A gente se apega às coisas que estão conosco no dia-a-dia. São coisas simples, como a lapiseira que escrevemos, o livro da escola, ou aquele lugar da biblioteca que a gente sempre senta pra estudar. À medida que o tempo passa, as coisas evoluem. Passa a ser o nosso notebook, o nosso meio de transporte, o que usamos pra trabalhar.

Querendo ou não, nós sempre enchemos as nossas coisas de emoções. Não é simplesmente um notebook, é aquele que eu usei pra digitar toda minha monografia. Não é uma caixa, é a caixinha do anel de noivado.

Assim vão as coisas, aprendemos a dar valor nelas desde crianças; e o tempo e a maturidade nos lembram que elas são apenas… coisas. Objetos, sem importância.

Mas ainda há pessoas que, apesar da idade, continuam se apegando às coisas, como crianças, e dando, porque não, até nome a elas. Pode ser um hábito bobo, infantil, mas… pra quê ser frio em todos os momentos, se você pode se abrir a um pouco mais de vida?

Eu sou uma dessas pessoas. Não levo muito a sério, não me preocupo muito em decorar os nomes, mas eu não tenho como descartar as emoções que vivi, com algumas coisas. Uma camiseta, dada por uma ex, um bilhete de passagem, um pedaço de papel escrito por alguém. Tudo guardado, naquela caixa.

Por isso gosto de comprar coisas usadas. Elas vêm com uma história. Vêm com manias de antigos donos, com um pedaço daquilo que já foram. Eu não estou simplesmente comprando algo, eu estou tendo acesso à parte da vida de alguém, mesmo que seja uma fase já encerrada. É laço que, invariavelmente, me liga à pessoa.

Por mais que isso seja apenas nos meus devaneios de madrugada.

Bem vinda, Ayumi. Sony H-50.  Vamos nós, agora.

Nostalgic stuff

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