Ontem à noite uma notícia emitida pela Folha de São Paulo estava meio perdida frente a tantos desastres e em meio a toda retrospectiva do que era a história de Bin Laden – notícia essa, porém de extrema relevância pro que se vem discutindo na web – até onde vai o direito de twittar?

Danilo Funke, embora tenha um sobrenome que nos faça lembrar de coisas ruins, vereador petista de Macaé, pode ser cassado por ter twittado o que ocorria durante uma seção parlamentar, que debatia planos de cargos de professores, discorrendo sobre votos e nomes de seus colegas vereadores.

Aqueles que o denunciaram dizem ele ter ferido a ética e o decoro parlamentar; ele se defende dizendo que, além das seções serem públicas, ainda são filmadas, contando inclusive com um cinegrafista próprio da Câmara de Macaé.

Mas…  o buraco é mais embaixo. Não é um simples embate que envolve a publicidade dos atos administrativos; ou o direito do cidadão saber o que tem feito o vereador de sua cidade; nem mesmo liberdade de imprensa, ou de expressão.

Numa análise rasa, é óbvio que Funke está certo, e ele fez um papel de justiça social, mostrando a realidade do que acontece na casa. Mas… por quê ele fez isso, minha gente? Será que um vereador ia falar do voto dos outros por ser bonzinho? Por que ele não comentou outras votações, ou debates no microblog, apenas aquela que o favorecia?

O problema não é o que foi feito – mas quem fez. Se um cidadão qualquer, independente de ser filiado ao PT, PSDB, PSC, PSDC, PSD, DEM, PELAMORDEDEUSQUESIGLAÉESSA?, publicasse em seu site pessoal ou (micro)blog a votação, não haveria problemas – ele não tem interesse direto em fazer um curral eleitoral, nem tem a ganhar com isso.

Se o referido vereador quisesse trazer um pouco de luz à política, poderia ter feito isso de várias outras maneiras – inclusive convidando seus seguidores a acompanhar a seção via site da Câmara ou TV Câmara (e eu nem falei de irem lá pessoalmente!).

É, rapaz. Essa política não tá fácil não.

O direito de… twittar?

Categoria: Opinião
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1 comment

  • Isso é perseguição! Quer dizer que o coitado do vereador não pode sequer twittar em paz!
    Ei! e DEM é um nome legal… Parece nome de organização vilã em filmes de ficção. 🙂

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