Ainda não é oficial, mas caiu há poucas horas uma bomba no Twitter – Marcos Feliciano (aquele pastor que acha que a África é maldita) está a um passo de se tornar presidente da Comissão dos Direitos Humanos – o excelso Partido dos Trabalhadores repassou a cadeira para seus aliados do PSC (Partido Social Cristão), do qual Feliciano é o maior expoente. Esse cara é um dos motivos que me levou a escrever o post imediatamente anterior à esse, no qual eu falava sobre cristãos políticos – e não sejamos hipócritas, qualquer um que vá entrar, vai ser a voz do próprio Feliciano lá dentro.


Eu não sei muito o que dizer aos ateus, aos grupos LGBT que apoiaram e votaram no PT nas últimas eleições, acreditando que a esquerda seria o menos pior caminho. Não sei o que dizer aos cristãos católicos que definitivamente não são o povo defendido pelo (eu não tenho palavras pra escrever algo aqui sem ser extermamente cínico nobre/excelentíssimo/santo) pastor. Não tenho o que dizer aos cristãos evangélicos que não fazem parte do sistema proposto pela igreja desse líder, e que, ou tendo acreditado que votar nele fosse uma boa resposta ao país, ou que ficaram horrorizados com a votação absurda que ele conquistou.

Parabéns, parabéns. Depois da hipocrisia dos torcedores do Corinthians, vocês estão de parabéns. 2014 está aí e as siglas evangélicas virão com mais força, depois de todo o bafafá que o Malafaia foi capaz de produzir. Vocês podem não acreditar, mas existem pessoas que apóiam que eles tenham espaço na mídia, a qualquer custo, independente do que falem. Sim, existem aqueles que acham que o importante é falar sobre os evangélicos, seja mal, seja bem. Existem aqueles que acham que apesar disso tudo, os holofotes virados para a igreja evangélica vai trazer algo de bom.

E cá entre nós, petiçãozinha nenhuma do Avaaz vai mudar isso – falando em Avaaz, Renan mandou aquele abraço pra vocês.

Marco Feliciano, presidente da Comissão dos Direitos Humanos

Categoria: Opinião
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