Mariana precisa de você

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Mariana, cidade de quase 60 mil habitantes, no sudeste de Minas Gerais, já foi até capital quando o Estado era apenas uma capitania da Coroa Portuguesa – uma das maiores produtoras de ouro do séc. XVII. Mais de  80% do PIB da cidade (R$4,3 bi) vem da Samarco, produtora de minério, cujas donas são a Vale S/A e a anglo-australiana BHP Billiton.

Na tarde de 05 novembro de 2015, o subdistrito de Bento Rodrigues (MG) foi atingido por uma catástrofe há muito anunciada – o rompimento de duas das três barragens de água com rejeitos de minério (estudos divulgados pelo Terra mostram que a maior parte dos rejeitos é formada por lama e ferro, o que impossibilita o tratamento da água. Além disso, análises preliminares mostraram uma grande quantidade de mercúrio). Mais de 600 casas foram destruídas, e os moradores, que não receberam alerta da empresa, se salvaram correndo para as partes altas da cidade.

Várias cidades no percurso que corre a lama já interromperam o fornecimento de água para moradores ou planejam fazê-lo em breve. Escolas cancelaram aulas e caminhões-pipa e garrafas de água foram enviados às cidades que mais foram impactadas pela lama tóxica.

O Estado de Minas publicou um infográfico com todas informações acerca dos danos causados e previstos, que pode ser conferido aqui.

O que vai acontecer quando esquecermos de Mariana?

Quem é Mariana surgiu com o objetivo de mostrar o que terá acontecido com a cidade após o desastre – seis meses depois, quando a mídia tiver ido embora e as atenções do país se dissipado, como sobreviverá a cidade com o seu principal recurso financeiro suspenso? Como sobreviverão as famílias impactadas pelo desemprego e pela falta de teto? Como estará a fauna e flora local? O que acontecerá com as pessoas no raio de destruição da lama contaminada até o rio desaguar em Regência (ES)? Como a vida dessas pessoas será impactada e como elas conseguirão continuar com os seus caminhos?

Para tanto, percorreremos a estrada de Mariana (MG) a Regência(ES), numa viagem de pouco mais de mil km, seguindo o curso do Rio Doce, e de lá seguiremos para Vitória (ES) conversar com especialistas no tema e pesquisadores da UFES – Universidade Federal do Espírito Santo para analisar o desastre e as futuras consequências sócio-ambientais.

Os resultados dessa pesquisa, além do diário de bordo da viagem estarão disponíveis em um site que vai chegar em breve, e todos os textos e produtos áudio-visuais serão disponibilizados através de licença Creative Commons. Com sorte, conseguirei catalogar tudo em um e-book, que também será publicado gratuitamente, com a possibilidade de efetuarem doações ao adquiri-lo.

A previsão de duração da viagem é entre 10 e 15 dias, desde a saída de Mariana até a chegada em Vitória, e os custos estimados estão abaixo. 🙂




E eu com isso?

A viagem foi planejada em três dias, com a ajuda de grandes amigos e professores, que forneceram dicas, apontamentos, melhorias e dados para solidificar o projeto. O fato é que o projeto vai acontecer – a questão aqui posta é o como.

Afinal de contas, são mais de 2 mil km ida e volta, considerando que a saída seja de Uberlândia, e não de Campo Grande, onde vivo atualmente. Com recursos próprios, posso fazer o mínimo que acredito que seja necessário, porém, é claro, o projeto pode ser ainda maior e melhor, e é aí que você entra. O equipamento técnico todo já existe, e já está adquirido, porém gastos como gasolina, a possibilidade de ir de carro e alimentação estão abertos – a ida de carro possibilitaria que mais pessoas fossem, seja para dividir a direção como para auxiliar na coleta de dados e nos registros obtidos.

Além da doação financeira para arcar com os custos da viagem, você também pode ajudar divulgando o projeto ou oferecendo seu conhecimento técnico ou social: conhece alguém que mora em alguma das cidades afetadas? Sabe onde poderíamos dormir ou encostar o veículo enquanto conversamos com as pessoas? Tem experiência científica, seja em biológicas, exatas ou humanas sobre o tema? Mora na região e gostaria de participar de uma parte do projeto? Fale comigo através do e-mail igor@ikkei.com.br 🙂

E como posso ajudar, então?

(a) Doações: A primeira forma é, claro, doando. Qualquer valor (pedimos que seja a partir de R$1, pelas taxas do PagSeguro) já vai dar uma mão danada pra equipe que vai estar na estrada. Você pode doar aqui.

(b) Presencialmente: Mas você também pode participar da viagem – seja conosco do começo ao fim dela, seja em parte dela, na sua cidade natal, recepcionando nosso grupo, arrumando contatos, envolvendo-se com a logística de tudo.

(c) Divulgando: Não adianta o projeto ser bonito e ter gente participando se ninguém ver os resultados. Você pode compartilhar os textos, imagens, pra que mais pessoas saibam o que está acontecendo e aconteceu na região do Rio Doce. E vai que um dos seus contatos não anima a participar também? Quanto mais envolvidos, melhor vai ser o resultado do nosso trabalho!

(d) Explicando: A sua experiência e conhecimento técnico-científico são importantíssimos pra esse projeto! Estudou ou pesquisou algo que tenha a ver com a situação dos moradores, da fauna ou flora da região? Já desenvolveu projetos que envolvam recuperação ambiental, impactos sócio-econômicos de desastres ambientais, projetos de moradia emergenciais ou qualquer outro tema que tenha afinidade com o que vamos encontrar? Fale conosco, sua contribuição será bem-vinda!

Duração (previsão)

Preparação (fechamento, confirmação do itinerário de viagem, reuniões com a equipe): 5 dias
1ª fase (viagem): 10 dias
2ª fase (vitória-es): 5 a 7 dias

O Idealizador

Olá, eu sou o Igor, ou o Irgo, como vocês podem ter visto pelo endereço do site. Tenho 25 anos, sou advogado formado pela Universidade Federal de Uberlândia e estudo Jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Sou fotógrafo comercial desde 2008 (e você pode ver meu porftólio neste mesmo site, aqui).

Vocês podem me encontrar no Facebook, Twitter e no Instagram.

 

A Verba

Alimentação (p/ pessoa): R$ 300,00

alimentacao

Gasolina Carro: R$ 1.000,00