O supra-sumo neopentecostal e carismático – o falar em línguas estranhas. Independente de onde se tenha ouvido sobre isso, seja numa comunidade evangélica ou católica, o falar em línguas sempre foi tratado como um dom, o qual se manifesta através do Espírito Santo.

Esse texto não trata sobre a legitimidade ou não da oração em línguas, ou se esse é um dom importante ou desprezível. Na verdade nem analisar a importância da interpretação eu vou. A questão é – por mais que brinquemos com os apóstolos e bispos que falam em línguas, assim como os levitas que começam a oração em línguas em seus CDs pomposos (e a oração se repete igualmente, em todos os shows), acho que eu nunca vi alguém banalizar um dom como eu vi dias atrás.

Enquanto muitos dizem que com Deus não se brinca, existem algumas pregações por aí que se não forem pegadinhas do Mallandro, a coisa tá ficando esquisita. Não é nenhum tipo de preconceito, mas uma observação pessoal: quanto mais novo o público, maior a quantidade de heresias e torções bíblicas para provar um certo ponto de vista (este sim, bíblico).

Para chegar a uma conclusão bíblica, muitos pregadores têm lançado mão de argumentos e lógicas heréticas – e essa pregação que eu ouvi é um exemplo claro disto.

A pregação era sobre o jovem manter-se no caminho da santidade – e o tema que ele comentava era bastante problemático para (eu creio que) todos nós: O que fazer quando pensamentos impuros (ou imorais, chame do que for), vêm à nossa mente?

Se pecamos pelo pensamento como podemos cortar o pensamento no meio, e cortar o fluxo antes que as coisas fiquem mais sérias, e os pensamentos se tornem desejos e os desejos comecem a nos torturar?

Eis a questão – para o qual nosso pregador da noite tinha uma solução mágica (como tudo mais que costuma não funcionar): toda vez que um pensamento desses invadia a mente dele… ELE COMEÇAVA A ORAR EM LÍNGUAS e começou a ensinar os jovens a como fazer isso – você está lá e vem aquele pensamento que você sabe que é errado, então você amarra Satanás. Eu te amarro, Satanás, sai demônio, você não tem poder sobre mim! Shebalashuria siri…

Gente, sério. Ele começou a falar deste jeito, falando estas palavras da suposta oração em línguas. Amigo, por mais que você fique chateado quando algué twitta um #siricantalánapraia ou #labashurias, eu nunca tinha visto alguém desprezar tanto o Espírito. Até mesmo nas brincadeiras menciona-se (e sabe-se) que isso vem do Espírito e não é você que voluntariamente faz esta escolha.

A pregação foi numa igreja evangélica, mas este vídeo é de um padre ensinando como orar em línguas. Sério, gente. Me ajuda. “Às vezes a gente vendo um ao outro fica mais fácil”.

Labashurias – a oração em línguas pós-moderna

Categoria: Igreja
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