essainternet



O messias de hoje não seria cristão. ‘É preocupante quando os principais valores que norteiam os cristãos nas eleições foram “alternância de poder”; “recessão técnica” e “revolução comunista”. Expressões como “fome”; “justiça social” e “verdade” passaram longe de qualquer corrente de whatsapp.

Engraçado reparar como os seguidores de Jesus conseguem se afastar da Bíblia em quase todas as escolhas sociais que precisam fazer: é só dar um palanque para um cristão para vê-lo cair.

Se seguidores de Jesus fôssemos, estaríamos preocupados não com a bolsa de valores, o índice de ativos ou o valor da Petrobras, mas com o nosso irmão que passa fome e sede. Não me recordo de Jesus estar preocupado com o alto preço dos cavalos (ou jumentos, já que o jumentinho era quase uma BMW, né?) ou com a exportação da safra de trigo.

Da mesma forma, Jesus estaria preocupado com o desemprego da população que o seguia, com os padeiros e os fazendeiros que tinham perdido todos os seus trabalhadores que passaram a “vagabundar” pela Galiléia, e não teria partido um pãozinho vagabundo e dado de comer e beber aqueles que o seguiam. Será que realmente os cristãos deveriam combater o bolsa-família, que dá estupendos setenta reais a quem cumpre uma série de pré-requisitos, e lutar para que as pessoas parem de ganhar o peixe e sejam ensinadas a pescar?

O movimento LGBT precisa ser detonado pelos cristãos para acabar com qualquer chance de ditadura gay. O casamento é só para nós, o Estado não deve servir para defender suas atitudes pecaminosas, assim como Jesus foi o primeiro a pisotear e apedrejar a mulher adúltera.

Às vezes, parece que a igreja é a corrente contra a qual temos que nadar, por mais underground que ela pareça.

O messias não seria cristão.

Categoria: Igreja
142 views