Pics

Vamos lá, sejamos sinceros, sem nenhum espírito de vira-latice: brasileiro é um povo meio estranho, né? Mas das coisas mais estranhas que já vi neste país, de ladrões roubando carros durante briga de trânsito, galinhas gigantes causando caos no trânsito, esposas que conseguem convencer maridos que estão grávidas de quadrigêmeos usando barriga de silicone e minuto de silêncio oficial no Poder Legislativo pelo casamento de George Clooney, nada chega perto do deslumbramento que nossos compatriotas ficam ao ver como é a vida fora do país.

Tudo bem, você fazer uma viagem e se surpreender com Pringles ser vendida a US$2,50 no Shopping China, ou com câmeras profissionais a menos de US$2.500,00 – esse choque de realidades faz parte. O problema é quando o sujeito mora no país e continua se surpreendendo com tamanho dos frascos de ketchups (!) e com cupons de desconto (!!). E a galera não se contenta em agarrar as coisas ou mandar foto para os amigos – elas precisam gravar vídeos e colocar no YouTube pra ostentar coisas…. normais.

Então, para te dar dor de cabeça, tristeza na vida e porque não mais motivos para se envergonhar de falar a mesma língua de Pero Vaz de Caminha, decupamos aqui nada mais nada menos do que QUATORZE bons ÓTIMOS motivos para ir morar nos Estados Unidos. Tenho certeza de que possam existir outros menos importantes, mas isso não vem ao caso.



DIFERENÇAS DE VIVER NOS ESTADOS UNIDOS

(1) Você pode comprar ketchups gigantescos e admirá-los (posta foto abraçado com o ketchup no instagram!) [00:59]

(2) Se o produto tiver defeito você pode trocá-lo na loja (?!) Aí eles te dão dinheiro! DINHEIRO (mas você vai ver, lá no 03:23 e o dinheiro é voucher da loja…) [01:40]

(3) O PÃO JÁ VEM CORTADO GEEENTE, VOCÊ NÃO PRECISA CORRER O RISCO DE SE CORTAR CORTANDO O PÃÃÃO!!ONZE(opa, ONE)!!! [03:44]

(4) Não é feio levar comida pra casa, no Brasil é. Bom, pelo menos segundo ela. [04:34]



(5) Muito mais fácil lavar roupa – você pode ir numa lavanderia e pagar pra usar a máquina, IMAGINA SE TIVESSE LAVANDERIAS NO BRASIL GENTE QUE LOUCURA! [05:43]

(6) Você pode colocar a roupa pra secar dentro de casa, no Brasil só pode colocar roupa no varal externo, aí pega poeira, pólen (!) e animais peçonhentos aí você morre de alergia ou um dinossauro escondido na manga da sua regata pode te comer [06:30]

(7) Você não precisa avaliar o serviço pra ver se merece gorjeta – ou qual o tamanho dela, ela já vem inclusa no preço do pacote, OLHA MAS QUE MARAVILHA, NÃO PRECISA NEM PENSAR! [09:30]

(8) Os lugares que são seguros tem segurança, mas nos lugares que não são seguros não há segurança (a recíproca não é verdadeira, atentem-se) [11:07]

(9) Você pode fazer muitas cagadas no trânsito, deixar o carro morrer no sinal porque eles param longe uns dos outros [13:20]

(10) Você pode comprar pacotes que tem fecho automático WALL [16:05]

(11) Você pode fazer A FESTA com pasta de dentes. Tipo, a festa MESMO. Só não esqueça de chamar o dentista [17:07]

(12) As amostras grátis são grátis, mas não só isso: elas vem de graça e sem custo algum. Juro. [18:30]



(13) As caixas de encomenda são bonitinhas (AGORA SIM, PARTIU EUA FORA DILMA) [18:51]

(14) Lá tem aqueles cupons de desconto (aqueles que vinham na lista telefônica da sua vó, lembra? Que ela sempre falava que ia usar quando chegava a lista nova mas nem lembrava até janeiro do ano que vem) [23:09]

Tem como ficar no Brasil? Não tem né galera, por favor…



Opinião

Cada dia mais se torna mais difícil (e ingrato) produzir conteúdo. Você pesquisa um tema, lê sobre ele, corre atrás, entrevista e conversa com várias pessoas, produz o material, faz o tratamento, publica e no final das contas ninguém quer saber daquele conteúdo tão preciosamente refinado – só de quem está falando.



Vejo cada vez mais pessoas próximas sendo seduzidas por uma dicotomia burra – direita/esquerda; feminismo é para mulheres; GLBT são para quem cuja sexualidade é oprimida pela sociedade. Vejo debates sobre quem tem mais poder de fala com os critérios utilizados pela Zambininha à sério, bem como afirmações estapafúrdias de que “homens não querem aprender”, “brancos só sabem oprimir” e “héteros são excluidores desde o nascimento”.

A luta de classes explicitada pelos estudos marxistas, a pedagogia do oprimido de Paulo Freire aplaudida pelo mundo se transformaram numa guerrilha de classes e na Revolução Francesa do Oprimido, levada a cabo por milhares de Robespierres sedentos por sangue. A nossa sede por transformar o mundo, por experimentar um pouco do gosto da mudança social é tão grande que não cansamos de torcer, distorcer, retorcer e inventar palavras e citações de um inimigo comum à nossa causa.

Assim como na época do fatídico plebiscito do Estatuto do Desarmamento, no qual ambos lados foram punidos por mentir ao público (e ambos utilizaram seu tempo para dizer que o outro tinha mentido, esquecendo das suas próprias mentiras e das suas próprias propostas), vivemos tentando fazer religiões pagarem impostos, proibindo mulheres de terem auxílio estatal para criar seus filhos, defendendo ataques a protestos políticos e apoiando a barbárie – só porque acreditamos que o locutor do momento não esteja de acordo com o estereótipo definido pelo grupo social.

Sim, estereótipo. Falar que um homem não serve para falar sobre o feminismo é apoiar-se em estereótipos. Falar que uma mulher branca não pode falar sobre a luta de mulheres negras é não só manter o estereótipo, mas reforçá-lo. Excluir heterossexuais da luta LGBTQQI é reforçar o isolamento social que deu origem a esses grupos de luta. Não sei exatamente quando surgiu essa aversão ao academicismo, ou quando histórias de vida, testemunhos e vivência começaram a se tornar tão auto-suficientes.

Na verdade, se houve um momento no meu contexto social que testemunhos se sobrepuseram e excluíram o academicismo, foi quando começaram a surgir denominações neopentecostais – sim essas mesmas que todos reclamam que formam um gueto cristão, excluindo-se da sociedade e criando aberrações como os políticos que temos hoje em dia e boa parte do senso comum deturpado acerca de sexualidade e outras causas sociais.

Não é uma questão de unidade do movimento – os neopentecas também tentam soltar essas contra nós: se trata de lutar pela justiça social. Sou um homem que está em lugar de fala. Um branco cristão debatendo assuntos que não me convém. Um heterossexual usurpando o protagonismo. Mas sabe por quê? Porque eu não vivo nessa sociedade para defender os meus direitos. Não estudei Direito para defender o meu umbigo. Não entreguei a minha vida a um Deus que eu acredito para ter a minha Salvação e tocar o foda-se pro resto do mundo.

Não vou subir no palanque. Não vou fazer guerrilha. Mas não ouse tentar me excluir dos debates. Não tente me retirar das conversas. Não venha me dizer o que eu devo ou não devo fazer. Venha conversar, venha debater.



——————–

(Para quem não sabe, eu sou um homem que escreve n’O Feminista e um não-deficiente que escreve no Eficientes)

(de k80soccer)
Opinião

(Do Manual do Quero Ficar Famoso Na Internet Sem Ter Novidade Alguma)

(de k80soccer)



1) Comece a gravação gritando o nome do programa. Sério, GRITANDO. Se você acha que o morador do 402 não ouviu, grite de novo (mesmo o prédio com quatro andares mais próximo esteja a três quadras de você);

2) Deixe os participantes do podcast se apresentarem com comentários engraçadinhos, como se a gravação fosse uma seleção dos piores momentos da festa de aniversário do seu sobrinho. Não importa se o tema é a guerra da cisjordânia, aborto ou as indicações ao Oscar, quanto mais rasa e manjada a piada, melhor;

3) Primeiro conteúdo: leitura do feedback! Leia e-mails longos, comentários gigantescos e impopulares que causarão enormes discussões e posts em outros blogs que tenham a ver com qualquer assunto que não seja o do podcast que está sendo ouvido. Não importa se é a primeira vez que o ouvinte está ali, ou se ele acabou de chegar – se ele não ouviu o episódio anterior, a culpa é toda dele! Não deixe essa parte da programação durar menos do que uma hora, por mais que o podcast inteiro tenha 1 hora e 20 minutos.

 



Opinião

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Quando você perguntava a um estudante de Comunicação o que o tinha atraído pra sua área de estudo, o que ele mais tinha gostado e queria fazer, você invariavelmente ouvia a resposta – a redação jornalística. Mistificada por milhares de filmes e produções dos anos 80 e 90, em que super-heróis viviam em meio a colegas jornalistas e gente como a gente destruía governos e corporações, a ideia de redação como ela foi criada, já desapareceu há muito tempo: e só há dois tipos de pessoas que insistem em não perceber isso: estudantes de jornalismo e sindicatos.

Estudantes não quererem perder a visão romantizada de um jornalista correndo atrás de uma pauta com nada mais do que o seu bloquinho (nos últimos anos o smartphone) e um faro apurado para notícias  é perfeitamente compreensível. Todo estudante ou profissional em começo de carreira romantiza a profissão: estudantes de Direito fantasiam suas defesas em Tribunal de Júri, estudantes de Medicina sonham em salvar a vida de um caso perdido, ou pegar um parto impossível e conseguir salvar a mãe e o bebê, estudantes de Engenharia sonham com construções megalomaníacas – tudo isso faz parte. O que não dá pra entender é porque os sindicatos e associações de jornalistas estão fazendo até o momento.


Vamos aos casos:

Dá pra entender, pelos nomes envolvidos e pelas circunstâncias, que não é uma crise de mercado. A Folha passa muitíssimo bem.  O Portal Terra nem se fala. Mas porque essas demissões? E mais importante: Porque as associações de jornalistas estão tão provincianas quanto a OAB? Reserva de mercado pra um mercado que não existe?

O que os jornalistas não perceberam ainda é que não adianta lutar pra obrigatoriedade de diploma e exclusividade de jornalistas em redação – até porque não adianta ter um diploma se não há nenhuma redação para trabalhar. Aí eu te pergunto: porque os Sindicatos de Jornalistas batem tanto na “obrigatoriedade de diploma”? Porque você não ouve nenhum pronunciamento oficial sobre as demissões e sobre “perspectivas de futuro”? Será que o único modo de se fazer jornalismo continua sendo atrás de uma mesa, sendo pago por um único chefe e entregando todas as notícias pra ele, alcançando o sonho da CLT?

Se assim o fosse, o jornalismo não estaria morrendo de pouco em pouco. O que jornais (e aparentemente jornalistas) não entenderam é que sociedade da informação exige um pouco mais do que o mercado de trabalho nos anos 80. Se isso é bom, se é ruim, depende de o que nós vamos fazer com as informações que temos e como vamos planejar o futuro do jornalismo – e isso se faz desde logo, em sala de aula e em assembleias de sindicatos. Preparar alunos para um mercado de trabalho inexistente é hipocrisia, fingir para associados que os velhos tempos vão voltar é sacanagem com quem tá começando agora e tem milhares de sonhos. Não dá pra ensinarmos empreendedorismo? Freelancer? Fazer cursos de reciclagem e aprendizado em equipe? Dinamismo? Precisamos mesmo que todos os jornalistas dependam financeiramente de alguém e não consigam sobreviver como PJs? Se essa é uma possibilidade de futuro, porque não ensinamos isso -dentre várias outras coisas0 aos estudantes, ao invés de fazer a eterna discussão ‘vontade de publicar’ vs ‘medo de perder o emprego’?

Ou é sério que vocês vão ficar todos parados olhando isso acontecer e debatendo em sala de aula como o mundo é injusto?

Utilidade Pública

Evil Abed

Noruega proibiu a Arábia Saudita de financiar mesquitas

Se não há igrejas na Arábia Saudita não haverá mesquitas na Europa. A Noruega proibiu a Arábia Saudita de financiar mesquitas, enquanto não permitirem a construção de igrejas no seu país. O governo da Noruega acabou de dar um passo importante na hora de defender a liberdade da Europa, frente ao totalitarismo islâmico. Jonas Gahr Store, ministro dos Negócios Estrangeiros, decretou que não seriam aceites os donativos milionários da Arábia Saudita, assim como de empresários muçulmanos para financiar a construção de mesquitas na Noruega

Segundo o referido ministro, as comunidades religiosas têm direito a receber ajuda financeira, mas o governo norueguês, excepcionalmente e por razões óbvias, não aceitarão ofinanciamento islâmico de milhões de euros.

Jonas Gahr Store argumenta que: Seria um paradoxo e anti-natural aceitar essas fontes definanciamento de um país onde não existe liberdade religiosa. O ministro também afirma que a aceitação desse dinheiro seria um contra-senso»,recordando a proibição que existe nesse país árabe para a construção de igrejas de outras religiões.

Jonas Gahr Store também anunciou que a «Noruega levará este assunto ao Conselho da Europa», donde defenderá esta decisão baseada na mais estrita reciprocidade com a Arábia Saudita.

Via Midia Gospel


A internet, meus caros, é um grande telefone sem fio. Por exemplo, essa notícia, acima, da proibição de mesquitas na Noruega – todo mundo lembra a preula que deu quando um cartunista dinamarquês resolveu que seria uma boa ideia desenhar o profeta Maomé (maior profeta reverenciado pelos muçulmanos) usando um turbante-bomba, há cinco anos atrás. Surgiu então, na minha timeline um link, de um blog aparentemente duvidável, falando sobre a suposta proibição da construção de mesquitas na Noruega. Fui pesquisar. Uma das notícias que apareceu nas pesquisas é essa acima, e acreditem, apesar do nome do site, é uma das referências mais concretas com a notícia.

Quando li a notícia, percebi três erros crassos:

(1) O suposto ministro de “negócios estrangeiros” (embora a tradução oficial seja Assuntos Estrangeiros) saiu do cargo em 2012; 
(2) Não é de competência nem do Ministro de Assuntos (ou Negócios) Estrangeiros legislar sobre o tema, nem mesmo do Ministro da Economia/Fazenda Pública (cargo que ele ocupa hoje), mas do Parlamento;
(3) Só tem essa notícia em blogs cristãos (que não são bem conhecidos pela sua imparcialidade.

Fui à pesquisa. Como não encontrei nenhuma referência concreta à proibição seja de financiamento de mesquitas pela Arábia Saudita (o governo saudita investiria recursos públicos na construção de mesquitas no exterior? Como se proibir particulares de gastarem seu dinheiro em objetos específicos sem causar um incidente internacional?), resolvi mudar o foco da pesquisa. Fui procurar a proibição saudita de se construir/plantar/fundar novas igrejas no país. Cravando resultados no Google, encontrei mais notícias estranhas. Segue:

Destruição de igrejas católicas é exigida por autoridade islâmica

Meca (Segunda-feira, 26-03-2012, Gaudium Press) O grão-mufti sheikh Abdul Aziz bin Abdullah, alta autoridade clerical da Arábia Saudita, exigiu a destruição de todas as igrejas existentes na região do Golfo Pérsico. A decisão do governo do Kuwait de proibir a construção de novas igrejas no país, foi elogiada pelo sheikh, mas segundo ele a medida é pouca, pois é necessário destruir as igrejas que já existem. A exigência de Abdullah só não seria aplicada à Arábia Saudita, pois ali, não existe qualquer local de culto não muçulmano e qualquer outra manifestação religiosa já está proibida.

 

Além de ser a mais alta personalidade do clero da Arábia Saudita, o grão-mufti da Arábia Saudita foi considerado o 14º muçulmano mais influente do mundo pelo Real Centro Islâmico de Estudos Estratégicos, no ano de 2011. Nos países do Golfo Pérsico os cristãos são uma minoria, sendo sobretudo imigrantes. Em países como a Jordânia, Palestina, Iraque, Egito, Líbano e Síria, há comunidades cristãs significativas, mas o clima de perseguição religiosa tem aumentado também nesses países. (EPC)

Com informações da Rádio Vaticano.

Fonte: Associação Religiosa N. Sra. das Graças

Ok, vamos lá. Então nem repentinamente a Arábia Saudita começou a proibir a construção de Igrejas, nem a Noruega impediu coisa alguma – na verdade eu não sei o que a Noruega tem a ver com a história até agora. Mas uma coisa nesse link me chamou a atenção: a fonte. Fui então pesquisar no Gaudium Press, site dito como referência no início do texto, porém nenhuma das pesquisas retornou resultado.

Mesmo assim, eu já tinha uma história a seguir. Alguém tinha dito alguma coisa no Oriente Médio (tá vendo o problema da mídia cristã?). Foi então que encontrei o site da Agência Oficial de Notícias do Vaticano. Explico: por mais que Vaticano seja a sede da Igreja Católica, ainda assim é um país, e tem uma reputação a zelar (ou pelo menos deveria) no que tange à relações internacionais. Na NEWS.VA, há uma notícia que diz “O xeque Abdul Aziz bin Abdullah, Grão Mufti da Arábia Saudita (…) declarou que “é necessário destruir todas as igrejas da região”. A notícia continua:


A declaração do mufti foi feita depois que um parlamentar kuaitiano, Osama Al-Munawer, anunciou no mês passado, na rede social “Twitter”, a intenção de apresentar um projeto de lei para a construção de novas igrejas e lugares de culto não islâmicos no Kuwait. Recentemente, por ocasião da consagração de uma Igreja católica nos Emirados Árabes, os cristãos locais auspiciaram “a abertura de negociações para construir uma Igreja na Arábia Saudita”, visto que no Reino Saudita, segundo estimativas, vivem de 3 a 4 milhões de cristãos, trabalhadores imigrantes que desejam ter uma Igreja. Em junho de 2013, o Card. Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos povos, consagrou a nova Igreja de Santo Antônio nos Emirados Árabes Unidos, nas proximidades de Dubai , e uma nova Igreja dedicada a São Paulo está sendo erguida em Abu Dhabi. No início de 2013, o Rei de Bahrein doou à comunidade cristã um terreno para a construção de uma nova Igreja, a Catedral de Nossa Senhora da Arábia.

Fonte: News.Va

Então já temos um contexto: Após um parlamentar do Kuwait dizer que gostaria de fazer um projeto de lei para liberar a construção de igrejas no país, alguém disse que deveriam destruir todas as igrejas da região, e não construir mais. Só nos resta a pergunta: quem raios é Grão Mufti Abdul Aziz bin Abdullah? O site da Rádio do Vaticano (que tinha sido citada anteriormente), explica: Grão-Mufti é uma alta autoridade clerical, que pode emitir fatwas. Fatwa (ou fátua, abrasileirado) é um pronunciamento legal da religião islâmica – assim como Papas emitem Bulas Papais, que são consideradas leis religiosas para católicos e assim como Assembleias e Conselhos Eclesiásticos determinam doutrinas aos fiéis evangélicos, as Fatwas são ordenamentos aos muçulmanos, geralmente vindos de interpretações do Alcorão. Transportando para uma realidade ocidental, é como se um pastor evangélico dissesse, no morro carioca, que deveriam fechar todos os centros de umbanda e terreiros de candomblé. Não que isso seja realidade, é apenas uma suposição que pode coincidir com histórias reais.

Mas calma, não vamos discutir sobre a justiça ou injustiça desses ordenamentos religiosos. A internet é sim, um grande telefone sem fio. Um líder religioso da Arábia Saudita disse que precisavam destruir igrejas. Um líder da Arábia Saudita disse que precisavam destruir igrejas. Arábia Saudita vai destruir igrejas. É nesse ponto que entram pessoas mal-intencionadas, nessa bagunça de repostagem e mídia 2.0, o jornalismo que não é jornalismo e por isso não precisa de credibilidade, e acrescenta uma história  completamente bisonha, como essa da Noruega impedir financiamento de mesquitas. Em tempo: sim, na Arábia Saudita, assim como no Kuwait, é proibida a manifestação pública de outras religiões senão a muçulmana (nesse momento, um líder evangélico candidato nessas eleições coça sua barbixa enquanto pensa no paraíso que poderia criar com esse poder), como informa relatório do Departamento de Estado dos EUA:

The government claims to provide for and protect the right to private worship for all, including non-Muslims who gather in homes for religious services. This right was not always respected in practice and is not defined in law. Moreover, the public practice of non-Muslim religions is prohibited, and the Commission for the Promotion of Virtue and Prevention of Vice (CPVPV) and security forces of the Ministry of Interior (MOI) continued to raid private non-Muslim religious gatherings. Although the government also confirmed its stated policy to protect the right to possess and use personal religious materials, it did not provide for this right in law, and the CPVPV sometimes confiscated the personal religious materials of non-Muslims. Religious leaders and activists continued to face obstacles in expressing their views against the religious establishment.

Fonte: US Departament of State

“O governo diz que provê e protege o direito de culto privado para todos, inclusive não-muçulmanos que se reúnem nas casas para prestarem cultos religiosos. Esse direito não foi sempre respeitado na sua prática, e não está definido em lei. Além disso, a prática pública de religiões não muçulmanas é proibida e a Comissão para a Promoção de Virtude a Prevenção do Vício (CPVPV) e as forças de segurança do Ministério do Interior (MOI) continuaram a fazer batidas policiais em reuniões privadas de não-muçulmanos. Embora o governo também confirme a sua política de proteger o direito de possuir e usar acessórios religiosos, não há legislação nesse tema, e o CPVPV costuma confiscá-los de não-muçulmanos. Líderes religiosos e ativistas ainda enfrentam obstáculos em expressar suas visões contra o status quo religioso.”


Opinião

Alô internet!

Há muito tempo eu venho pensando nesse post e foi nessa madrugada de ontem pra hoje que eu resolvi finalmente fazer esse post. Temos aqui agora, exclusivamente para vocês, o melhor do melhor, o supra-sumo da internet cristã-protestante-evangélica-neopentecostal-jovem-l0k4-por-Jesus:

OS CINCO MELHORES VÍDEOS DO MEU, DO SEU, DO NOSSO: PASTÔ LUCINHO!

Conhece esse cara?

Claro, não pegamos todos os vídeos, mas aqueles que são o ponto alto do programa dele: quando ele responde perguntas dos fiéis pela TV no seu programa-cópia-do-Danilo-Gentilli, Nunca é Tarde. Não, não basta copiar o formato, o estúdio e uma banda de gosto duvidoso (conseguiram até achar uma banda de gosto duvidoso gospel) – precisava copiar até o nome do programa. Ainda bem que Deus é o Deus de todas as coisas inclusive criatividade (imagina se não fosse).

Sem mais delongas, vamos aos vídeos! Lembramos que: (a) Se você passar mal, a culpa é única e exclusivamente sua, por ser burro e tapado suficiente para ver vídeos em série desse rapaz. Sempre levante e tome um copo d’água entre um vídeo e outro. (b) Se você tiver acessos de fúria, vide letra a. (c) Se você tiver acessos de riso e não conseguir mais levar nada a sério, vide letra a. (d) Se você for demitido por rir alto demais no trabalho, vide letra a. LOGO esse post é NSFW (Not Safe for Work). Prossiga assim como você prosseguia no Assutadorpontocompontobr, por sua própria conta e risco:


(1) POSSO FAZER MÁGICA PARA ENTRETENIMENTO??

Não, não basta a pergunta ser sobre magia negra satânica ocultista invocadora de satã, ele fala sobre RPG. Pego a melhor citação do vídeo para você se preparar pelo que vem pela frente:

RPG é um jogo que você literalmente brinca com o destino e com o futuro dos outros invocando espíritos



(2) PASTÔ, O QUE A BIBRA DIZ SOBRE BARALHO??

Entra no google, que você vai ver que o rei no baralho é o diabo. A Valete, a senhora (mas valete não era homem?) é Maria. E a Copas (o naipe inteiro?) é filho (não era A copas?) é o filho do cruzamento do diabo com Lúcifer (tipo Lilith?)

O engraçado que ele responde a pergunta em três segundos “A bíblia não fala de baralho”. Aí… eu não sei nem como comentar esse vídeo, sem cometer uns 4 ou 5 pecados aqui. Mas chegue até os 2:50 e imagine a conversa entre Deus e Lucinho que ele elucida sobre brincadeiras. “Vá brincar de dormir e de comer” talvez seja o melhor conselho desse vídeo. Mas como de Deus não se zomba, do pastô pode!



(3) ASSISTIR FILME DE TERROR É PECADO??

A citação do vídeo, já entrego de bandeja:

O filme de terror é uma sessão espírita de macumba na sua casa.

Mas com certeza vale a pena assistir o vídeo pra ver o Pastorcito de 40 anos: (1) admitindo, meio sem-querer que tem medinho de filme de terror; e (2) quando recebeu uma contra-argumentação tão estapafúrdia quanto o argumento que ele propôs, falando ser herético – já pode entrar pro Reforma que Passa, hein Lucinho! Manda Currículo. Ah, se alguém entender a história que o vocalista do Ultraje a Rigor Gospel contou sobre o cowboy, me avise.



(4) UM CRENTE PODE FAZER YOGA??

A palavra Yoga significa acorrentar-se, e a base da Yoga foi para unir o corpo da pessoa com os deuses do budismo. Aos grandes deuses do hinduísmo. Eu posso falar porque eu estive na Índia.

Eu mesmo posso falar de curandeirismo das tribos guaranis porque já fui no Pará. Fico feliz também pelo Pastor Lucinho ter resolvido todas as diferenças entre budistas e hinduístas que já tem aí seus mais de 5 SÉCULOS de distanciamento, além de agrupar todos os budistas num grupo só. Podia ajudar e fazer isso com as milhares de denominações protestantes também, não? Ou juntar os protestantes e eles com os católicos é pecado?


Fica, além disso, a remissão a este vídeo, que ele usa a mesma argumentação para afirmar que pode sim fazer acupuntura. Vai entender….

(5) UM CASAL CASADO PODE FREQUENTAR MOTEL?

Talvez a melhor resposta. Talvez seja essa realmente a resposta que aclamará a importância desse cara no mundo. Não, é sério.

Você consegue imaginar o Pai, o Filho e o Espírito Santo entrando no motel?

E Jesus conheceu a prostituta na padaria, naturalmente.

Observação importante: segundo o menino Lúcio Barreto Júnior, a pomba é figura do diabo, não do Espirito Santo.


BÔNUS

Esse nem é uma pergunta, mas tá aqui pra vocês fortes, resistentes que viram até aqui esses vídeos. Se você não sofreu, nem por um minuto, vergonha alheia, prepare-se, porque AGORA VAI:

Mesma lembrança de sempre: para melhor entender a pataquada, a babaquice, o nível de transtorno mental do cidadão pastor ungido, assista o vídeo até o final, mesmo que isso custe a sua sanidade.


E você? Sobreviveu até aqui? Se achar algum vídeo que poderia ser incluído nessa lista, comenta aí!

Pics

Eu sei que vocês sabem o óbvio. Afinal, nem teriam chegado onde estão se não soubesse. Revisar os textos, passar corretor ortográfico, conferir as imagens que vai postar, pedir para um terceiro olhar e ver se tá tudo nos conformes, mas… às vezes imprevistos acontecem. E exatamente por imprevistos acontecerem, todos vocês, sejam fotógrafos, social medias, enfim, qualquer produtor de conteúdo pra internet precisa estar atento.

Olha só o que aconteceu com este fotógrafo, com uma página até com número de seguidores bem respeitável. A foto? Bacana. O post? Legal. Mas na miniatura do celular… Abaixo temos (1) a foto na miniatura e (2) a foto completa.




Opa!
Esse sim foi um casamento animado!

 

 

 

Marketing Digital

(Esse texto é uma paráfrase/adaptação livre do conteúdo postado originalmente em inglês no site da Ignite Social Media por Jim Tobin; clique no link para prosseguir para o texto original)

Uma pesquisa do Ignite Social Media mostrou que o novo algoritmo utilizado pelo Facebook para montar o feed de notícias (as postagens na página inicial) nesse mês de dezembro está punindo páginas de marcas, independentemente de quantos fãs estejam interessados no conteúdo publicado por elas.

A análise feita levou em conta 689 postagens de 21 páginas (todas de grande relevância, de vários produtos) e descobriu que desde o começo de dezembro, o alcance orgânico (não-pago) diminuiu 44% em média (e algumas páginas viram seu alcance diminuir até 88%!).

E não só isso: com o efeito cascata, enquanto o alcance diminuía, o número de usuários engajados (envolvidos em postagens, curtindo, compartilhando, comentando) também caiu, numa média de 35% – com vales de até 76% em algumas.

Isso traz algumas mudanças nos discursos da equipe do Facebook: uma vez afirmaram que os posts de marcas alcançavam aproximadamente 16% dos seus fãs – hoje, com essas mudanças, mal passa dos 2,5% (uma notícia animadora para as empresas que investiram, hein?).

Ainda piora: uma pesquisa da Forrester and Wildfire mostrou que os usuários engajados (aqueles que o Facebook está distanciando das marcas), são, de fato, os melhores (e maiores) consumidores dos produtos: com menos usuários engajados, as empresas tem menos consumidores.

Neste vão deixado pelos usuários engajados, o Facebook oferece a compra de alcance para que as empresas promovam seu conteúdo, porém, essa mesma pesquisa demonstrou que os usuários orgânicos (os 3% alcançados normalmente pela empresa) são melhores, ou mais aptos a consumir que os 16% que foram alcançados através de anúncios pagos dentro da rede social.

A pergunta que todos estã querendo responder é qual deveria ser a postura das grandes marcas, se elas não conseguem alcançar nem mesmo aqueles que curtiram as páginas?

Com marcas investindo mais de US$6bi no Facebook, parece improvável que os impactos que essa mudança trouxe nos algoritmos fossem intencionais – até mesmo porque o modelo de negócios do Facebook é misturar o conteúdo orgânico com o pago.

O problema não é alterar as regras do jogo – Mark está certo em tentar otimizar a experiência do usuário. O problema é fazê-lo com base num chutômetro de que, de repente, todos os usuários acordaram com vontade de ver apenas o que seus amigos postaram, e não estão nem aí com as páginas que curtiram.

Os dados das pesquisas (tanto da Ignite Social Media como da Forrester and Wildfire) já foram entregues à equipe do Facebook, que está os revisando, e estamos otimistas quanto à sua aceitação. O problema é que essas mudanças vieram numa época delicada, quando agências estão planejando o orçamento de 2014, e uma mudança dramática no Facebook pode fazer com que agências mais conservadoras retraiam seus investimentos.

Culpamos o politicamente correto por um monte de coisas. Pela hipocrisia, pelos discursos exagerados e pela chatice do mundo, o descaso com o meio ambiente, a má-fase do Rubinho na Fórmula 1 e qualquer outro evento tão trágico como qualquer um desses no mundo.

Acho um pouco vazio esse discurso de que a culpa é do politicamente correto, e as falhas dele se mostram óbvias em fatos que sucederam nos últimos dois dias. Pouco menos de 12 horas depois da confirmação de morte do Hugo Chávez, descobriram Alexandro Magno, o Chorão, morto em seu apartamento.


Dois eventos trágicos, dois eventos fortes e que mexem bastante com os ânimos brasileiros. Primeiro porque a morte de um político nunca é um fator biológico, mas político. Não demoraram a pular pessoas exaltando todos os momentos de esquerda de Hugo Chávez e menos ainda pessoas fazendo piadas acerca da morte. E no caso do segundo porque bom, Charlie Brown Jr. era uma banda bem específica, e como toda banda popular atraiu nos últimos anos uma porrada de haters – afinal, tudo que é pop, é ruim. Enquanto fãs choravam e lamentavam a morte, novamente milhares de piadas surgiram.

E toda morte é a mesma coisa. Gente chorando, gente que brinca e que ri, e gente que reclama de quem faz piada – e dessa vez, muitos dos que faziam piada com Chávez pediram respeito ao Chorão, e muitos que pediam respeito ao Chávez, fizeram troça com a morte do vocalista.

Será que existe um limite pra piadas? Existe uma linha divisória que mostre com o que se pode brincar e o que não se pode? Até onde vai a necessidade de se abster de comentários por causa de um respeito? Qual o limite pra buscar popularidade – e, talvez, o mais importante, o que separa uma piada de bom gosto de uma de mau gosto?


Não é fácil estabelecer uma linha. E nem é tão simples como dizer a internet é livre; ou as pessoas são assim mesmo; ou ainda apelar pro a morte é sagrada. Existem comentários que você vai rir, e vão parecer quase uma homenagem, dependendo de quem é o falecido. A questão é que sempre vai ter alguém que vai ser inconveniente – inconveniente a ponto de detestar qualquer piada, inconveniente a ponto de não ter tato e soltar alguns comentários mal-vistos.

Na dúvida, não faça nada na internet que possa te prejudicar. Não é raro pessoas serem demitidas ou processadas por comentários totalmente desnecessários no Facebook ou no Twitter. Teve uma sacada genial? Pense duas vezes. Mostre pra amigos. Se pá, se rolar, poste. Se não, fica com seus bróderes. Eles vão se chatear, mas logo passa. A internet pode até ser um lugar de liberdade que você pode fazer coisas que não poderia ou teria coragem de fazer ao vivo, mas isso não quer dizer que seja um lugar que não existem consequências.

Afinal, mais detestável que qualquer piada é a tiradinha comercial pra tentar captar clientes. Unhas fúnebres em homenagem ao Chávez e aproveitando para o Chorão é pegar muito mais pesado do que qualquer piadinha de mau gosto do Twitter gente, por favor.

Pelo outro lado, se você está em luto, ignore. As pessoas tem liberdade pra não gostar da pessoa que você gosta, e nem todo comentário é injusto ou sacana. Falar que Fulano nem era tão bom assim ou Não gostava das músicas/políticas/bafo dele não é falta de reverência para com um morto. Tenha menos mimimi e viva o seu luto no seu canto.

Esse texto é uma tradução de Hello, We need to talk about Friendzone, do Yeti Detective.

Como isso foi existir? Eu sou um cara. Eu entendo. Mulheres podem ser assustadoras. Elas são iguaizinhas seres humanos, mas elas fazem coisas muito estranhas acontecerem entre as pernas. Deve ser bruxaria. Elas são o Gargamel do seja-lá-qual-Smurf-você-tiver-entre-as-pernas.

Tá, na verdade isso tudo é mentira. Mulheres são seres humanos normais, e eu tenho quase certeza que os Smurfs não são um tipo de órgão sexual masculino, apesar daqueles chapéus meio suspeitos. O problema é que quando você dá de cara com uma mulher o seu corpo vai no talo de Breaking Bad e começa a fabricar componentes químicos que, se não te fazem babar, pelo menos  te fazem tentar esconder a barraca que acabou de armar. É assustador, eu sei. Calma.

Antes de eu começar a falar sobre isso, preciso dizer: se você está no Ensino Médio e caiu na friendzone, não é culpa sua ser um idiota. Você tá passando por um bocado de merda agora, o seu corpo tá produzindo mais do que a 4ª temporada de Breaking Bad; quando você é um homem feito, fica mais pro nível da 1ª ou 2ª temporada. Mas vou te dizer uma coisa – ler este texto vai te fazer mais inteligente que seus amigos cabeçudos. PARE de imaginar que as mulheres são forças devastadoras da natureza e comece a vê-las como pessoas que são exatamente como você – exceto por algumas partes que ficam dentro das calças, e em muitas delas, dentro das blusas.


Se você já é um homem (leia-se: se tem 19 anos ou mais) e acaba caindo na friendzone, as próximas palavras são pra você, friendzoned:

Pare-com-isso. Como que isso acontece? De onde veio a friendzone? É algo meio assim:

1-     Você se sente atraído por uma mulher;

2-     Você é amigável com ela, na esperança que ela te mostre os seios;

3-     Ela confunde a sua amigabilidade e POMBAS, vira sua amiga, se negando a mostrar os seios pra você;

4-     Você age como um retardado grosso filho da mãe, colocando-se sempre fora do círculo de pessoas que ela poderia vir a mostrar os seios um dia;

5-     Você reclama sobre isso na internet, e 1000 outros caras desajustados entendem o que você está passando, e a sua misoginia é aprovada pela sociedade.

(fala sério, tem gente que merece)

Esse vai ser o nosso Cenário 01 porque existe uma outra possibilidade de acontecer a friendzone. O próximo vai ser chamado de (claro) Cenário 02 (esse primeiro já te dedurou, amiguinho? Seguraí, porque eu sou o mestre Jedi no seu treinamento para deixar de ser um idiota):

1-      Você se sente atraído por uma mulher;

2-      Você se torna amigo dela de uma forma passivo-agressiva somos nós contra o mundo ou algo do tipo;

3-      Ela te tolera porque é legal demais pra mandar você ir pra senhora sua respeitável mãe;

4-      Ela namora um cara que na verdade é até interessante, e veja só –tem uma personalidade;

5-      Eles, por algum fato da vida, terminam, e ela fica machucada;

6-      Você oferece o seu ombro pra ela chorar;

7-      Ela chora no seu ombro;

8-      Ela conhece outro cara interessante, e namora com ele;

9-      Você fica Como-assim-essa-vadia-fez-isso-comigo e vai tirar satisfações com ela;

10-   E ela reage com algo como “Eu achei que fôssemos amigos, seu cretino”

11-   Você conta pra internet que caiu na friendzone.

12-   A internet aprova sua misoginia.

E aí, o que há de errado? Você é um cara legal, né? Porque essas fdps não mostram os peitos pra você? Provavelmente porque… você é um cara legal. Você tinha que ser igual os idiotas que elas pegaram, que tinham outros interesses além de fingir ser amiguinho delas pra tentar tirar a roupa delas depois. Bom, boas notícias: Você JÁ É um idiota!

Pensa aqui comigo: imagine que eu, por um momento, seja um homem incrivelmente lindo, gentil, e esse mesmo eu, estivesse andando na beleza da minha santidade na rua, logo na sua frente. Eis que quando entro no banco, seguro a porta para você também poder entrar – olha como eu sou legal. Talvez você vire, como a pessoa educada que você é, e me diga “Obrigado cara. Isso foi realmente legal”.

E aí eu te responderia: “É, verdade. Agora você sabe o que fazer, né?” E abaixo minhas calças.

Quem ia se dar bem nessa história é esse cara aí

Você se sentiria desconfortável? Seria detestável viver num mundo em que toda vez que um cara fosse gentil com você, ele esperasse que você o satisfizesse sexualmente, né? REALIZA – isso é desconfortável para as mulheres também. Estranho, né? É como se elas fossem… o mesmo tipo de pessoas que você. EITA!

Não, na verdade não tem nada de estranho, ou surpreendente. Na verdade, as mulheres são mesmo o mesmo tipo de pessoa que você, e ter pessoas abaixando as calças em volta delas é tão assustador pra elas quanto é pra você. Então pare. Pare de abaixar as calças toda hora.

Essa é a verdade inconveniente, friendzoned. Você não é um cara legal. Você é um egoísta, patético, triste, tarado verme insignificante que tem tanto medo da rejeição feminina de dizer o que sente, que prefere ficar calado e se revolta quando ela não adivinha os seus desejos e não os satisfaz magicamente. Essa raiva que você sente, na verdade, nada mais é do que o desgosto que você sente pela sua própria covardia. Você acha que conseguirá sexo ao fingir que é amigo de mulheres porque elas são apenas um objeto sexual pra você. Para você, não existe uma coisa do tipo amizade sem interesses sexuais, porque pra você, elas não são pessoas de verdade.

E ela não pensa em namorar com você porque o seu medo te faz parecer uma pessoa desinteressante, ou sem nenhuma vontade desafiadora – ou porque a sua esquisitice é latente e bom, amedrontadora. Não, cara, não é estranho que elas não namorem com você.

Como você pode parar de ser tão idiota? Bom, eu sugiro que você tente fazer amizade com uma mulher. Tá, você vai precisar de uma mulher que consiga aguentar muita merda, porque é tudo que você tem a oferecer nesse primeiro estágio. Ela provavelmente terá que ser casada há muito tempo, ou já ter filhos. Invista seu tempo e energia nessa amizade SEM pensar nas várias formas e posições que você gostaria de fazer.

Uma vez que você tenha entendido que essa sua nova amiga tem pensamentos, sentimentos, esperanças sonhos E seios, olhe à sua volta. Olhe para o mundo à sua volta. Olhe para todas aquelas pessoas que tem seios. Elas são exatamente como sua amiga, e também tem pensamentos, sonhos, desejos e sentimentos. Até aquelas que você quer transar. Não é mágico isso?

Esse é meu último conselho, friendzoned. Pessoas (tanto homens como mulheres) são complexas, criaturas emocionais e quase todas são carentes. Se você for honesto consigo mesmo e honesto com elas, você poderá formar conexões de confiança com uma larga rede de humanos. Essa rede de humanos é chamada de amizade. E você estará em várias zonas de amizade (friend-zones). E você se tornará uma pessoa melhor. E alguém vai querer namorar (e até transar) com você. Confie em mim.