Sim, eu sei hoje é sexta – li isso algumas vezes no twitter. Sexta, um fenômeno tão impressionante e tão raro que é invocado desde sua véspera. E sexta, não, não é dia de dorgas. Mas já que estamos numa sexta, porque não falar de (AIMEUDEUSDOCÉUQUELIMDSESSEBLOG) de namoro. Ah, não, essa não é uma discussão sobre se pode beijar ou não no namoro. Nem como ser ungido, ou com quantas orações se quebranta o coração de Deus. Na verdade, esse post vai um pouco mais além.

Se o problema da igreja é que ela se afastou da realidade, e os blogs gospel nada mais se tornaram que uma frustração para quem queria uma igreja mais… (Sincera? Real? Honesta? Aberta?).

Já que ninguém sabe direito se pode beijar ou não, porque vai pra cada um, o que teríamos a dizer sobre… Amassos?  Porque, bom, se beijar pode, dependendo de cada limite, qual seria o limite das pegações – dentro do namoro? Se a igreja entrou na web para interagir, e para dar a  cara a tapa, qual o limite do romance?

Bom, já vou dar minha resposta pessoal – estamos aqui não é só pra bater, mas pra apanhar também. Não vou me fazer de santo, e tenho um sério problema com isso, essa parte de beijos e abraços, e por aí vai (na verdade não é bem problema, mas solução). Sei que tudo tem limite – e partindo da afirmação que existe um máximo que eu não posso chegar, que não é o sexo, mas o prazer próprio (a masturbação é considerada como pecado não pelo gozo, mas pela busca individual e egoísta do prazer), tem uma zona cinzenta ali entre o dar prazer e o buscar prazer.

E essa zona cinzenta se torna muito mais complicada num namoro, afinal, o namoro nada mais é que um relacionamento que, embora haja um comprometimento entre os parceiros, não há exatamente uma responsabilidade. Eu me comprometi com a Joyce, em estar com ela, mas eu não sou responsável por estar com ela e ser por ela em todos os momentos – isso é o casamento.

É nessa falta de responsabilidade entre os parceiros que se apoiam a maioria das pessoas e doutrinas que são contra o beijo, ou seja, essa discussão não é nova. Mas o que eu percebi (minha visão pessoal, de acordo com minhas experiências e que eu adoto como verdade) é que, quando se começa a flexionar alguns limites, e se entra nessa zona cinzenta num namoro, o namoro tende a decair.

O relacionamento começa a ter problemas, feridas antigas começam a se abrir, e… cai tudo por terra. O problema da sexualidade num namoro é que, pela falta da responsabilidade (com o outro, sempre), tendemos a esquecer que a outra pessoa tem um passado. Não fomos só nós que tivemos relacionamentos anteriores e nos frustramos com eles, às vezes, aquelas histórias horríveis que você conhecia só de ouvir falar, podem estar bem à sua frente. E entender e compreender os limites de cada um é importante.

Eu sei o meu limite, e sei que sou fraco. Muitas vezes eu já o ultrapassei, mas em todas elas, eu fui maduro suficiente pra conversar sobre isso. Se o principal de um relacionamento é a conversa, não é nessa hora que se abandonaria o fundamento.

Conheça seu limite. Converse com seu parceiro. Seja não só comprometido, mas responsável. Exercite sua sexualidade, mas em parceria – e com respeito.

Se a ideia é falar do que a igreja não fala, é hoje!

Categoria: Igreja
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