenha alguma dúvida ou queira saber mais o documentário brasileiro que tem sido apresentado nas sedes da Copa do Mundo FIFA pelo O Outro Lado da Moeda:

Luciano Huck no Outro Lado da Moeda

Categoria: Utilidade Pública
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