A sociedade consumista impõe um padrão em que as mulheres precisam ser estéticamente perfeitas, com medidas consideradas ideais (Curiosidade: elas existem, e são: 85 busto, 60 cintura e 85 quadril, como você pode conferir aqui), propagandas de mulheres de biquíni exibindo o corpo sarado e agora homens sem pelos! É um absurdo que façam isso, em pleno século XXI, quando as pessoas buscam cada vez mais fugir da alienação e a publicidade continua por impor um padrão social! Eu não acredito nisso! Fora Gillette, eu gosto dos meus pelos, eles são genéticos e você não pode me considerar subumano! Fora Sukita, eu nasci há mais tempo que a menininha perfeita do 15º andar e ela pode gostar de mim pelo meu intelecto ou pela minha cara de retardado mesmo! Fora Rede Globo, Roberto Marinho é trafiNÃO, PERA.


Deixa o tio Abigo explicar uma coisa pra vocês: não é a propaganda que define o padrão de vida das pessoas. A publicidade é um reflexo da sociedade, e não o contrário. Quando você diz que a sociedade é consumista não é porque a propaganda foi lá e obrigou as pessoas a comprarem mostrando produtos charmosos. Não é a propaganda da Nike que faz a Nike ser cara ou uma marca mais famosa que Rainha, por exemplo. A propaganda é um reflexo disso.

Tanto é verdade que a propaganda bonitinha e politicamente correta da Dove é uma propaganda legal, mostrar a beleza de toda mulher e tal – mas não mudou nada: nas baladas, nas praias, nas ruas, a preferência ainda é a mesma. Não é a propaganda das praias do Caribe que fazem as praias do Caribe serem mais chiques e mais caras. É a sociedade. Eu estou dizendo que é imutável? NÃO, pelo amor de Deus. Deixa eu te contar um segredo (que não é tão secreto assim):

Você sabia que o padrão estético da sociedade nos anos 50 eram mulheres gordinhas, e as magrelas não eram consideradas bonitas?


Você sabia que pelos nos homens eram bonitos até os anos 90, e quem não tinha barba era considerado criança?

Você sabia que na Idade Média mulheres bonitas eram as que tinham ancas largas?

E você já reparou que todos esses conceitos estéticos mudaram? Adivinha só: as preferências da maioria mudam porque as pessoas mudam (ou morrem). Vamos ser sinceros aqui? Quem anda comigo sabe que eu não gosto de loira. Já namorei mulheres com cabelo claro, quase loiro, mas eu não gosto. É pessoal. Estou ofendendo alguém? Não, eu só não acho bonito – sabe o que uma loira faz quando dá de cara com isso? SEGUE A VIDA.

Desculpa, Britta, não vai rolar...

Existe público (e preferências) pra todo tipo de gente, amigo. Se tem até uma pá de gente que pegaria o Sidney Magal e o PC Siqueira, eu te garanto: tem público pra você. Se você não quer ficar malhado bombado e depilado, eu garanto: tem gente que vai gostar de você. E você não precisa ficar de mimimi porque a maioria tem preferências diferentes de você.

Quer um outro exemplo? Nerds. Todo mundo detestava nerds. No ensino fundamental da maioria que lê esse texto agora usar óculos era praticamente pedir pra sofrer bullying – hoje não, é hype. E eu não morri por isso, além de ter feito cirurgia pra curar a miopia há dois meses. Vou morrer? Não, pombas. Estética não é tudo no mundo. E se vocês não se importam com estética mesmo, deveriam se preocupar menos com quem se importa. Cada um tem suas preferências, não é mesmo? (:

Enquanto isso, e enquanto o mundo for mundo a publicidade vai reproduzir e oferecer propagandas baseadas no gosto da maioria das pessoas – e investir em nichos de maneira menor, naturalmente.

Padrão de estética da sociedade VS mimimi e como a Gillette se ferrou.

Categoria: Opinião
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