Há alguns dias passei em uma missa. É, eu “underground[bb]“, de uma igreja formada por metaleiros, rappers, hippies e toda sorte de tatuados passei em uma missa. E sim, era uma missa de verdade, de domingo, não era uma missa de formatura ou de casamento. Eu sei que não fiquei muito tempo, estavam fazendo a ceia, quando eu cheguei. Mas eu não tinha ido pra missa, eu tinha ido pra 1ª eucaristia.

Mas esse pedaço da missa, assim como a entrega dos diplomas da 1ª eucaristia me bateu um sentimento… diferente. Toda aquela tradicionalidade, aquela institucionalização não parecia ter reflexo negativo algum, naquela comunidade ali. Apesar  de todos os contras, de tudo que poderia derrubar aquela comunidade, que pudesse frustrar as pessoas dali de dentro, trazer crises, e todos os problemas que a gente está tão acostumado a ver e… nada.

Fiquei feliz, aliviado até. O problema não são as pessoas, não é a instituição, mas quem quer desviar dela. Ver gente tão diferente, com uma manifestação de fé tão diferente, e ao mesmo tempo, no mesmo caminho. Não é o caminho que é diferente, não é a fé que é outra. É o meio de transporte.

Há quem prefira a harpa, há quem prefira o batido eletrônico. Há quem não goste do coro, assim como nem todo mundo gosta do gemido de uma guitarra distorcida. Há quem idolatre cantores, há quem respeite personagens históricos – porque o importante é compreender que todos somos Santos.

O Dia que eu fui numa Missa

Categoria: Igreja
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