Não acredito em sofrimento de sala de estar
nem na dor que se esquece pra ir pra balada
Não acredito nesse choro depois de conectar
nem nas palavras de uma canção publicada

Um poeta cansado,
cansou de ilusão
não vê mais nada.

Uma dor drenada,
cadê a paixão?
ela foi fabricada.

A vida é dura pra quem vive de maquiagem
precisar se esconder de uma triste verdade
não conseguir sentir nada na sua totalidade
Ser vazio como uma plantação na estiagem

Uma menina chora,
querendo crer
naquele sentimento.

O abraço demora,
fugindo de
um grande tormento.

Não acredito em quem crê em tudo que lê
nem em quem por pouco se mostra sofrer
Não acredito em quem afima que tudo vê
e mesmo sua hipocrisia finge desconhecer

Desconfiado vou
ando só
sem minha dor conhecer.

Abandonado sou
sem dó
e ninguém vai perceber.

Foi tanto tempo que andei por mim mesmo
hoje vi que aquela cegueira me contaminou
Tanto tempo cético, e nem sei o que passou
hoje vivo só, e na minha dor, ninguém crê.


Incrédulo infiel

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