O voltar é mais importante que o ir.

Até porque, chegar sempre é bom, por melhor que o tempo fora tenha sido, e por mais variadas que sejam as cobranças e o peso da realidade recaia sobre quem chega de uma forma assim, inexplicável.

Chegar geralmente significa ver aquela lista de tarefas amontoadas, das mais variadas classificações possíveis e imagináveis, coisas que você nem sabia que fazia. Mas chegar dá um certo conforto.

Porque, toda vez que chega-se de volta, o tempo perdido converteu-se em maturidade. Querendo ou não, qualquer ida acrescenta algo. Uma reflexão, uma história, alguns fatos. Talvez várias. Uma noção de mundo e do eu distinta da que carregávamos, fechados aqui no nosso canto.

Ir faz parte da natureza humana, é a razão se desesperando para não ser engolida pelo incrível número de preconceitos e previsões que se abatem sobre nós quando fazemos algo mecanicamente.

C’est la vie. Aprender, reaprender e mudar conceitos. Fazer as mesmas coisas em lugares diferentes e chegar em resultados opostos, e perguntar-se porquê. Já que, se conversar com um curitibano na rua e for ignorado, isso não necessariamente é grosseria. Mas trata-se de cultura.

E aí, aquele seu colega que você costumava achar arredio, ou mal-humorado, parece mais humano, de repente. E, mais ainda, deslocado. Numa cultura diferente, com a qual ele ainda não está acostumado.

Então você tem a chance de mudar sua atitude – ou não. Depende da maturidade que você ganhou, entre o ir e o voltar.

Mais do que o ir, o voltar

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