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Esse material foi desenvolvido para uso virtual, embora seus princípios possam ser aplicados à discussões a nível pessoal, sejam nas reuniões de família, na hora do cafezinho no trabalho ou no ponto de ônibus com aquela senhora de bengala e tendências levemente racistas que insiste em te achar rude se você não tirar os fones de ouvido para concordar com ela.

A questão é: como separar os assuntos que simplesmente não vão dar em nada, e a discussão vai só te dar dor de cabeça, encheção de saco e falta de vontade de olhar pra cara da pessoa depois disso tudo das conversas entre seres humanos?

Vamos pensar primeiro: como acontece uma discussão saudável?

Numa discussão saudável nós temos uma proposição e um argumento provocador que a rechaça, por exemplo:

ð  Propositor: O São Paulo nunca foi rebaixado.

ð  Provocador: O São Paulo foi rebaixado no Campeonato Paulista de 1991.

Temos então, alguns pontos em comum: o tema da discussão é se o São Paulo foi ou não rebaixado na sua história, e sobre a existência/validade do rebaixamento de 1991 neste tópico – num decurso normal de discussão, que embora boba, é saudável (há troca de ideias, apresentação de fatos e discussão de fatores objetivos e da validade da percepção subjetiva dos envolvidos).

Já uma discussão viciada é aquela que, por diversos motivos, não consegue manter uma temática (seja por malícia ou por desídia):

ð  Propositor: O São Paulo nunca foi rebaixado.

ð  Provocador: O São Paulo foi rebaixado no Campeonato Paulista de 1991.

ð  Propositor: Olha quem tá falando! Pague a série B, fluzinho!

Numa discussão viciada, o argumentum ad hominem (atacar a pessoa, ao invés de seus argumentos – afinal, o que tem a ver os rebaixamentos do Fluminense para definir se o São Paulo já foi rebaixado?); falsas induções (mulher de minissaia é piriguete); aplicações errôneas de regras gerais (todo homicídio é assassinato); uso da terceira pessoa do plural desconhecida (dizem que usar o celular causa câncer) e vários outros indicativos do uso de malícia.

INDICATIVOS DE MALÍCIA:

Lembramos que um indicativo de malícia é um momento de alerta para a possibilidade de malícia: nem sempre que forem utilizados os recursos, haverá malícia:

1)      Generalizações excessivas;

2)      Lutas contra uma classe (empresários, trabalhadores, manifestantes, etc) de maneira genérica;

3)      Não responder as perguntas propostas, mas realizar outras por cima (e exigindo respostas das perguntas próprias);

4)      Trazer diversos assuntos relacionados sucessivamente, com intuito de tirar o foco da discussão;

5)      Atacar a dignidade ou a honra de quem discorda ou questiona as premissas lançadas;

6)      Personalizar os questionadores, levando para o lado pessoal toda argumentação contra suas proposições;


O Guia Definitivo das Discussões que Não Valem a Pena

Categoria: Utilidade Pública
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