Vou jogar o segredo de conversar com a mina que você gosta: CONHEÇA ELA, INFELIZ. É o melhor caminho pra não dar nenhuma rata, não falar nenhuma besteira ou citar como o pai dela deve ser ciumento – logo antes de descobrir que o velho está internado em estado grave na UTI, com câncer no estágio 4 (acontece mais do que você imagina).

Conheça a garota, saiba que ela gosta de Avenged Sevenfold, antes de você falar que é metaleiro e ela fazer você ouvir o metal mais leve do mundo pelo resto da sua vida (ou por um futuro assustadoramente próximo); descubra se ela é cristã ou não e qual o nível da tradicionalidade dela – se ela namora de mãozinha dada depois de orar por 03 anos e uma pomba branca revelar que você sim, é o enviado de Deus, ou se ela é porra-louca e teve umas quatro ficadas gospel nos últimos três meses.

“Mas Abigo, como eu vou fazer isso? Pergunto pros amigos dela?”

PELOAMORDEDEUS, se você quer ter alguma chance com essa garota NÃO – não pergunte a nenhum amigo dela (aliás nem os trate como se fossem seus amigos logo de cara, isso não é legal). Como você vai saber? Pergunte – entre numa conversa, e pombas, como você foi se apaixonar por uma garota e não sabe nem o gosto musical dela? Cê tem problema? Mano, ignore os quatro sobrenomes dela, a ascendência russa, o número do sutiã – ignore até mesmo o curso que ela quer fazer (ou faz) na faculdade, mas saiba qual o gosto musical dela.

Essa informação é muito mais importante e preciosa do que qualquer outra coisa – e mesmo se ela curtir Biquini Cavadão e Los Hermanos, isso é muito mais fácil de se puxar uma conversa do que ‘você viu que a Universidade Federal de Monte Carmelo abriu curso de Engenharia de Agrimensura esse ano?’. Com o bônus que você não vai parecer tão idiota assim (mas ainda há chance).

“Mas Abigo, eu falo com ela e ela não responde”

Você já considerou que pode estar fazendo isso errado? Principalmente se dizer ‘oi’ logo que ela pula online no MSN religiosamente nos últimos quinze dias, mesmo que ela entre umas 3 ou 4 vezes por dia?

Já considerou que chamar ela de ‘linda’, de ‘meu bem’ e outras variáveis requerem um nível de intimidade que você não tem (e vai continuar sem ter)? Já considerou que chamá-la de ‘moça’, de ‘mocinha’, ‘menina’ já dá na cara praonde vai essa conversa, antes mesmo de você mostrar como é legal e vale a pena te dar uma chance (mesmo que seja feio pra burro)?

Pra você ter noção, quem me falou essas palavras foram elas, cara. Tá mais batido que carro do Senna.

A questão é ser criativo. E criatividade não vem de ler textos, de revirar manuais ou decorar passos. Não é um curso que vai te fazer conquistar a mulher que você gosta, vai ser você tentar – mas tentar como homem, não como menino.

Agora chega desse papo de adolescente cheio de espinhas.

Quer a garota? Faça diferente, ora.

Categoria: Utilidade Pública
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