Deus nos livre de um presidente que proíba o carnaval pelas consequências que um evento pode ter. Deus nos livre de você, Danilo, presidente deste país. Porque um presidente que proíbe o carnaval por causa de estupros, proibiria o funk pela objetificação da mulher e pela violência. Proibiria a TV pela alienação e pela extrema sensualização e pela extrema violência de alguns conteúdos – proibiria a internet porque é um campo de impunidade nos direitos autorais e serve de refúgio para uma série de pedófilos e sequestradores. Um presidente com essa mente tão fechada e ridícula proibiria a homoafetividade porque ela é promíscua, e fecharia as igrejas evangélicas porque elas são alienantes e guiadas muitas vezes por estelionatários.


Uma pessoa dessa, chegando à presidência, proibiria o rock por incitar à violência e ser contra a ordem pública. Daria ordem para as baladas só irem até à meia-noite e muniria os barmen com bafômetros, para que ninguém bebesse além da conta.

Um presidente desses seria a maior realização de uma teoria de Vigiar e Punir, além de qualquer coisa que Foucalt teria imaginado, um presidente como este jamais seria deposto. É Gentilli, em breve esqueceríamos o seu nome, te chamaríamos apenas de presidente, e você se tornaria um mito, produzido artificialmente por medidas que a maioria (seja quem for essa maioria) apoiou. Você se elevaria a um status de semidivindade e tentaria se aproximar de nós como alguém que cuida dos nossos interesses porque sabe o que é melhor para nós, como um irmão mais velho. Isso, um irmão mais velho. O Grande Irmão.


Então, Danilo, por favor, me poupe. Continue com seu programa que Agora é Tarde, e pare de tentar ser tão polêmico quanto seu amigo Rafael Bastos. Deixe ele fazer papel de moralista incompreendido.

Se você fosse presidente, Gentilli…

Categoria: Opinião
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