Existe uma palavra egípcia, que remonta aos tempos faraônicos, Mâat, e essa palavra exerce um certo fascínio sobre mim. Não só por sua origem estar no que, provavelmente, é uma das épocas mais brilhantes da história da humanidade (naturalmente, para que não era um escravo), mas pelo seu conteúdo. Mâat, essa pequena palavra, tem um significado forte e importante na manutenção de todo o sistema egípcio antigo: faraó, o rei, deve se inspirar em Mâat, por entender que ele trará benefício.  Mâat, então é a verdadeira justiça, aquela que está além do que nós vemos, um conceito bem jusnaturalista.

O rei deve se inspirar na sua visão da verdadeira justiça para governar seu povo. Engraçado como, anos depois, viria um judeu inverter essa lógica. Porque, se no Egito, o rei aplicava a sua visão pessoal da Justiça e perfeição, o Evangelho de Cristo nada mais é que a visão da perfeição e da plenitude sobre o homem.

Não é o homem tentando reaplicar os conceitos de perfeição aqui, no mundo tangível, mas a Perfeição em si, vindo ao mundo tangível, humanizando-se em um ideal a se alcançar, um caminho a se seguir.

Por isso o evangelho de Cristo é tão transformador, tão importante e tão distinto de outras crenças; embora todas as religiões concordem que há algo de errado conosco, o único Deus que se sacrificou para salvar a todos, é o cristão.  Essa beleza do evangelho que não pode ser esquecida por nós.

A graça é o fundamental, o resto é acessório.

Mâat

Categoria: Igreja
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