Eu trabalhei numa gráfica – digo trabalhei porque hoje foi meu último dia lá, e bom, em qualquer emprego a gente vê coisas que nos fazem refletir, algumas boas, outras ruins, mas a maioria mesmo, só nos faz refletir.

Hoje, enquanto dobrava encartes de CDs (em gráficas off-set você faz de tudo, uma coisa mais bizarra que a outra), via um colega de serviço preparar as folhas pra impressão de banners – corta daqui, corta dali, corta pela metade, pega a metade, corta, corta a outra metade, faz uma margem, corta de novo.

Isso com sete blocos de folhas (cada bloco com mil folhas), ficou mais de meia hora nisso, o que me leva a pensar. Ele gastou mais de meia hora e não fez trabalho algum, de fato. E quanto tempo a gente perde em fazer coisas que nos permitam fazer o que a gente realmente quer?

E muitas das vezes, não dá certo no final – é a gente batendo cabeça na parede tentando chegar a um lugar que não é onde devemos estar. É tentarmos juntar dinheiro pra fazer um evento, e pra juntar dinheiro, fazer algumas ações, e pra fazer essas ações arrecadar dinheiro.. e no fundo o evento não sair do papel, porque Deus tinha outros planos; foi o que aconteceu com o Khronos.

Não prego o utilitarismo (você precisa estar fazendo algo que seja útil em todo o tempo), até mesmo pela complexidade do termo útil, mas é necessário refletir sobre aonde queremos chegar, não num sentido metafísico, mas bem prático mesmo: é possível chegar ali? Dá tempo? É viável terminar aquilo tudo? Vai ter resultado? Ou é só um desejo, uma vontade?

Não que suas intenções sempre sejam egoístas, ruins, ou furadas. Mas é que nem sempre a intenção nossa é o melhor, pelo menos não o melhor de Deus.

Perda de tempo

Categoria: Opinião
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