Ser uma boa pessoa é quase como ser um bom piloto. Porque em ambas, não importa a perfeição que você faz tudo, um erro é suficiente para te atrapalhar pro resto da vida (ou da corrida).


Se um piloto sai da pista e cai na grama ele perde pelo menos 15 segundos essenciais numa corrida de alta velocidade, é isso que vai fazê-lo perder a corrida. Não são as pessoas lembrando desse fato, não é ele se sentindo culpado por isso e não é o sua equipe frustrada com ele que vão mudar o fato de que ele quem errou.

E assim é na vida. Quando erramos – cara, nós erramos. Não adianta dizer que estão nos culpando de tudo, tentar mostrar como o volante tinha travado, ou como mudamos a marcha errado; fomos nós que fizemos a besteira. Mas ao invés de assumir o erro e nos calarmos, não. Buscamos nos justificar. Trazer justiça a nós. Pra buscar um pouco de apoio, quando nossos amigos se frustram, quando todos nos culpam e quando quem ocupou o nosso lugar sorri.

Ser bom na vida é como ser um bom piloto. Se concentrar, enquanto quem nós frustramos na corrida (ou no dia) anterior nos xinga e nos despreza, apenas no que vem pela frente; juntar todos os erros passados, pedir perdão a cada um e prometer ser melhor (e realmente ser – ou repetir todo o processo).

E, independente do que aconteça, cada corrida é uma corrida. Se você vai falhar em São Paulo, em Curitiba ou no Rally dos Sertões, tenta não errar de novo em qualquer outro lugar do mundo. E se por acaso, no final do campeonato, este seu erro, que você saiu da pista, te tirar o troféu – lembre-se: ter dó de si mesmo não serve pra nada.

Mas, na verdade, se eu fosse um piloto, com certeza já estaria desclassificado do campeonato por atitudes antiesportivas.

Nas pistas da vida.

Categoria: Opinião
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