Ás vezes a máscara deixa de ser um mero adereço e passa a se tornar um símbolo de caráter enganoso. Vemos isso nas histórias em quadrinhos a máscara não esconde somente a identidade, mas transforma a vida de quem a possui. Os super-hérois colocam as máscaras e se transformam naquilo que não são na frente dos outros. A máscara é um modo de disfarce que não faz as pessoas saberem quem somos nós.

 Wikipedia

Máscara, em assuntos religiosos tornou-se quase sinônimo de pecado, demônio e pessoa enganadora. Falamos de pessoas que usam máscaras como aquelas que cometem os maiores crimes já descritos no Código Penal e agem na igreja como se fossem pessoas normais, santas e ungidas – e fingem que não tem pecados.

Depois, fomos um pouco além – mascaradas são todas as pessoas que fingem não ter defeitos, ou que preferem escondê-los por vergonha ou para manter uma imagem quase barroca de si mesmo.

Mas o fato é que o assunto dá muito pano pra manga. Vendo tudo isso, discutindo sobre isso e trocando ideia com alguns ungidos do twitter, tomei uma decisão, há cinco ou seis meses atrás – e venho falar sobre as consequências dela.

Há esse tempo (que não lembro exatamente quando foi), eu resolvi que ia começar a seguir alguns detalhes da lei, principalmente quando ninguém me puniria, mesmo não a seguindo – e aí vem algo delicado: no trânsito.

Decidi não ultrapassar a velocidade máxima permitida e sempre, sempre (ok, nem sempre, só não faço quando há risco de vida envolvido) parar para o pedestre atravessar na faixa. E o parêntesis é bem importante neste ponto.

Já fui quase atropelado, já fui xingado e ameaçado – principalmente por parar para pedestres, e só não fui atropelado porque eu saí da frente da caminhonete (aí eu não parei pro pedestre parar na faixa e expliquei o parênteses anterior), mas o resultado geral é positivo.

É positivo porque eu ando durante quase 2 km a 50 por hora, numa avenida para chegar em casa, que não passa ninguém durante horário algum – e de repente, eu tenho mais tempo.

Antes corria para chegar a tempo, hoje ando devagar e tenho mais tempo que antes. Não sei porque, só sei que funciona assim. Penso, planejo o dia, recordo meus erros, tento lembrar o que sonhei, e reparo muito mais nas pessoas – o que me dá muito mais material pra escrever.

Claro, infelizmente, nem sempre dá pra fazer isso, ou eu acabo escorregando pelo costume de sair correndo que é embutido na mente desde a 5ª série (até a quarta é só alegria) – o fatídico ginásio.

Mas o importante é isso – viver slow. Faça parte do movimento slow, e sinta a diferença.

O cair das máscaras – vivendo slow

Categoria: Opinião
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