Desde ali pela época do vestibular, quando o Orkut ainda era por convite, o Youtube estava dando seus primeiros passos e câmeras digitais com 5 megapixels eram sonhos de consumo (você pode imprimir fotos do tamanho A4 com elas!), as pessoas repetem um comportamento (e eu nem estou falando de falar que tal rede social está uma porcaria, isso já é senso comum) no mínimo estranho.

Toda vez que: (i) precisam estudar; (ii) precisam se concentrar em algo específico; (iii) tem algum tipo de frustração com as pessoas; (iv) são criticadas por suas atitudes; (v) terminam um relacionamento; (vi) entram num novo emprego; (vii) [insira aqui outro problema] a primeira coisa que essas pessoas fazem é se afastar da internet (ou até mesmo excluir seus perfis) – afinal, a internet é uma perda de tempo.

Em 2006, época que estávamos ressuscitando o mIRC, e que era modinha ter uma rádio online, juntamos um grupo de vestibulandos num canal, #Estudantes, onde as pessoas podiam tirar dúvidas, e havia um programa noturno de rádio debatendo sobre temas de História, Política, textos de Literatura e outros assuntos pertinentes – chegamos a tecer comentários sobre química orgânica no canal (com toda a parafernalha de sobrescrito e subscrito que era exigida pra digitar uma fórmula dessas na web) – tudo isso feito por estudantes, sem nenhum professor monitorando ou coordenando o processo.

Resultado: muitos de nós estudávamos quando estávamos na internet, matando tempo, e acabávamos estudando mais para poder participar mais ativamente do canal. O que é isso? Sonho, ilusão? Não, foco.

Hoje, pleno 2012, há muito mais recursos para se estudar online do que antigamente. Ao invés de um programa de rádio, hoje há podcasts que podem ser salvos, carregados em MP3, há possibilidade de se gravar vídeo-aulas no Youtube, há grupos de discussão no Facebook e ter um blog é infinitamente mais fácil e te dá muito mais ferramentas. Afinal, não adianta reclamar que a escola ainda vive no séc. XIX e no quadro negro-caderno-cópia, se você mesmo em casa sempre volta pra esse modelo antigo. Aproveite o que o séc. XXI tem pra oferecer e use o que melhor se adequar aos seus estudos. Vai fazer diferença.

Não se afaste dessa gama de recursos, dessa possibilidade de você se envolver mais ainda com seus estudos fugindo da internet e das redes sociais. Seja responsável, amadureça e saiba como usar o que você tem – pode ser um diferencial, assim como foi para nós.

Preciso sair da internet -tenho que estudar!

Categoria: Opinião
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