Acostume-se, eu não vou sair despejando tudo que fiz ou que faço pra vocês, em aberto. Quando me perguntam, respondo, ou digo quando acho necessário (posso errar, com certeza). Não que eu ache que não deva nada a ninguém, mas porque me conheço, e sei que minha fraqueza está em querer me vangloriar naquilo que faço ou deixo de fazer.

Gosto de ouvir histórias de amigos, de saber de quem se mexe, mas muitas vezes, só como ouvinte, me tomam como inerte – um bagunceiro de internet que só escreve textos e fala mal das coisas, sem propor nada novo.

Já foi dito isso sobre mim por trás, pela frente e, se brincar, pelos lados. Não guardo mágoas, não guardo ressentimentos – maldito o homem que confia no homem, e com certeza, coitado daquele que espera algo de bom dos outros.

Fico frustrado, chateado, com certeza.

Eu no auge da maturidade, quando a Joyce disse que queria sim namorar comigo.

Mas se não me conhecem suficiente para me perguntar ou me exortar, portanto, preferem levar conversas e discussões como algo a ser disputado e não como troca de ideias e experiências, quem sou eu para mudar as suas visões de mundo? Não controlo nem a minha maturidade, como poderia exigir isso de outros?

Você só discute com quem ama. Afinal, como me disse um professor, após minha banca de monografia, “ninguém chuta cachorro morto”.

Taí a lição de 2011. Ao menos pra mim.

Sobre o que eu não faço.

Categoria: Opinião
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