Eu gostaria de entender algumas coisas da humanidade. Há algumas coisas nessa gente que eu não entendo. É muito fácil apontar o dedo e dizer que está tudo errado, sendo genérico. É muito fácil assistir meia dúzia de noticiários, ver sérios candidatos à Datena esbravejando em jornais locais, e ler editoriais de revistas semanais e jogar tudo pra cima e desistir.

Não tá fácil acreditar que temos muito futuro. São todos os tipos de crise, entre homens, entre homem e natureza, entre homem e universo, entre homens e o cosmo. Até mesmo Seiya teria problemas pra elevar o cosmo no seu coração se lesse um jornal de capa-a-capa, o Capitão Planeta entraria em depressão, e os Ursinhos Carinhosos fugiriam com medo da extinção.

Mas eu não entendo o que faz uma pessoa, no meio de todas as crises, todas estatísticas de roubos, assaltos, estupros e mortes por motivos fúteis (ou sem qualquer motivo), parar a moto, numa madrugada de sexta feira, pra perguntar pra algum desconhecido, alto, de jaqueta e mochila, que está segurando uma moto, se está tudo bem e precisa de alguma ajuda. Pode ser alguém que roubou a moto e ela deu chabu, pode ser alguém fazendo uma pegadinha pra assaltar, pode ser um cara que acabou de ver a mulher chifrando-o e está louco pra caçar confusão, ou pode ser um E.T. que vestiu a primeira roupa de ser humano que encontrou no caminho – ou qualquer outra coisa que ouvimos falar durante toda nossa vida.

Mas não, é só um cara que saiu do trabalho e ficou sem gasolina, porque a moto está sem marcador.

Eu não sei o que faz um cara, no meio da estrada, ao encontrar um carro com três homens tatuados, de portas abertas, com todos sentados e deitados no asfalto, parar e ver se precisam de algo. Pode ter acontecido uma briga, pode ter sido confusão por causa das drogas que carregavam, pode ser um acerto de contas, ou até mesmo uma isca para sequestro – quem garante que não é a hora que vai aparecer um caminhão com motorista furioso cujo único objetivo de vida é atropelar todos e torturá-los durante dias e dias numa casa escondida no meio do nada?

Mas não, é só um grupo de amigos que furou 2 pneus no meio da estrada, e não tinha sinal de celular pra pedir socorro.

Não sei o que acontece com a humanidade, não faço realmente a menor ideia. Só sei que, enquanto essas coisas acontecerem, há trabalho para a Igreja, há esperança para as almas perdidas e ainda há uma janela de tempo antes do apocalipse. Essa é a minha fé. Esse é o motivo pelo qual trabalho.

Não entendo o ser humano.

Categoria: Opinião
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  • só sei que: sááááábado de sooool, algueeei um caminhãaaaaaooooo. Praaaa leva galeraaaa, pra cumê fejãoooooo

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