Há pessoas que não se contentam com o normal, já reparou? São pessoas que, por mais que esse normal seja benéfico, não aceitam o preço a ser pago por ele.

Aquelas pessoas que insistem em fugir dos padrões que foram colocados pela sociedade; pessoas que, embora tenham um potencial reconhecido, parecem sabotar a si próprios durante sua vida profissional.

Em todo lugar que se vá, romper com a ordem, com o habitual, fazer o novo, romper com os paradigmas; isso tá sempre na moda. Mas por que essa mania de querer largar pra trás aquilo que foi tão arduamente conquistado, isso que parece ser o ideal, já que foi montado ao longo dos anos? Por que inventar em cima daquilo que já é considerado como certo?

Esse texto foi escrito para uma visão profissional, porém pode ser aplicado à sua vida pessoal e, sem dúvida alguma, sua vida espiritual, ou qualquer outro nome que você dê ao que faz.

Para entender porque se vê o paradigma como algo tão ruim, é preciso entender o que é um paradigma.

Paradigma é, segundo a Wiki, um “pressuposto, […] um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.”

Paradigma é tudo aquilo que se adota como referencial quanto a determinado assunto. É o nosso modelo. Seguir o paradigma é deixar seu trabalho, seu projeto redondinho, de forma que todos vão entender, vão saber o que você quer, e vão chegar a uma conclusão lógica, sem maiores esforços.

Fato I: Paradigma é todo caminho que já foi trilhado inúmeras vezes, tido
como certo e seguro

O problema é que o paradigma é finito, e tem seus malefícios. Chega uma hora em que ele não é mais suficiente para manter um sistema. O fordismo, por exemplo, trouxe as linhas de produção, quebrou o paradigma anterior, gerou uma segunda revolução industrial, mas se tornou um paradigma que foi facilmente superado pelo toyotismo (e até hoje as montadoras tradicionais tentam correr atrás do prejuízo causado pelas asiáticas).

E, assim como deu um boom econômico aos EUA, o fordismo trouxe todos os danos ao trabalhador ressaltados pelo marxismo – digo sobre a teoria desenvolvida por Marx e Engels, a alienação do trabalhador, e etc.

O paradigma então, embora seja uma linha-mestra que nos guia a um resultado tido como certo, tem um defeito: ele nos cega para saídas alternativas, e ficamos presos à sua sensação de segurança. E justamente essa sensação de segurança que ele nos dá, é o que nos condena durante uma crise.

Fato II: O paradigma nos prende à sua verdade.

Oras, se eu creio que aquilo dá certo, então, ao estudar a crise pela qual estou passando, eu não me preocupo com aquele paradigma – o erro simplesmente não pode estar ali. E é aí que grandes empreendimentos começam a afundar.

Eis um motivo de por que são sempre as pessoas mais surpreendentes que tomam a frente durante uma crise: São pessoas que não foram cegadas pelo paradigma posto. Pessoas que relutaram com aquele ordenamento injustificado, mesmo que muitas vezes não soubessem o motivo.

 Fato III: Lideranças eficazes são aquelas que conseguem superar paradigmas

Qual a crise na sua vida que você não tem conseguido superar? Qual paradigma que você tem adotado que já foi superado, e você ainda não conseguiu passar por ele?

Paradigmas (I) – O que são, porque vieram, e para onde vão

Categoria: Opinião
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