Não é fácil agir quando o seu está na reta, muito menos quando não está na reta – mas você vai colocar. Arriscar, tomar o primeiro passo, pôr o corpo na frente – nada disso vai se tornar mais fácil com o tempo, ou com a experiência.

Já dei a cara pra bater inúmeras vezes, e já apanhei nas duas faces (com bônus de chute na canela) na grande maioria delas, e mesmo assim, de vez em quando me vejo receoso, ou com um pé atrás com alguma coisa.

Parece que, quanto mais experiência você tem, mais difícil é se arriscar – por isso há tantas pessoas que se ausentam, sabendo do riscos que correm; por isso tantas igrejas param no tempo, depois de um surto de criatividade e revolução. Por isso, líderes de revoluções se tornam mais conservadores que o sistema que eles lutavam contra, eles apanharam demais para chegar ali, e não querem arriscar o pouco que têm, ou conseguiram.

Como ouvi, dias atrás, quem muito repartiu seu coração tem medo de entregar o pouco que sobrou pra alguém – e acaba se fechando, com medo de perder a si mesmo, e acaba se fechando a um relacionamento que tinha tudo pra dar certo (ou não).

Fica cada vez mais difícil deixar rolar pra quem sempre deu com a cara na parede. Ver as coisas irem pro mesmo caminho de antes e não saber o que fazer pra evitar tudo de novo; é, eu entendo quem se esconde. Mas Deus me livre do dia que eu não quiser arriscar – viver por viver, é melhor parar com isso logo.

Aos trancos e barrancos, com as pernas tremendo e fala confusa a gente vai, a gente chega, a gente apanha e continua. Por pior que esteja a cabeça, depois de me frustrar novamente, pelo menos a consciência continua limpa e a fé perseverante.

Se omitir nunca foi uma opção.

Categoria: Opinião
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